sábado, 29 de dezembro de 2012

FELIZ OLHAR NOVO

Para refletir sobre o que nos espera na virada da folhinha (e sempre) no prosseguimento do desenrolar de nossas vidas é muito importante ter consciência disto que nos disse Carlos Drummond de Andrade:

FELIZ OLHAR NOVO
(Carlos Drummond de Andrade)

"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA. 
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? 
Quero viver bem. 
O ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal. 
O próximo ano não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? 
O que eu desejo para todos nós é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas. Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. 
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE). Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. 
Desejo para todo mundo esse olhar especial. O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 
O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!! 
 Feliz olhar novo!!! 
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
A todos amigose todas as amigas desejo esse FELIZ OLHAR NOVO capaz de nos trazer compreender que também somos responsáveis pelo sucesso de nossas vidas.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE NATAL

Nesta noite que se avizinha e na qual a tradição capitalista manda que sejam ofertados presentes, tenho apenas um presente a dar o todos (amigos e inimigos se os tiver): a minha amizade. Comercialmente desvalorizada, socialmente vilipendiada, mas o pouco que ainda resta de honesto na humanidade quando é sincera.

A minha é de vocês. Recebam-na como um presente desinteressado - outro predicado em desuso!
Sou cafona mesmo!
Mas sou eu!

domingo, 23 de dezembro de 2012

"HOMOSROUBOPOLÍTYKUSACTUALIS"

Sinceramente... 
Desiludido e a cada dia menos acreditando nos homens deste país. Claro que me refiro a uma espécie rara de bicho existente na América latina, mais especificamente no Brasil e com índices de reprodução acelerada: o "Homosroubopolítykusactualis".

Algumas de suas características apontam, principalmente, para o atendimento aos desejos pessoais em detrimento do mínimo bem-estardos seres inferiores de sua raça. Outras, bastante marcadas, também, realçam a pouca necessidade de serem pessoas culturalmente elevadas, porém, praticantes da defesa do analfabvetismo alheio. Uma marca registrada dessas espécies é a desavergonhada tendência para mentirem: quando em processo de promoção para atingirem o mais elevado status social de "Homosroubopolítykusactualis", garantem que se elevados forem farão o máximo pela educação alheia; Depois que se encontram no poleiro só fazem porcaria e ajudam ao aquecimento do planeta do mesmo modo que fizeram os dinossauros e fazem hoje as vacas: cagando.

Duvida? Veja só aqui:

Votação do PNE é adiada no Senado 

O relator do Plano Nacional de Educação na Comissão de Assuntos Econômicos, senador José Pimentel (PT/CE), pediu mais tempo para analisar as emendas apresentadas pelos senadores Inácio Arruda, Cristovam Buarque e Randolfe Rodrigues, ao seu relatório. A reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado foi acompanhada pelo vice-presidente da CNTE, Milton Canuto e pela secretária geral, Marta Vanelli.

Ou seja... a educação alhei está em segundo plano para essa gente que se julga superior aos outros.

E eu mereço! 

domingo, 9 de dezembro de 2012

PAPAI NOEL E OS CURSOS SUPERIORES PRIVADOS

O Natal ainda não chegou, mas os presentes do MEC já começaram a ser distribuidos aos homens de negócios da edcaçãobrasileira. 

E não vão pensando que se trata de presentinho (tipo apagador de lousa ou coisa parecida!). O Papai Noel MEC é um excelente bom velhginho e muito atencioso com quem "tantos e tão bons" serviços tem prestado à educação brasileira. 

Assim, para ajudar esses "trabalhadores" a ganhar o seu sustento vejam a gentileza do bom velhinho MEC:

Cálculo do MEC beneficia instituições privadas e dificulta descredenciamento de curso superior.

As mudanças adotadas no cálculo da avaliação dos cursos de ensino superior feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) aumentaram as notas das instituições de ensino superior, tornando assim mais difícil o descredenciamento dos cursos.

E assim a nossa educação vai caindo, caiiindo, caiiiiiiiiiiiiindo....

Mas os capitalistas, que investem nela, estão cada dia com os bolsos mais cheios e isso é o que interessa.

Pobres alunos! Coitados dos doutores! Qualquer dia um doutor vai ganhar tanto quanto um professor na educação básica, quando na verdade o professor da educação básica é que deveria passar a ganhar tanto quanto um doutor.

Mas, isto é Brazzzzil!   

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SÓ FALTA CUMPRIR

O Senado aprovou ontem projeto que pune professores ou gestores escolares com multas de até 20 salários mínimos e pena de reclusão até 12 anos que adotarem práticas discriminatórias contra pessoas com autismo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O BURACO É MAIS EMBAIXO

Ainda não entendi a minha dificuldade para compreender o raciocÍnio do governo brasileiro quando o assunto é educação. Deve ser algum tipo de bloqueio. Tenho me debatido comigo mesmo e com a minha forma de pensar cada vez que uma notícia me dá conta que o povo espera resolver os problemas educacionais do país nivelando tudo pelo alto. Devo, sinceramente, ter algum problema de entendimento.

A aprovação na Câmara Alta da Lei 7639/10, da deputada licenciada Maria do Rosário, que regulamenta o funcionamento das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices) só vem reforçar esse meu sentimento de dificuldade. É por esse motivo que vou reprisar a minha forma de pensar esse assunto que tanta tinta faz correr, mas que ainda ninguém tentou represar.

A educação vai mal e, portanto, na condição de um corpus social necessita urgentemente de uma intervenção radical ou corremos o risco de perder "a paciente"! Nesse caso, a intervenção não pode acontecer na base da medicação paliativa. O remédio precisará ser amargo, forte e, preferencialmente, ministrado através de uma dose única pela via intravenosa. O chamado tratamento de choque!

Oferecer "educação superior" não resolve o problema maior de nossa sociedade quando analisada pelo viés educacional. O nosso maior problema, nesse específico, é o analfabetismo e esse não se combate com mais educação superior, neste instante. Talvez depois, num segundo momento, essa prática da oferta de educação superior possa ser considerada de primeira necessidade. Por agora, como diz o meu povo, "o buraco está mais abaixo"!

À educação superior só chega, em princípio, quem sabe ler e escrever (esta regra também já foi quebrada e está sendo legitimada oficialmente), mas o ápice da problema são justamente aqueles que não têm um mínimo de condições de ali chegar por falta de um conhecimento elementar, básico, que lhes permita, minimamente, entender o que se fala na educação dita superior.

Ora este é um status que interessa a uma parcela significativa da nossa população: os homens de negócios da educação. Serão eles quem irá aproveitar mais esse filão de dinheiro fácil, principalmente aquele vindo da esfera pública.  São esses a quem não interessa o rigor do tratamento, o ataque definitivo à raiz do problema educacional. A partir da aprovação dessa lei vamos ter um novo surto de "Faculdades" que oferecem formação a que eu chamo de R$1,99 (mesmo sabendo que já existe "O mundo do real"). Entendam que numa escala de custo essas de R$ 1,99 não são aquelas mais baratas, isto é, ainda pode aparecer pior.

Enquanto isso, lá no contexto onde reside o ponto nodal da questão, a educação básica, o descaso continua num crescendo e produzindo dois agentes fundamentais para a consolidação do sistema capitalista: o analfabeto (ou na melhor das hipóteses o analfabeto funcional) e o "cliente" para a educação superior de baixa qualidade, mas de fartos rendimentos/lucros para esses mesmos capitalistas que são detentores da já citada educação superior R$ 1,99.

Neste ponto do raciocínio a minha mente dá um nó e eu não consigo me livrar deste pensamento que me persegue:

A NOSSA EDUCAÇÃO VAI MAL, MUITO OBRIGADO!    

          


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LUTADORES DA SOLIDÃO

Outras tarefas têm me roubado o tempo de refletir mais aprofundadamente sobre o nosso fazer - mas essa é, justamente, uma de nossas penas ao longo do exercício de nossa profissão: mil coisas para resolver enquanto só há tempo para resolver bem poucas - mas, eis que entre as poucas que tenho oportunidade de fazer está a de dar uma passada no blogue de um amigo virtual. Nesse blogue encontrei este texto que admirei e que trago aos meus leitores para uma reflexão que se faça suficientemente profunda, na medida da compreensão de cada um.

O SOFRIMENTO DO PROFESSOR

Queria hoje escrever uma nota breve sobre o sofrimento do professor. O sofrimento de ser (quase) obrigado a trabalhar solitariamente, enfrentando sozinho um mundo de problemas pedagógicos e sociais. A dor do tempo espartilhado e da contínua mudança de espaços. O sofrimento da incerteza quanto à eficácia da sua ação profissional. A angústia de saber que os horizontes profissionais dos alunos estão cada vez mais fechados, o que retira grande parte de sentido ao trabalho escolar. A impotência face aos olhares perdidos e às súplicas silenciosas que, muitas vezes, desaguam na revolta e na transgressão.

Queria escrever uma nota para dizer o excesso de uma profissão. E o risco. E a dádiva, muitas vezes, ignorada. Escrever o entusiasmo que os cegos poderes ignoram e às vezes desprezam. Dizer também os numerosos esforços individuais, não raro destruídos pela lógica do statu quo e dos interesses instalados. A decepção e o defraudamento de expectativas. A desautorização frequente praticada pelos pais e pelos poderes públicos.

Queria hoje reclamar a instauração urgente de algumas medidas políticas que atenuassem este sofrimento. A criação de melhores condições físicas de trabalho (espaços e tempos para o trabalho em equipe, para a produção de recursos didáticos... - que já vai havendo em alguns ilhas organizacionais); a criação de equipes de especialistas pluridisciplinares de base infra-regional e inter-institucional que ajudassem as escolas e os professores a analisar e a resolver os problemas concretos que se colocam na ação educativa; a promoção e o reconhecimento da inteligência das pessoas entusiastas e dedicadas à causa da educação pública; a discriminação positiva de todos aqueles que se entregam de ‘corpo e alma’ à educação da juventude; o incentivo a uma ação cooperativa e pluridisciplinar que possa combater o modelo escolar da divisão, da fragmentação e da soma; a criação de uma administração educativa liberta das tentações burocráticas, da obsessão do controle da conformidade e que teria de sair dos gabinetes e interagir – e escutar e procurar – com aqueles que diariamente fazem a educação, as soluções possíveis para os problemas concretos.
  Estas são algumas medidas urgentes para atenuar o sofrimento dos professores (e devo, hoje, admitir, que alguns ensaios se vão fazendo). Porque a mudança, tantas vezes anunciada, tem de passar por aqui.

Palavras do Dr. José Matias Alves
  

terça-feira, 13 de novembro de 2012

QUE PAÍS É ESSE?

Uma pergunta inquietante: Que país é este em que a Justiça não usa venda, tem partido, não usa provas, usa indício, em que vemos injustiças multiplicadas no cotidiano e nos sentimos pó?

sábado, 10 de novembro de 2012

CUIDE BEM DO SEU GATO

Você que gosta de gatos (aqueles mesmo, peludos de quatro patas) deve fazer atenção ao ambiente que lhes oferece. Saiba que as plantas que você adora por sua beleza e cor podem estar afetando a saúde do bichano. Veja a seguir aquelas que são tóxicas para os seus amiguinhos:

Vamos lá cuidar bem da bixarada!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SABER LER E ESCREVER NÃO É MAIS REQUESITO PARA SER PROMOVIDO

Sem saber escrever próprio nome, aluno será aprovado em escola do AM

Segundo avô de estudante, contas de somar e subtrair ainda são desafios. Apesar da situação, garoto de nove anos apresenta boas notas no boletim.

(continue lendo)

Quantas crianças não enfrentam essa mesma realidade? Quanto "faz de conta" não existe por esse país afora?

O que se faz com tantas avaliações? 

O fraco salário dos professores é o único e suficiente ingrediente para justificar esta e outras situações?

Qual a contribuição e/ou qual o preço que estamos pagando por se ter inventado a tal da promoção automática? Vale o resultado?

É incrível como as pessoas que estão à frente da educação, neste país, têm uma visão tão curta provocada por interesses que todos nós já conhecemos. Não estará na hora dessas pessoas programarem outro golpe, que esse já conhecido, para atingirem seus fins? É curioso que "exigem" que nossas crianças sejam criativas, mas eles não conseguem sair da mesmice em que vêm remexendo à mais de cinco séculos

Que maus exemplos que vocês são, senhores e senhoras do poder!

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VERGONHA ALHEIA

Por que esse título, nesta postagem?

Para uma grande pergunta, tem que haver uma grande resposta. 

Pois bem, a vergonha é alheia porque o que eu sinto é muito mais que isso. Também aqui cabe uma explicação: não posso sentir vergonha, pois, enquanto estrangeiro não naturalizado, não voto. Logo, não tenho motivos para sentir vergonha por mim. Mas sinto-a pelo outros, por todo esse rebanho de "gado marcado" - como diz a canção - que vota nesses pilantras que agora, em pagamento ao voto que vocês lhes deram, vos voltam as costas e ficam rindo da vossa cara de abobalhados ante a tirania do ato que estão praticando.

Vergonha alheia... e não é pouca! Entendam o motivo desse ódio (é isso mesmo, essa situação gera em mim um sentimento perigoso que é o ÓDIO):

O descompromisso do Congresso Nacional com a universalização e a qualidade da educação pública revela os bastidores de uma luta de classes intensa, em que as elites nacionais continuam a ditar as regras no parlamento.

Todo o processo de discussão e votação dos royalties foi liderado pela oposição, revelando a falta de coordenação política do Governo, que foi quem propôs destinar os recursos para a educação.

Neste momento, a expectativa de cumprimento da meta 20 do PNE, que estabelece o investimento mínimo de 10% do PIB na educação, corre sério risco de não ser cumprida.

Nosso trabalho, daqui para frente, será de buscar a regulamentação desses mesmos recursos dos royalties, além de outros, no processo de instituição do Regime de Cooperação Financeira que visa dar sustentação ao Custo Aluno Qualidade (CAQ).

No próximo ano, os estados e municípios não produtores de petróleo receberão recursos extras dos royalties na ordem de R$ 8 bilhões. E a CNTE e seus sindicatos filiados cobrarão mais investimentos na educação, a começar pelo cumprimento integral da Lei do Piso do Magistério.


Será que um dia esse banditismo vai acabar?

Será que vai aparecer alguém com "aquilo roxo" para colocar um fim nessa bandalheira em que se tornou a vida de alguns políticos no país? 

Será que um dia poderemos parar para pensar seriamente no destino da nação sem que um bando de interesseiros resolva intrometer a sua colher para atrapalhar as negociações?

Ei, ei, Brasil... quanto ainda precisas crescer! Sair desse estágio infantil em que estás mergulhado - guardando todo o respeito às nossas crianças, bem entendido!
 

domingo, 4 de novembro de 2012

O GALO

É fim de semana e por isso não adianta vir com grandes papos! Um humor bem dosado faz é bem à comunidade acadêmica que vive com a cabeça enfurnada nos "books".

Então veja lá esta:

Um  velho fazendeiro  vai ao cinema e o bilheteiro pergunta:

- O que é isso no seu ombro?

- É meu galo de estimação, raça legorn.

- Lamento, senhor, mas não permitimos animais no cinema.
O fazendeiro aparentemente concorda..
Vai ao toalete e enfia o bicho na calça .
Volta, compra o ingresso, entra e senta-se ao lado de duas idosas.

Quando o filme começa, o fazendeiro abre a braguilha  para o galo respirar
e o bicho bota o pescoço pra fora, todo feliz.

Uma das idosas cochicha para a outra:

- Acho que o cara ao meu lado é um tarado.

- Por quê?
- indagou a outra.

- É que o cara botou o negócio pra fora!

- Ah, não te preocupa, na nossa idade nós já vimos de tudo.

- Eu também pensava a mesma coisa, mas o negócio tá comendo as minhas pipocas!

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COTAS SOCIAIS: SOLUÇÃO OU COMPLICAÇÃO?

Vou tentar, num breve ensaio, refletir sobre o meu ponto de vista a respeito do assunto em tela: as cotas sociais no ensino superior brasileiro. Para isso sou obrigado a enfiar o meu dedo na ferida e resistir aos primeiros gritos provocados, sejam eles de dor ou de descontentamento. Faço esta advertência, pois sei que atitudes hipócritas vão se manifestar apenas para fazer o jogo do políticamento correto. Prefiro a realidade do pé no chão que o idealismo vaporoso que se esfuma ao primeiro sopro mais agressivo.

Pois bem, todo este blá-blá-blá para iniciar dizendo (creio deveria dizer - gritar, pois todo mundo está cansado de saber, mas não admite) que a nossa educação - tanto a superior, quanto a "inferior" - está péssima. Antes de continuar façamos logo os destaques necessários: NÃO GENERALIZO, mas considero a maioria como critério de avaliação.

Há alguns anos na educação superior (que já quando da minha graduação o meu professor de História da Educação dizia que ela só era superior porque estava no andar mais altro) tenho tido o desconforto de receber a cada período (semestralmente) alunos menos qualificados para o ingresso na universidade. Os motivos são visíveis e facilmente comprováveis: eles estão chegando à universidade sabendo apenas e tão somente juntar as letras e soletrar as palavras. Esta situação implica noutra diretamente relacionada: a escrita deles que, se não é silábica pouco a avança. Esta é uma realidade que qualquer um pode comprovar, mas que nem todos querem encarar como real e assustadora. Preferem o jogo do avestruz e quando retiram a cabeça do buraco para respirar aproveitam para dizer que "está tudo bem". 

Decididamente não está bem e, acredito, vai piorar e não estou sendo apenas pessimista. Senão vejamos: Ao abrir as portas das universidades para os cotistas (e aqui eu quero incluir, principalmente os analfabetos e não aqueles que se diferenciam pela cor da pele - que eu considero uma aberração) estamos tentando inverter os valores e a lógica. Defendo sempre, logo costumo dizer, que a casa começa pelo alicerce. Numa comparação, a educação deve começar na infância, a construção do saber nos ensinos fundamental e médio e, por fim, no ensino superior, a aquisição de instrumentais capazes de permitirem que cada um desenvolva seu potencial em presença do seu pensar e saber. Esta é, a meu ver, a lógica que deve nortear qualquer sistema de ensino que se preze (estou esquecendo que nós, na realidade, não temos um, ainda precisamos criá-lo).

Voltando à universidade e ao sistema de cotas que se implantou e se quer universalizar: vamos ter como incumbência "alfabetizar e letrar" aqueles que ali chegam através desse processo. Isto me permite levantar a seguinte questão que, a bem da verdade, não é nenhuma novidade: Por que não investir pesado (10% ainda é pouco para quem tem grandes aspirações) na educação/instrução de nossas crianças e adolescentes para que elas, independente de cor, credo, opção sexual e todas as demais categorias excludentes possam chegar em pé de igualdade à universidade? 

Agindo assim estariam colocando o copo em pé de modo a poder enchê-lo convenientemente, pois, da forma como estão fazendo, querendo enchê-lo com ele deitado, será apenas um derramamento de recursos de toda a ordem e a ordem de todas as atitudes paliativas que venham a ser praticadas no setor educacional. 

É falta de vontade política de resolver pela ordem. É ordem política para resolver pela via mais fácil, rápida e menos perigosa à elite mandante.

A educação, ou melhor, as educações (à lá Brandão) superior e "inferior" merecem um pouco mais de atenção. Uma atenção coletiva e organizada.

Deixo a minha reflexão!      

domingo, 21 de outubro de 2012

AQUI TEM DE TUDO - UP UP UP UP

GUARDE BEM ESTE ENDEREÇO... ELE PODE LHE POUPAR MUITO TEMPO

MANUAL DE QUALQUER APARELHO

 
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sábado, 13 de outubro de 2012

SOBRE O DIA DAS CRIANÇAS

Trago um texto que publiquei no blog de um amigo, parceiro profissional, camarada, em resposta a uma reflexão sua sobre o DIA DAS CRIANÇAS.


Ora pois bem... Não concordo com todas as palavras que disseste, mas defenderei até à morte o teu direito de dizê-las. Mas não basta dizer que não concordo, é preciso dizer por que e com quais delas. É para isso que aqui estou.
Quero começar dizendo que compreendo essa "felicidade" quando olho para a sociedade através das lentes do capitalismo que somos obrigados a viver (não por nossa vontade/escolha, mas sempre pela vontade dos outros). Porém, se fechar os olhos a essa sociedade e focar na possibilidade de construção de um mundo melhor é aí que começo a discordar de ti. O objeto pode até trazer alguma alegria/felicidade mesmo se passageira, mas os pais são/estão lá até que o desfecho de nossas vidas se encarrega de interromper essa relação. Logo, o objeto não oferece as condições de durabilidade que os pais. Depois, e, além disso, a afetividade, os laços que se estabelecem entre um e outros não são comparáveis.
Mas a minha maior angústia, nestes dias, é saber que existem seres que não sabem sequer que são crianças, tal a carga de responsabilidade que colocam sobre seus ombros; saber que há seres que sequer sabem que têm pais, tal o abandono em que estão mergulhados; saber que há humanos que fingem não saber que existem pessoas que não sabem o que é a felicidade, tamanho o seu individualismo.
É para estas que volto meu pensar neste momento. Aquelas que, mesmo na dificuldade, conseguem seus objetos são dignas de com eles se sentirem realizadas. Mas é para estas, a quem eu gostaria de dar apenas um pedaço de pão, quiçá estender-lhe um copo de água, tirar-lhe das mãos a ferramenta que as escraviza, as que merecem sempre muito mais o meu olhar. Um olhar que não é de compaixão... não, é um olhar de ódio contra aqueles que podem e nada fazem para minimizar o sofrimento de quem lhe é semelhante, apenas por pura ganância.
A sociedade, a humanidade, vão mal! Estão doentes e em fase quase terminal. Não é de doença física... não! É de demência. Todos estão ficando loucos por conta do tipo de gerenciamento que escolheram para si e suas relações com seus pares. Pares? Prefiro dizer seus "ímpares" - aqueles que sobram quando olham o próprio umbigo e se imaginam os senhores poderosos da situação. Esta humanidade tem me desgostado e é por isso que jamais vou baixar os braços diante das incoerências que ela me apresenta.
Não quero um mundo só para mim, quero um mundo onde eu possa ser igual a muitos outros e que jamais alguém seja inferior a ninguém. A primeira parte do meu desejo é fácil de ser conseguida, a segunda...
Mas entendo teu posicionamento.
Triste dia para milhões de crianças.

sábado, 6 de outubro de 2012

PROVA DOCENTE

Falar é socializar da forma mais direta o que se pensa a respeito de algo. Riscos, todos os corremos a todos os momentos em que expomos esse nosso pensar, pois a liberdadede de pensar e expressar seus pensamentos é fórmula certa de discussão e contraposição de opiniões.

Sim, mas tudo isto para dizer de forma bem simples que estou apoiando a iniciativa de da "Prova Docente". Se alguém pode argumentar que isso não é garantia da elevação da qualidade do ensino, outro pode contra-argumentar que através dessa prova teremos um novo instrumental para avaliar a qualidade da formação do professor.

O professor "concursado" passa, obrigatoriamente, pelo processo de seleção. Não vou questionar tal processo, mas não posso, de forma alguma, evitar o comentário e dizer que cada concurso é "um concurso" com toda a compreensão que isto possa engendrar. Nesse sentido, a "Prova Docente", a ser do modo que a imagino, (o que não significa dizer que eu seja o detentor da melhor fórmula!) poderá garantir um mínimo de qualidade aos futuros engajados na profissão docente, acabando de vez com o apadrinhamento político, a troca de favores eleitoreiros e outros "processos seletivos" que, infelizmente, conhecemos e estão disseminados por todo o território nacional e se constituem numa das chagas mais purulentas que o país parece não ter como tratar.

Tenho consciência que muitos de meus pares vão me excomungar por pensar assim. Mas esse sou eu. Não o mais correto, nem o mais certo e muito menos o mais cumpridor de todas as exigências, mas de uma coisa me orgulho: ainda conservo intacto o meu direito de me indignar, de fugir da hipocrisia de afirmar que "tudo está bem". Não está! E tudo que vier para melhorar terá o meu apoio.

Esta notícia, que veiculo, me acalentou. Mas não me alienou. Fazer a "Prova Docente" é, a meu entender, necessário e conviniente. Mas não esqueçam senhores do poder: qualidade tem preço. Querem mercadoria de primeira, paguem preço de primeira, ou, se assim preferirem, continuem a recorrer ao "contrabando paraguaio".





O Inep realizou, de 17 a 22 de setembro, o pré-teste da Prova Nacional de Concurso para Ingresso na Carreira Docente (Prova Docente). As provas foram aplicadas em 42 municípios de todas as regiões do Brasil com o objetivo de coletar dados para validar a Matriz de Referência que será adotada na primeira edição do Exame, prevista para o segundo semestre de 2013.
O pré-teste da Prova Docente contou com a participação de estudantes concluintes de cursos de Graduação e de professores que lecionam em redes estaduais e municipais de ensino para a Educação Infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. Os participantes foram escolhidos a partir de critérios estatísticos e psicométricos que garantissem uma amostra representativa e também o maior número possível de respondentes aos itens.
Os resultados de cada participante serão sigilosos, utilizados somente para pesquisas. O pré-teste da Prova Docente não tinha como objetivo avaliar o desempenho do professor, do município, dos estudantes ou da instituição de ensino.
Após a análise dos resultados, a Matriz de Referência será validada psicométrica e pedagogicamente e estará pronta para subsidiar a Prova Docente. Assim, a previsão é que a primeira edição da Prova Docente seja restrita aos candidatos que desejem lecionar na Educação Infantil e Séries/Anos Iniciais do Ensino Fundamental (incluindo EJA e Educação Especial) dos Estados e Municípios que aderirem à Prova.
(Inep)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

EDUCAÇÃO DO FUTURO: FIM DAS MÚMIAS PARALÍTICAS


A pergunta que não quer calar:

"Quem vai formar os novos professores para atender essa juventude e contribuir para o fim da existência das "múmias paralíticas"?

domingo, 19 de agosto de 2012

CEGA TEM QUE SER A JUSTIÇA, NÃO A EDUCAÇÃO

Pensares dominicais.

Os resultados do ENEM estão aí e não são tão animadores assim. A prova disso é que o MEC "estremeceu" com o que foi apurado. As consequências da má notícia para a educação brasileira trazem, atrelada, uma "missão" para os especialistas, principalmente daqueles em disfarçar a realidade. Vivemos disso,  falsidade, hipocrisia e enganação.

De imediato, antes que alguém questione os resultados pífios de outras "receitas paliativas" aplicadas anteriormente - veja a notícia -, vamos oferecer mais uma "cena" dos próximos capítulos: e lá vem o MEC com seu aparato "salvador" do ensino médio.

A notícia está AQUI, pode ler e certificar-se do que lhe digo.

Mas... o que não é dito; o que não é analisado; o que não querem que se perceba; o que se tenta dissimular? 

O ensino médio não existe por si só, ele é uma das fases da educação básica - o seu término, pelo meno no ensino propedêutico - e, em consequência disso, ele só vai ter sucesso se as partes que lhe antecedem tiverem qualidade. 

Dois pontos a analisar: 1 - Não adianta investir no ensino médio deixando o fundamental desamparado; 2 - Esquecer que a educação infantil é a base de sustentação da construção do saber, é condenar ao fracasso todo o sistema.

Será que não existem ninguém com um pouquinho mais de visão que consiga mostrar ao Ministro que ninguém começaa construir a casa pelo telhado? Será que o Ministro não compreende que não atender de forma igualitária todo o sistema educacional (com qualidade e quantidade de recursos necessários) é a mesma coisa que querer matar a fome apenas lendo o cardápio? Será que isto é mais uma brincadeira ou trata-se, efetivamente, de falta de vontade política de ver o país crescer dentro das possibilidades que pode oferecer, por temer que o povo instruído possa olhar par o poder com olhos diferentes, abertos e questionadores?

Não sei qual das hipóteses é a mais correta, se todas ou nenhuma delas está certa, só sei que, no meu ponto de vista, estamos ainda a anos luz de vermos a educação neste país ser considerada como investimento e não como gasto. 

Que pena que assim seja!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A MAIOR VERGONHA NACIONAL

Enquanto eu publicava, noutro blog, uma notícia que deveria fazer morrer de vergonha essa corja de políticos brasileiros que está dizendo nos representar, recebo esta ALERTA que só falta me matar de vergonha alheia. 

Política brasileira não tem jeito, é pura manipulação, roubo, sem vergonhice e LUTA pelos interesses PESSOAIS. Ao povo damos uma banana, um forró de plástico, um jogo do eterno vice e todos se calam. 

Para que uns poucos possam se locupletar (mais ainda), organiza-se a próxima Copa do Mundo (a pior fajutice que algum dia podia ter inventado - um bando de analfas correndo a trás de uma bola para ganhar milhões) e, não contentes, chamam logo a seguir os Jogo Olímpicos que ficarão marcados, quiçá, pela maior marmelada já vista, se considerarmos os acontecimentos em país que se diz sério - Londres 2012. 

Grana, muita grana, estará em jogo - literalmente. Tomara que alguns se maltratem por conta dela, não lhes desejo mal muito ruim... sou uma pessoa boa!

Mas no meio dessa bondade pessoal que aparento, juro que teria coragem de dizer um par de verdades a bandidos que agem da forma como está descrito aí abaixo. 

Queria ver um(a) HOMEM/MULHER com letra assim bem grande, daquel@s bem destemid@s, capazes de tomar ações como as que relato AQUI para acabar de vez com esta bandalheira.

Mas, se a classe política nada faz a não ser algo que os beneficie, a sociedade organizada pode fazer alguma coisa.   
               ORGANIZEMO-NOS



VEJA A MAIOR VERGONHA NACIONAL




Alerta à sociedade brasileira: movimentações para adiar o PNE 


A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações e movimentos distribuídos por todo o país, lamenta as tentativas do Poder Executivo Federal em protelar o envio do Projeto de Lei 8035/2010 ao Senado Federal.

Brasil, 9 de agosto de 2012. 

Dedicado a estabelecer o novo PNE (Plano Nacional de Educação), o PL 8025/2010 analisado por meio de Comissão Especial desde março de 2011 e tramitando na Câmara dos Deputados desde dezembro de 2010, teve sua devida aprovação na Casa apenas em junho de 2012, ou seja, já com grave atraso. O último PNE (2001-2010) teve sua vigência encerrada há quase dois anos. Caso seja protocolado, o recurso articulado pela coordenação política do Governo acabará por prender a matéria por tempo indeterminado no Plenário da Câmara dos Deputados, prejudicando demasiadamente o planejamento e a efetividade das políticas públicas educacionais.

Incidindo na elaboração do novo plano educacional desde a Coneb (Conferência Nacional de Educação Básica - concluída em março de 2008), passando pela Conae (Conferência Nacional de Educação - concluída em abril de 2010), a Campanha Nacional pelo Direito à Educação criou e coordena o movimento “PNE pra Valer!”. Ao trabalhar conjuntamente com parlamentares de todos os partidos, o movimento "PNE pra Valer!" foi responsável por grande parte dos aperfeiçoamentos ao limitado texto original do PL 8035/2010, apresentado pelo Poder Executivo Federal em 15 de dezembro de 2010.

Membro titular do FNE (Fórum Nacional de Educação), instituição guardiã das deliberações da Conae, o que inclui o PNE, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação reitera a relevância e o acerto argumentativo da sexta Nota Pública do supracitado órgão, disposta abaixo, e que exige o envio imediato do PL 8035/2010 ao Senado Federal. O FNE, espaço inovador e democrático, é coordenado pelo Ministério da Educação e é determinado por um profícuo e necessário encontro entre as mais representativas entidades da sociedade civil dedicadas à educação com instituições governamentais. Seu objetivo é propor e aperfeiçoar as políticas públicas educacionais, especialmente por meio da Conae.

Complementarmente, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação também afirma concordância com as Notas da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), ambas membros de sua direção. 

Por último, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em sua rotina de acompanhar vigilantemente todas as movimentações no Parlamento, reconhece a coerência e todos os esforços empreendidos pelos parlamentares da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e da Comissão Especial do PNE em trabalhar contra o recurso que acabará por atrasar indefinidamente a tramitação do Plano. Do mesmo modo, afirma que todo parlamentar que assinar o instrumento protelatório articulado pelo Governo será imediatamente compreendido como alguém que prejudicou gravemente o planejamento e a melhoria da educação pública brasileira, tendo seu nome divulgado como responsável por atrasar o necessário avanço educacional do país. Ocorre que diante do atraso na tramitação do PNE e da necessidade do Brasil melhorar o padrão de financiamento, gestão e controle social da área, não há espaço, nem tempo, para qualquer tergiversação. Temos convicção de que o PNE deve seguir imediatamente para o Senado Federal.

Assinam o alerta:
 
Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Ação Educativa
ActionAid
CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire)
Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)
CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)
Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente
Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)
Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

UMA PALHAÇADA POR UMA LEI

Uma pessoa com uma "visão aguçada" é, realmente, uma pessoa que deve ser prestigiada. Minha pobre crônica de hoje vai prestar "homenagem" a uma dessas sumidades do nosso país. E vejam bem, a homenagem acontece apenas pela visão que essa pessoa tem a respeito da realidade educacional do país.

O seu olhar é tão arguto que ele já conseguiu perceber a realidade presente e futura e vem, através de seu "magnífico" trabalho, antecipar os movimentos que as novas gerações devem cumprir para atingirem o sucesso.

O quê... vocês ainda não sabem do que estou falando? Pois leia a notícia abaixo e me diga se não é merecida a "homenagem".

Tiririca quer cotas nas universidades para analfabetos que nunca estudaram.

Projeto de Lei do Deputado Tiririca vai criar cotas universitárias para pessoas que nunca estudaram na vida.


Um Projeto de Lei do Deputado Federal Tiririca vai ajudar a pessoa que nunca estudou na vida a ingressar na faculdade através de cotas. O projeto prevê um número X de cotas para as pessoas analfabetas que nunca estudaram.

O critério será o seguinte: supondo que uma universidade federal disponibilize vagas para 50 cotistas do Projeto de Lei de Tiririca, as 50 pessoas que se demonstrarem mais analfabetas possíveis – ou seja, errar o máximo de questões – entram na universidade.

O ex-Presidente Lula enviou telegrama parabenizando Tiririca pela iniciativa e julgou importante que o projeto receba o apoio de Dilma, pois beneficiará as pessoas que não tiveram oportunidade, sequer de concluir o primeiro grau, de entrar na faculdade. 


Que a educação deva ser inclusiva é, acredito, um ponto que já se esgotou, mas espere lá, isso que o nobre Deputado palhaço está propondo é realmente um ato próprio do seu fazer - uma palhaçada de picadeiro de terceira categoria. 

Mas, quando aí acima falo da visão da pessoa é preciso que os leitores entendam no sentido exato da palavra: o nobre Deputado mais votado do Brasil já deve ter notícias da qualidade dos alunos que estão chegando em alguns cursos de algumas universidades. E claro, com sua visão de águia dos sertões de onde é oriundo já antecipa o fim dos processos seletivos, quaisquer que eles sejam, para que os analfabetos que hoje já entram na universidade não precisem passar pela humilhação da seleção. Entram direto na universidade. Aí está o mérito da proposta do nosso Deputado.

Pessoalmente, acredito que também tenha um pouquinho dessa "visão" do Deputado e vou, eu também arriscar um palpite para os cursos que esses futuros alunos analfabetos vão cursar: TODAS AS LICENCIATURAS. Isto é, todos devem virar professores para continuarem formando sumidades intelectuais feito o criador da proposta de lei, para que ele (que faz parte dos analfabetos) e outros da mesma laia possam perpetuar-se no poder e xuparem as tetas fartas da nação.

Por favor... não acredito que o povo brasileiro aceite uma coisa tão aberrante quanto essa: enquanto alguns vão continuar queimando as pestanas, os neurôneos e grana dos pais para entrar na universidade... outros vão entrar apenas com a benção da Lei Tiririca.

Eu não queria nem rir... mas com tamanha palhaçada... kkkkkkkkkkkk 

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