sexta-feira, 19 de junho de 2009

BRASIL: PARAÍSO DA "EDUCAÇÃO" PRIVADA



São Paulo tem 1 aluno em universidade pública para cada 350 habitantes.

. A média dos outros estados é de 1 aluno para 150 habitantes.

. No Rio, há um aluno numa escola superior pública para 200 habitantes.

. 90% do ensino superior de São Paulo é privado.

. Nos Estados Unidos, 20% do ensino superior é privado.

. No resto do Brasil, o ensino privado superior chega a 70%.

. Um professor com doutorado, em tempo integral, na USP, recebe, em média, R$ 4.500 líquidos.

. O Piauí paga mais aos professores do ensino superior público, em tempo integral.

. Os professores da USP pedem 40% de aumento, para chegar perto do que ganhavam em 1989.

. O Governo Serra e os reitores ofereceram 6%.

. Eu obtive essas informacoes ao entrevistar o professor Otaviano Helene, da área de Física da USP, e presidente da Associação dos Docentes da USP.

. A entrevista será exibida no programa “Entrevista Record”, na Record News, às 22h.

Paulo Henrique Amorim

Conheça aqui o Conversa Afiada

sábado, 13 de junho de 2009

JEROME MURAT



Apenas uma palavra: FENOMENAL


http://www.dailymotion.com/relevance/search/Jerome+Murat/video/xtmsc_jerome-murat_creation

BOLERO de MAURICE RAVEL



Para quem gosta de boa música;
Para quem deseja aliviar um pouco as tensões do dia a dia;
Para quem ama o belo; ou, simplesmente,
Para quem tem tempo de escutar.

http://www.edu-negev.gov.il/tapuz/motytp/atar/scripta/games/boleroclip.htm

MAGNIFICAT (07-11-1933)



Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro.
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vidas, quem tens lá no fundo?

É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

PRECISAMOS ESTAR ATENTOS



Enquanto o debate sobre a formação do professor não se generaliza e fornece subsídios para uma ação efetiva, os nossos estudantes têm uma opinião a nos dar a esse rspeito. Acredito que seria interessante deixá-los falar e, muito mais que isso, escutar o que eles dizem:

http://www.overstream.net/view.php?oid=ecmcncibr8ur

Mas precisamos de professores capazes de escutar, aprender e dialogar: de professores formados para oferecerem aquilo que os nossos filhos merecem:

http://www.overstream.net/view.php?oid=l6ssere6l3uj&query=escola&s=search&pt=1&pn=1&pc=1&pu=1&pl=-1&related=search&skip=1

Quando teremos essa realidade?
Quais medidas precisam ser adotadas para se atingir esse estágio?

Deixo uma pista. Espero que entendam:

http://www.youtube.com/watch?v=9kDaIRj93yA&feature=related

PRIMEIRA ANÁLISE DO TEXTO DO MEC


Prometi retornar noutra oportunidade com uma análise do post anterior (aí abaixo) que fala das boas intenções do MEC para com a formação dos professores. No entanto, a insônia atacou e, nesse caso, aproveitei para uma primeira rodada de comentário/análise.


A experiência me diz que vamos ter “mais do mesmo”, do “déjá vu”. Não estivesse ainda viva na nossa mente a experiência do “Obâ, Obâ!” que a LDB permitiu com a permissão da criação indiscriminada de cursos por todos os cantos (muitos deles com o aval “particular” de gente de Brasília), quantos outros programas de formação, propostos e criados pelo governo, não foram já colocados em prática e não se obtiveram mais que pífios resultados?


Se em algum momento se pôde afirmar que a iniciativa privada foi a grande favorecida nesse “jogo bom de arrecadar dinheiro” (muito dele público! Não podemos esquecer que as Prefeituras – portanto com dinheiro público – pagavam os cursos de muitos professores), promovido pelo então (des)governo FHC, desta vez a coisa vai ser oficial. Serão apenas (??) as universidades públicas (federais e estaduais) quem vai ministrar os cursos, mas acredito que não deve estar muito longe o lobby da iniciativa privada para querer abocanhar parte da dinheirama que vai ser investida nessa ação.


A questão a responder ainda continua aquela: vamos permanecer com o mesmo modelo de curso que hoje praticamos (pelo menos na Pedagogia) que já está provado que não dá conta de uma formação efetiva do professor? Depois, tem uma agravante: se essa formação de qualidade não é alcançada nos cursos presenciais existentes, que tipo de formação vamos atingir com cursos a distância?


Mas as perguntas não param por aí. Vejamos: por que dar uma segunda formatura a quem já é licenciado e apenas está fora de sua área de formação? Não seria tão mais fácil colocar esse profissional na sua área e oferecer-lhe uma formação continuada?


O Ministro Fernando Haddad está certo quando afirma que “o objetivo do sistema é dar a todos os professores em exercício condições de obter um diploma específico na sua área de formação”, mas essa ação não garante a melhoria da educação. Outros pontos tão ou mais nefastos que a falta de qualificação do professor é a situação de precariedade que os municípios lhe oferecem por falta de concursos. Nesse caso, boa parte daqueles que agora entrarão em capacitação vão ter que enfrentar o desemprego antes de terminar o curso, pois os “favores políticos cessam com o fim dos mandatos”. Desses 600 mil professores que o MEC aponta como sem formação adequada, 90% são “professores” colocados nas salas de aula por políticos que dessa forma pagam “favores eleitorais’. Enquanto os nossos políticos tiverem o poder de “arrumar emprego nas escolas” para aqueles a quem apadrinham, a nossa educação não passará da velha “cepa torta”. Pode o MEC investir mi ou bilhões de reais que não alcançaremos a excelência.


Se o MEC está realmente preocupado com a qualidade da nossa educação deveria proibir essa prática da lotação, nas escolas, de apadrinhados políticos, pois se fizer uma sondagem rigorosa perceberá que o desemprego entre os professores formados é enorme, não discuto agora aqui a qualidade da formação, mas enquanto o formado está no desemprego, ou no subempregado, o apadrinhado serve aos desígnios dos políticos inescrupulosos e presta um péssimo serviço à educação de nossas crianças e adolescentes.


Voltarei ao assunto!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

UM POUCO MAIS DO MESMO!



Está no portal do MEC ( http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13583&Itemid=971 ) a reportagem completa sobre as novas medidas que serão adotadas na formação de professores.

O teor da reportagem é o seguinte:

O Ministério da Educação lança nesta quinta-feira, 28, o primeiro Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica. A intenção é formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados. De acordo com o Educacenso 2007, cerca de 600 mil professores em exercício na educação básica pública não possuem graduação ou atuam em áreas diferentes das licenciaturas em que se formaram.


Já são 90 instituições de educação superior – entre universidades federais, universidades estaduais e institutos federais – envolvidas na oferta de cursos. Os cursos serão oferecidos tanto na modalidade presencial como a distância, pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), e alguns já devem começar no segundo semestre deste ano. Outros têm início previsto para 2010 e 2011.


O plano consolida a Política Nacional de Formação de Professores, instituída pelo Decreto 6755/2009, que prevê um regime de colaboração entre União, estados e municípios, para a elaboração de um plano estratégico de formação inicial para os professores que atuam nas escolas públicas. A ação faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em vigor desde abril de 2007.


Das 27 unidades da federação, 21 especificaram suas demandas de formação no plano estratégico. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Acre, Rondônia e Distrito Federal não elaboraram o plano. Os três últimos manifestaram desejo de entrar no plano de formação continuada, já que a quase totalidade de seus professores já é graduada.


A formação inicial abrange três situações: professores que ainda não têm formação superior (primeira licenciatura); professores já formados, mas que lecionam em área diferente daquela em que se formaram (segunda licenciatura); e bacharéis sem licenciatura, que necessitam de estudos complementares que os habilitem ao exercício do magistério.


Os cursos de primeira licenciatura têm carga horária de 2.800 horas mais 400 horas de estágio supervisionado. Os de segunda licenciatura têm carga horária de 800 horas para cursos na mesma área de atuação ou 1.200 horas para cursos fora da área de atuação.


“O objetivo do sistema é dar a todos os professores em exercício condições de obter um diploma específico na sua área de formação”, afirma o ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro explica que foi feito um cruzamento de dados das necessidades de formação, a partir do censo da educação básica, com a oferta de vagas por instituição, por campus e por curso. “Vamos colocar todas as vagas à disposição e vai caber aos secretários estaduais e municipais promover a inscrição dos professores em serviço.”


O professor deverá se inscrever junto à secretaria estadual ou municipal de educação e cadastrar seu currículo, que deverá ser atualizado periodicamente. As instituições formadoras decidirão como será feito o processo seletivo se houver mais demanda do que vagas. A seleção pode ser tradicional ou por sorteio eletrônico, realizado pelo MEC. “Como a idéia é formar todos, o que está sendo discutido agora é quem vai se matricular primeiro”, reforça o ministro.


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), antes responsável somente por cursos de pós-graduação, passou a receber o dobro de seu orçamento para assumir a responsabilidade pela formação do magistério. Isso significa R$ 1 bilhão ao ano destinado à formação de professores.


Haddad chama a atenção ao fato de que o plano nacional de formação de professores não tem a ver com as vagas ofertadas pelas universidades ou institutos federais em seu processo seletivo normal, nem com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), já que esses se referem à formação de novos professores. “Só os 38 Institutos Federais terão que investir, para além do plano nacional de formação, R$ 500 milhões por ano na formação de licenciados em física, química, biologia e matemática. Já o Reuni aumentou em 120% as licenciaturas nas federais”, destaca.


Uma segunda etapa é o plano de formação continuada. O MEC já oferece formação em matemática e língua portuguesa dos anos iniciais do ensino fundamental pelo programa Pró-letramento, que é um sistema de formação de multiplicadores. Em torno de 300 mil docentes já estão concluindo a formação.


O programa Gestar, também em língua portuguesa e matemática, se volta à formação dos professores dos anos finais do ensino fundamental e tem 200 mil inscritos. A intenção, agora, é expandir para outras áreas do conhecimento e para o ensino médio.


Este texto oficial merece uma análise bem aprofundada, mas isso são as "cenas dos próximos capítulos".

Aguardem!

A HISTÓRIA CONTINUA



Pois bem, o MEC dá continuidade à sua ação contra a baixa qualidade dos cursos de Pedagogia e eu continuo a minha luta contra um "inimigo público" da minha tese. Nela, na tese, pretendia defender justamente que se faz necessário direcionar a formação dos professores alfabetizadores (que, por força de lei - 9.394/96 - são os pedagogos) para a tarefa de prepará-los para o ensino de qualidade às nossas crianças.

Eis que, em meio ao caminho, surge essa ação do MEC e eu entro em parafuso.

E agora, José, que fazer?

Antecipando qualquer tese que eu pudesse confirmar, o MEC já se encontra no estágio de encerramento de cursos não qualificados para formar esses profissionais e deixa outros em standby até uma tomada de posição dos próprios cursos e do MEC em relação a tais posições.

Resta-me a satisfação de saber que a s minhas preocupações estão sendo atendidas mesmo não podendo dizer que tive alguma insurgência no fato. A simples constatação de que o meu pensar está no caminho certo já é um alento para prosseguir tentando fazer a minha parte no que diz respeito à melhoria da educação.

Não é convencimento... muito menos se trata de falsa pretensão da minha parte. É muito mais um motivo suficientemente justificativo para continuar na minha luta. Eu e todos nós precisamos desse élan para fazer frente a toda uma série de situações desmotivadoras que somos obrigados a enfrentar para levarmos a fim a nossa missão, diante de tanta falta de reconhecimento do nosso fazer profissional.

Como poderão ver no site indicado abaixo, 12 cursos já foram encerrados e outros cinco estão em vias de o serem. A minha grande pergunta ainda continua a mesma: por que, em vez de fechar cursos, de criar ações paliativas sob a capa de outras puramente radicais, esses cursos não são transformados em cursos de formação de professores, com objetivos e metas bem delineadas, a título de experiência, para que depois de confirmada ou negada a sua viabilidade se transformem os restantes, deixando a Pedagogia entregue à tarefa de formar cientistas da educação?

Talvez esteja nesta questão a minha nova tese. A se confirmar o encaminhamento por este rumo, não perco muito do já escrito e refletido, pois, de alguma forma poderei usar quase todo o referencial teórico que já tinha adotado e a pesquisa só precisa sofrer uma ligeira guinada. De toda a forma, tudo isto representa uma perda de tempo e algum desgaste pessoal junto a quem está encarregado da orientação. Esse desgaste a que aludo pode nem aparecer de forma evidente a quem não está mais diretamente relacionado com o caso, mas para quem pode perceber de modo mais efetivo as diversas mudanças de rumo num trabalho dessa envergadura, certamente poderá imaginar que se trata de insegurança, de fraqueza ou inconsistência teórico/metodológica por parte de que faz todo esse esforço.

Mas eu não vou desistir!

Fonte: http://www.cnte.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2002&Itmid=85



segunda-feira, 8 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

UM POUCO DE POESIA



Não acredito que haja necessidade de comentários!
O poema por si só fala!


Ai que prazer

não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.

Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto

É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

UM COMENTÁRIO PESSOAL AO POST ANTERIOR



Parece-me estranho e por isso começo a ficar preocupado, por um lado, mas, pelo outro, posso dizer que estou satisfeito com o que acaba de ser colocado em circulação sobre o curso de Pedagogia.

Preocupado porque esse é o foco principal da minha tese de doutorado que já venho desenvolvendo há um tempo e isso me deixa em tal situação que preciso, urgente, consultar meu orientador sobre o assunto. Não posso imaginar que amanhã, na banca, venham a dizer que nada mais fiz que plagiar "os homens".

Contente, pois percebo que a visão que tenho sobre o atual processo de formação de professores alfabetizadores, aqueles formados em pedagogia, está corretíssimo, o que deverá garantir a minha tese.

Mas os problemas não se acabam aí, portanto! Muito ainda há o que discutir, principalmente sobre os números do censo que são apresentados e das ações propostas para modificá-los. talvez isso seja material para outros estudos e não para este que estou desenvolvendo, mas não posso deixar de falar sobre.

Gostaria de discutir este artigo em um grupo mais extenso, mais abrangente, para sentir o pulsar das emoções que o artigo provoca nos pedagogos... mas sei que vai ser difícil conseguir essa proeza. Não vou resignar-me! Vou provocar essa discussão lá no departamento e ver como se portam algumas pessoas adversas às transformações.

A PEDAGOGIA É ALVO DE ESTUDO E AÇÃO



O Ministério da Educação vai apertar o processo de fiscalização dos cursos de Pedagogia. O governo quer ter certeza de que os cursos estão preparando os estudantes para ensinar, e não para administrar escolas ou fazer pesquisa. A partir de agora, o documento de fiscalização que será usado para autorizar novos cursos e manter os antigos exigirá laboratórios de informática e ensino, brinquedotecas e contato dos alunos com escolas desde o primeiro ano.

O foco nos cursos de Pedagogia é uma das tentativas do ministério de melhorar a formação dos professores. Hoje, apesar de quase 70% dos docentes brasileiros terem curso superior completo, apenas 61,7% têm licenciatura. São 330 mil atuando sem formação adequada - 17,5% do total. A maior parte no ensino fundamental. "É ruim a formação, mesmo daqueles professores que têm curso superior", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. "Por isso estamos homologando o instrumento de autorização de cursos de Pedagogia. Vamos alterar a metodologia de autorização e reconhecimento de cursos."

No início deste ano, o MEC iniciou um processo de supervisão de 60 cursos de Pedagogia que tiveram notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho do Estudante. Desses, 20 estão em processo de extinção por não terem condições de se adequar às exigências. Os demais estão sob um protocolo que dá prazo de um ano para que as modificações sejam feitas.

O censo do professor, divulgado pelo MEC, mostra que 61,7% dos professores que atuam na educação básica têm curso superior e licenciaturas. Mas 25,2% têm apenas o magistério de ensino médio e outros 5,5% o ensino médio regular. Mais de 15 mil têm apenas o ensino fundamental e, mesmo assim, parte deles dá aulas para crianças de 5ª a 8ª série e mesmo no ensino médio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado)


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