sábado, 26 de dezembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA CULTURA ORGANIZACIONAL

Para levar o corpo docente a aderir a um projeto comum, para incitar os profissionais a implicar-se ainda mais ativamente na luta contra o insucesso escolar, para instaurar uma organização que esteja ao serviço do êxito de todos os alunos é preciso compreender e eventualmente transformar a cultura organizacional, identificar, verbalizar e colocar em questão as suas facetas imutáveis e desfazer tabus. Isso passa por uma valorização da interação e da comunicação, pela elaboração de uma linguagem comum que permita descrever e explicar os princípios éticos e pedagógicos, as significações implícitas e as representações ligadas aos objetivos – muitas vezes
ocultos – que regem as estratégias e as práticas de uns e outros
(Monica Thurler, 1998).


Com o apio de JMA (http://terrear.blogspot.com/)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

UM PENSAMENTO...

“Analfabeto não é aquele que não sabe ler e escrever. É aquele que mesmo sabendo, não o faz!"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O QUE É SER PROFESSOR, HOJE

O professor José Antônio Moreira dá aulas de sociologia no ensino médio desde 2007, atuando principalmente na Escola Estadual Rodolfo Augusto Trechaud e Curvo, em Cuiabá (MT). Ele é licenciado em ciências sociais pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Publicamos abaixo o artigo que José Antônio enviou para o Jornal do Professor.

Os professores na contemporaneidade ou as duas heranças socráticas

Recentemente tive que responder a seguinte questão: o que é ser professor hoje? Para respondê-la retomei duas heranças do filósofo grego Sócrates. Vejamos quais são:

I. A primeira delas ocorre quando recorremos ao filósofo grego para fazer a seguinte sentença: “só sei que nada sei”, que a ele é atribuída, para por diversas vezes utilizá-la de maneira equivocada. O principal equívoco consiste em simplesmente dizer que nada sabemos e que tudo ignoramos. Perdemos assim seu sentido fundamental que, pretendo recuperar aqui, e consiste na sabedoria de reconhecer a própria ignorância como ponto de partida para o saber. Isto é: reconheço a minha própria ignorância para que dela possa me libertar, porque o seu reconhecimento é o que torna necessário a busca do aprendizado, do conhecimento. Esta primeira herança socrática remete a nossa identidade como professor, pois nunca deixamos de ser aprendizes e que, portanto, professor e aprendiz não são termos opostos ou muito distantes, mas complementares.

II. A segunda herança socrática é negativa em relação a nós: profissionais da educação. Por seu sentido possuir um caráter pejorativo este legado se apresenta como pólo oposto ao da primeira contribuição. Leiamos: na Grécia Antiga havia os sofistas, que foram professores muito criticados por seus contemporâneos porque cobravam pelas aulas, inclusive por Sócrates, que os acusou de prostituição.

Ocorre que na Grécia Antiga apenas os nobres se ocupavam com o trabalho intelectual, pois gozavam de tempo para o ócio, já que, os trabalhos manuais eram tarefa dos escravos, e os sofistas pertenciam à classe média, portanto, faziam das aulas o seu ofício, já que não eram suficientemente ricos. Quanto a isso, Maria Lúcia Aranha e Maria Helena Martins (1993) frisam que “até hoje os professores são mal-remunerados tanto porque as pessoas se recusam a pagá-lo de forma semelhante ao que é feito aos outros profissionais liberais, tanto porque os próprios professores sofrem da 'síndrome de Sócrates’!” [1] Isto é: um sintoma que se apresenta quase como uma doença em nosso pensamento: o de que ser professor não é uma profissão, mas uma vocação. Essa simples sentença que a primeira vista parece bela traz consigo conseqüências perversas, pois naturaliza o que é socialmente construído, - cabe lembrar: o que é natural não pode ser combatido, contestado – reforçando assim a idéia de que os professores que tomam uma atitude de reivindicação por melhores salários para a profissão são mercenários, prostitutos, já que vocação acaba se opondo à profissão no imaginário social.

Esse processo na prática naturaliza, consolida ainda mais a condição desigual que o profissional da educação encontra na atualidade: o salário do professor continua a ser menor do que o de outro profissional com diploma de nível superior.Desse modo continuamos a sofrer da “síndrome de Sócrates”, os nossos contemporâneos e nós, profissionais da educação de hoje.

Uma maneira simples de compreendermos essa questão é a seguinte: por que o piso salarial do professor (profissional com diploma universitário) é inferior ao de qualquer outro profissional com nível superior no Estado? Penso que o caminho desta indagação é o caminho para compreendermos o que é ser professor hoje. Nós como todos os outros cidadãos brasileiros desejamos a melhoria da qualidade da educação, e trabalhamos para isso, mas acredito que a melhora dos índices de qualidade não depende APENAS da introdução de recursos tecnológicos nas escolas, de cursos de capacitação e da motivação não remunerada dos profissionais da educação através de publicidades recentemente veiculadas nos meios de telecomunicação pelo Governo Federal. Pois, em uma sociedade em que a estética prevalece sobre a ética, a valorização do profissional da educação depende fundamentalmente da valorização salarial da profissão. Então, um movimento importante e lógico no processo da melhoria da educação está na equiparação dos pisos salariais com outros profissionais com nível superior, que são igualmente importantes para a vida social.

José Antônio Moreira – cientista social e professor da rede estadual.

[1] ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena Pires.Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1993.


FONTE: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/noticias.html?idEdicao=34&idCategoria=2

sábado, 12 de dezembro de 2009

UM POEMA...

NAVEGUE

(Fernando Pessoa)


Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".

AUTO-AVALIAÇÃO PARA PROFESSORES

Dias de muito trabalho têm impedido de postar com maior frequência... ando "um caco"!

Faço alguma leitura deste ou daquele blogue e coleto umas ou outras ideias que me parecem merecedoras de destaque, como esta postada por JMA.

Vejamos no que consiste ser um bom professor!
Faça a sua auto-crítica e veja com anda sua função docente!
Atribua-se uma nota de 1 a 10.


1. O princípio da fascinação.
O bom professor é o que faz com que os alunos gostem da matéria a estudar, é o que expressa, de vários modos, entusiasmo por aquilo que faz, é o que manifesta o fascínio pelos saberes que transmite e constrói.

Ainda neste início de ano lectivo, à pergunta – o que é para ti um bom
professor – um aluno do 10.° ano escrevia: é o que faz com que gostemos da matéria.

2. O princípio da expectativa.
“É claro que não basta apresentar bem a matéria para que ela atraia e o aluno se ponha a caminho”. É preciso confiar e transmitir confiança nas possibilidades de aprendizagem: “Se eu estou convencido que o aluno pode, ele poderá; se eu espero que ele aprenda, ele aprenderá; se eu confio em que ele estude, ele estudará”. Não teremos aqui a verdade universal, mas é, sem dúvida, um grande princípio que deveria estar afixado em todas as salas de professores e ser exaustivamente discutido em todas as reuniões do Conselho Pedagógico.

3. O princípio do respeito
“A expectativa não pode ser indiscriminada e automática. Aquilo que eu espero dos meus alunos tem de ser pautado pelo respeito das suas características, pelo seu estádio de desenvolvimento,pelos seus interesses emergentes”. Evidentemente. Porque se o não fosse seria uma ilusão e um defraudamento.

4. O princípio do encorajamento
“A criança pode estar fascinada pela matéria de ensino, pode sentir o calor da relação com o professor, mas o caminho é sempre difícil; há muitas vezes obstáculos a vencer e depressões a ultrapassar”. São assim necessários o olhar que cuida e exige, a mão no ombro que securiza, a palmada nas costas que estimula.

5. O princípio da compreensão
“Diante de um conflito, um problema disciplinar ou uma perturbação, é essencial que o professor se pergunte a si mesmo, antes de mais, de quem é o problema, ou melhor, quem sofre com o problema. Assim, se quem está a sofrer é a criança, esta precisa de compreensão, não de ralhete. Mas se quem sofre é o professor, ou outros alunos, então a criança não precisa de compreensão, necessita de confrontação.”. Esta é outra chave essencial que tem de ser sistematicamente convocada.

6. O princípio da confrontação
“Fazer ver aos alunos os efeitos nefastos das suas acções e desafiá-los a agir de outro modo sem os humilhar”. Aqui também reside o princípio da autoridade, o de fazer crescer o outro em autonomia e responsabilidade.

7. O princípio das consequências
“São as consequências das nossas acções que nos vão dirigindo, ensinando-nos a caminhar por uma direcção e evitar outra. Assim, se a criança se levanta tarde e perde o autocarro, não a castiguem nem a absolvam nem muito menos esperem por ela: deixem-na ir a pé; há-de aprender que quem não se levanta a tempo tem de ir à sua custa. Se perdeu um livro, não lhe dêem a bofetada nem lhe comprem outro: obriguem-na a pagar do seu bolso”.

8. O princípio da negociação criativa
“A arte de educar na autonomia consiste no contínuo esforço para promover não soluções de compromisso em que todos perdem um pouco mas alternativas de superação em todos ganham tudo”.

9. O princípio do diálogo
“Nem todas as necessidades resultam em conflitos, nem todas as opiniões têm de provocar desavenças, nem todos os sentimentos chocam ou desiludem os outros. Pelo contrário, a partilha de ideias, opiniões e sentimentos é o processo normal de aprofundar a amizade, construir a intimidade e desenvolver esse ingrediente essencial da autonomia que é estar-se contente consigo próprio e com a sua maneira de ser”.

10. O princípio da exigência
“O bom professor não aceita trabalhos mal feitos, respostas mal articuladas, projectos sem gosto nem cuidado”. Exige o máximo de cada um dos alunos para que nenhum trabalhe abaixo das suas capacidades.


(Sequências desenvolvidas a partir de Pedro Cunha (1989). A Relação Pedagógica. Lisboa: Ministério da Educação)

domingo, 6 de dezembro de 2009

POIS É...!

Remei muito contra a maré... sem colete salva-vidas procurei desesperadamente não sucumbir às ondas gigantes que se elevavam diante da minha frágil embarcação. Foi uma luta e tanto!

Porém, quando estava para chegar às águas calmas e tranquilas do bom porto, eis que a "marinha mercante" me afunda a embarcação.

Fazer o quê? Lutar contra quem tem poder e quer mais que nós?

Cansei de lutar para ser vencido pelo "fogo amigo"!

Não entendeu?!!

Pois leia aqui uma notícia do MEC e ficará a saber do que se trata!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E ESTA AÍ... HEIN?

Qual é a tua idade?


Pensa num número de 1 a 7.
Com a ajuda desse número secreto, vais fazer cinco operações. Vais obter algo de muito revelador para ti.

1. Multiplica esse número por 2.
2. Adiciona 2.
3. Multiplica o resultado por 50.
4. Se a data do teu aniversário já passou este ano, soma 9. Senão, soma 8.
5. Subtrai o ano do teu nascimento (por exemplo, se nasceste em 1970, tens de subtrair 70).

O resultado é um número com três algarismos. O primeiro é o número em que pensaste e os dois últimos são… a tua idade!!


Nota: Esta astúcia é válida para o ano de 2009. Para 2010, tens de adicionar uma unidade nos números referidos no ponto 4. Para 2011, duas unidades e assim sucessivamente.

MAIS UMA OPORTUNIDADE PARA A PESQUISA

A UE (União Européia) lançou o site bookshop.europa.eu, onde oferece mais de 100 mil publicações oficiais, que datam desde 1952, para download gratuito. A página é um serviço online que dá acesso a publicações de instituições da UE, agências e outras organizações.

Mais de 12 milhões de páginas foram digitalizadas para que a biblioteca digital européia pudesse começar a funcionar. Para alguns títulos, além da versão digital gratuita, o site vende a obra em papel. A previsão é que pelo menos mil novas publicações sejam oferecidas por ano.

Para ter acesso à biblioteca digital européia, é necessário preencher a ficha de cadastro disponível na página. Depois, na área de busca, é necessário selecionar a opção "Biblioteca digital" (Digital Library) para ter acesso ao conteúdo digitalizado.


Fonte: http://www.universia.com.br/cultura+/materia.jsp?materia=18436

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

MESTRANDOS E DOUTORANDOS...ALERTA !

Sempre tenho dito e reafirmado que é preciso muito cuidado com os Mestrados e doutorados realizados fora do país (principalmente aqueles feitos nos países do MERCOSUL).

Portanto, OLHO FINO E PÉ LIGEIRO"

A CAPES vem alertar para o seguinte:

Em relação à revalidação dos diplomas obtidos no MERCOSUL,
a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes) esclarece que:

1. A Capes não é responsável pelo reconhecimento dos diplomas
estrangeiros;


2. Para ter validade no Brasil, o diploma concedido por estudos
realizados no exterior deve ser submetido ao reconhecimento por
universidade brasileira que possua curso de pós-graduação avaliado e
reconhecido pela Capes. O curso deve ser na mesma área do
conhecimento e em nível de titulação equivalente ou superior (art.
48, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação);

3. Os critérios e procedimentos do reconhecimento (revalidação)
são definidos pelas próprias universidades, no exercício de sua
autonomia técnico-científica e administrativa;

4. Estudantes que se afastam do Brasil para cursarem mestrado
ou doutorado no exterior com bolsas concedidas pela própria Capes e
outras agências brasileiras também passam pelo mesmo processo de
reconhecimento;

5. Por força de lei, mesmo os diplomas de mestre e doutor
provenientes dos países que integram o MERCOSUL, estão sujeitos ao
reconhecimento. O acordo de admissão de títulos acadêmicos,
Decreto No 5.518, de 23 de agosto de 2005, não substitui a Lei
maior, portanto, não dispensa da revalidação/reconhecimento
(Art.48,§ 3o, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação) os títulos de
pós-graduação conferidos em razão de estudos feitos nos demais
países membros do MERCOSUL;


6. O parecer 106/2007 do Conselho Nacional de Educação orienta:
“A validade nacional de títulos e graus universitários obtidos por
brasileiros nos Estados-Parte do MERCOSUL requer reconhecimento
por universidade brasileira que possua curso de pós-graduação
avaliado, recomendado pela Capes e reconhecido pelo MEC. O curso
deve ser na mesma área do conhecimento e em nível de titulações
equivalentes ou superior (Art. 48 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação)”;

7. A Capes alerta, ainda, que tem sido ampla a divulgação de
material publicitário por empresas captadoras de estudantes
brasileiros para cursos de pós-graduação modulares ofertados em
períodos sucessivos de férias, e mesmo em fins de semana, nos
Territórios dos demais Estados Parte do MERCOSUL. A despeito do
que é sustentado pelas operadoras deste comércio, a validade no
Brasil dos diplomas obtidos em tais cursos está condicionada ao
reconhecimento, na forma do artigo 48, da LDB;


8. O Acordo para Admissão de Títulos e Graus Universitários para
o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do
MERCOSUL, promulgado pelo Decreto no 5.518, de 2005, instituiu a
admissão de estrangeiros em atividades de pesquisa no país, como
bem explicita o Parecer CNE/CES no 106, de 2007, o qual,
homologado pelo Ministro de Estado, deve ser rigorosamente
cumprido por todas as instituições de ensino superior;

9. Especial cautela há de ser tomada pelos dirigentes de
instituições públicas, não apenas no sentido de exigir o
reconhecimento dos eventuais títulos apresentados por brasileiros,
mas, também de evitar o investimento de recursos públicos na
autorização de servidores públicos para cursarem tais cursos quando
verificado o potencial risco de não reconhecimento posterior do
respectivo título;


10. A Capes entende que quem sustenta a validade automática no
Brasil dos diplomas de pós-graduação obtidos nos demais países
integrantes do MERCOSUL, despreza o preceito do artigo quinto do
Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício
de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL
promulgado pelo Decreto no 5.518, de 2005 e a Orientação do MEC
consubstanciada no Parecer CNE/CES no 106, de 2007, praticando,
portanto, propaganda enganosa.



Assessoria de Comunicação Social/Capes


FONTE: www.capes.gov.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PARA OS PESQUISADORES: BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL

“A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL, A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL É UM PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA !!!

Já está disponível na Internet, através do sítio http://www.wdl.org

É uma notícia QUE NÃO SÓ VALE A PENA REENVIAR MAS SIM É UM DEVER ÉTICO, FAZÊ-LO!

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar:

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como aceder ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:

http://wdl.org


O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.

Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:

América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.”

AS DIFERENÇAS NUM CURRÍCULO PERFEITO

Certo dia, os animais do bosque decidiram fazer algo para enfrentar os problemas do mundo novo e organizaram uma escola. Adotaram um currículo de atividades que consistia em correr, subir em árvores, nadar e voar e, para que fora mais fácil ensiná-lo, todos os animais se matricularam em todas as disciplinas.

O pato era um aluno destacado na disciplina de natação. De fato, era melhor que o seu professor. Obteve um suficiente em voo, mas em corrida não passou do insuficiente. Como era de aprendizagem lenta em corrida, teve que ficar na escola depois do fim das aulas, teve que abandonar a natação para poder praticar a corrida. Estes exercícios continuaram até que os seus pés membranosos se desgastaram, e então passou a ser apenas um aluno médio em natação. Mas a mediana era aceitável na escola, de modo que ninguém se preocupou com o sucedido exceto, como é natural, o pato.

A lebre começou o ano letivo como a aluna mais distinta em corrida mas sofreu um colapso nervoso por excesso de trabalho em natação.

O esquilo destacou-se na disciplina de subir nas árvores, até que manifestou uma síndrome de frustração nas aulas de voo, em que o seu professor lhe dizia que começasse desde o chão, em vez de o fazer de cima de uma árvore. Por último, ficou doente com cãibras por excesso de esforço, e então, classificaram-no com 12 em subida na árvore e com 8 em corrida.

A águia era uma aluna problemática e teve más notas em comportamento. Na disciplina de subir em árvores, superava todos os restantes alunos no exercício de subir até a copa da árvore, mas insistia em fazê-lo à sua maneira.

Ao terminar o ano, uma enguia anormal, que podia nadar de forma excelente e também correr, subir em árvores e voar um pouco, obteve a melhor média e a medalha para o melhor aluno...

Esta fábula ajuda-nos a refletir sobre a diversidade de alunos e de alunas numa escola que tem na homogeneização o seu caminho e a sua meta. A "criança tipo" é um rapaz de raça branca que fala a língua hegemônica, que é católico, saudável, sem deficiências... numa palavra, normal. É para ele que se dirige o discurso e é ele quem é proposto como modelo para todos (e, curiosamente, para todas).

Sempre se viveu a diferença como uma marca, não como um valor. Procurou-se a homogeneidade como uma meta e, ao mesmo tempo, como um caminho. Os mesmos conteúdos para todos, as mesmas explicações para todos, as mesmas avaliações para todos, as mesmas normas para todos.

Curiosamente, argumentava-se com a justiça como fundamento dessa uniformidade. Sem dar-se conta de que não há maior injustiça do que exigir o mesmo a indivíduos tão diferentes. Não é justo exigir que percorram o mesmo trajeto, em tempos exatos, um coxo e uma pessoa em perfeito uso das duas pernas. A injustiça é ainda maior quando as diferenças são cultivadas, procuradas e impostas.

Voltando ao exemplo da corrida: seria razoável exigir um percurso igual a quem pode correr sem obstáculos e a alguém a quem se atou a um pé uma enorme bola de ferro? A bola de ferro de ser mulher, de ser pobre, de ser favelado, de ser negro...

A diferença é consubstancial ao ser humano. Somos únicos, irrepetíveis, em constante evolução. Se um centímetro quadrado de pele (as impressões digitais) nos torna diferentes de milhões de indivíduos, o que fará a pele inteira? E o que se passará com o nosso interior, cheio de emoções, dúvidas, credos, valores, conflitos...?

Disse uma vez que há dois tipos de crianças: os inclassificáveis e os de difícil classificação. Como é possível que tratemos todos por igual? Diferenciam-nos as atitudes, as capacidades, as emoções, a cultura, a religião, a raça, o sexo (e o gênero), o dinheiro... Nem todas as diferenças são do mesmo tipo e nem com todas elas se deve proceder da mesma forma.

(…)

A intervenção diferenciadora é ética já que não há nada mais injusto do que tratar como iguais os que são radicalmente desiguais. Isso supõe um conhecimento de como é cada indivíduo, de como é o seu contexto e a sua história. Isso exige uma atuação metodológica e avaliadora que se adapte às características de cada um.

Miguel Ángel Santos Guerra (2003). No Coração da Escola. (Com apoio do Blog TERREAR

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A GRANDE FRAUDE

Um artigo que merece uma reflexão bem aprofundada.

Cristovam Buarque

Há décadas, indicadores denunciam o trágico quadro da educação de base. Mas foi preciso o Exame Nacional do Ensino Médio ser usado no lugar vestibular e ser vítima de uma fraude para que a situação do Ensino Médio aparecesse. Enquanto o ENEM não estava ligado à universidade, seus resultados mereciam pouco destaque, ainda que indicassem uma tragédia.

Quando se pergunta como explicar essa vergonha educacional em uma das grandes potências econômicas do mundo, a resposta está na preferência brasileira pelo topo da sociedade, não pela base. Cuidamos mais das universidades do que da educação de base.

Um exemplo é que a quase totalidade dos que defendem cotas raciais para ingresso na universidade não lutam pela abolição do analfabetismo, nem pelo aumento no número dos jovens negros que terminam o Ensino Médio. Outro exemplo é o Brasil se preocupar com o fato de termos apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos - chamada idade universitária - cursando a universidade, sem considerar que apenas um terço dos alunos que se matriculam no Ensino Médio consegue concluí-lo. Hoje, o número de vagas para ingresso na universidade é de 2,8 milhões, maior do que o número dos que terminam o Ensino Médio, 1,8 milhão. Mas as mobilizações são pelo aumento de vagas na universidade, e não pela conclusão do Ensino Médio.

O resultado é uma universidade sem base: os alunos entram sem condições de seguir plenamente o curso que escolheram e sem base complementar ao conhecimento específico de seu curso. As universidades sofrem um dilema: ficar com vagas ociosas ou ter vergonha dos alunos.

Mesmo os que terminam o Ensino Médio recebem uma formação deficiente. De acordo com o PISA - que avalia o resultado da educação no mundo -, em 2006, 55,5% dos alunos brasileiros foram reprovados com nota abaixo do nível 2, na escala até 5. E 27,8% deles ficaram abaixo do nível 1. A educação de base do Brasil está em 39º posição entre 56 participantes. Atrás de países como Jordânia e Indonésia, cujas rendas per capita são R$8.160 e R$5.950, respectivamente, bem menores do que a brasileira, que é de R$16.490.

A grande fraude não está no vazamento de informações nas provas para o ENEM-Vestibular para ingresso na universidade, mas nos resultados do ENEM-Avaliação da qualidade do Ensino Básico no Brasil. Termos notas tão baixas no ENEM é uma fraude maior do que o crime de se apossar dos resultados das provas do ENEM. E essas notas medem apenas o desempenho dos alunos que concluem o Ensino Médio, sem considerar os que ficaram para trás. A fraude das fraudes é apenas um terço dos nossos jovens concluírem o Ensino Médio, e de pouca qualidade. Quase universalizamos as matrículas nas primeiras séries do Ensino Fundamental, mas desprezamos a assistência, a permanência e o aprendizado.

A verdadeira e grande fraude do ENEM está escondida: é a exclusão e o baixo desempenho dos alunos do Ensino Médio. A fraude é o ensino, e não o ENEM.

Mas a grande fraude - a exclusão dos jovens e as baixas notas do ENEM - não importava para a opinião pública, até que ela ameaçou a lisura da seleção para entrar na universidade. A grande fraude era invisível. A maior fraude não está na ilegalidade de quebrar o sigilo das provas, mas no péssimo e imoral desempenho dos que nelas passaram.

Se a solução para a fraude menor está em melhorar o sistema de preparação das provas, incluindo o sigilo, a fraude maior só será superada por uma revolução na Educação de Base. Entre as ações estão a criação de uma Carreira Nacional do Magistério e um Programa Federal que assegure a todas as escolas horário integral, com professores bem formados, bem dedicados, bem remunerados e com acesso aos mais modernos equipamentos.

Felizmente, a sociedade começa a despertar: o movimento "Todos pela Educação" reúne empresários; o "Pacto pela Educação", promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) reúne cientistas; o "Movimento Nacional pela Educação" reúne os maçons; o "Movimento Educacionista" reúne sobretudo os jovens.

Fonte: Artigo publicado no jornal O Globo de sábado, 21 de novembro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SBPC QUER EDUCAÇÃO DE QUALIDADE


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lançou nesta sexta-feira (13) um movimento pelo qual pretende contribuir para a solução dos problemas da educação no Brasil, especialmente nos níveis fundamental e médio. O lançamento de “SBPC: Pacto pela educação” ocorreu na Universidade de Brasília (UnB) e teve a participação de representantes de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE).

A apresentação do movimento foi feita pelo presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp. “Temos um objetivo tão ousado quanto necessário: promover uma grande mobilização na sociedade brasileira, como forma de ajudar a impulsionar e tornar mais robustos os esforços para a solução dos problemas que afetam a educação escolar no Brasil”, afirmou.

Ele reconheceu que os investimentos ocorridos nas últimas décadas estão fazendo com que praticamente a totalidade das crianças tenha acesso ao ensino fundamental, mas disse que ainda falta educação de qualidade. “Estamos oferecendo escola, precisamos oferecer também educação”, afirmou.

Para Raupp, o quadro atual do ensino básico brasileiro “se apresenta como uma perversão social” e que “trata-se de um indicador sem disfarces da desigualdade que vigora na nossa sociedade”. Ele entende que a qualidade na escola é o principal requisito para a inclusão social e econômica e disse que “precisamos dar aos nossos jovens uma educação que os habilite para a conquista e a conseqüente fruição plena da cidadania”.

O presidente da SBPC enfatizou ainda que dotar a educação básica da qualidade necessária significa promover o salto de qualidade que o Brasil precisa. “Inversamente, se não promovermos a educação básica de qualidade para todos, não vamos dar um passo a frente. Vamos ficar estagnados. Mas a estagnação significa que vai aumentar a distância entre nós e nossos competidores, uma vez que o mundo evolui hoje em um ritmo cada vez mais acelerado”.

Governo – O presidente da SBPC fez questão de ressaltar que o movimento desencadeado pela SBPC não visa fazer oposição à política educacional do governo federal. “Ao contrário”, disse. “A SBPC quer que as ações em curso, bem-sucedidas, sejam fortalecidas e perpetuadas”. Informou também que o movimento “SBPC: Pacto pela educação” não quer sobrepor-se a outros movimentos já existentes que também lutam por melhorias no sistema educacional brasileiro.

A iniciativa de colocar a SBPC nas questões do ensino fundamental partiu do Conselho da entidade, que criou um grupo de trabalho (GT) com essa finalidade. O coordenador do GT, professor Isaac Roitman, informou que as propostas da SBPC para o governo federal estarão prontas no primeiro semestre do ano que vem. “Serão ações de curto, médio e longo prazo, que visarão a solução dos problemas imediatos e também dos problemas estruturais do nosso sistema educacional”, disse Roitman. Ele infirmou também que o GT vai elaborar um conjunto de indicadores para acompanhar e avaliar a implantação das ações propostas ao governo.

“Esse movimento da SBPC não tem prazo para terminar”, informou o presidente Marco Antonio Raupp. “Vamos acompanhar o que ocorrer em nossa educação básica por quantos mandatos governamentais forem necessários, até que cheguemos a níveis aceitáveis”.


FONTE: Site SBPC

domingo, 1 de novembro de 2009

ESTOU ADERINDO A ESSA "ONDA" !



Embora não seja novo, o meu espaço na Net vai servir, desta vez, para tentar colocar em prática, com maior efetividade, a proposta apontada no post anterior.

Ao iniciar o novo semestre letivo, agora no dia 03 de nov (que aberração esta data para um início de semestre!) vou tentar convencer os alunos a participarem desta empreitada. Será que vai dar certo?

Só o tempo o dirá! E eu estarei aqui para comentar o que acontecer. Quem desejar acompanhar o desenvolvimento desse novo trabalho (ou nova forma de trabalhar) é só acessar:

www.portaldoprofessor.com.br/tiomanecas

Vamos dividir experiências?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

AS REDES SOCIAIS ALTERAM RELAÇÃO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS



Espaço virtual começa a funcionar como extensão da sala de aula
Publicado em 28/10/2009 - 12:00


As possibilidades de interação, pesquisa e relacionamento proporcionadas pelas novas tecnologias e redes sociais disponíveis na Internet alteram o espaço dos métodos tradicionais de ensino. Há quem acredite que a geração atual já aprende a partir de uma nova linguagem que, por sua vez, depende da interação entre alunos e professores. Sem essa interação, o processo estaria seriamente comprometido.
Segundo André Valle, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) do Rio de Janeiro, essa suposta nova linguagem de aprendizado depende da interação entre alunos e professores. "Se não conseguirmos sensibilizá-los, o processo de ensino fica comprometido", avalia ele. Para o professor, a partir do momento em que os alunos têm acesso a fontes de informação diversas, como as disponíveis na Internet, o papel do professor muda. "Há 15 anos o professor era a única fonte de consulta para o aprendizado. Isso não existe mais. Hoje ele é mais um facilitador do processo de conhecimento", diz Valle.
A própria visão que o aluno tem do professor estaria se modificando em vista do relacionamento entre eles já extrapolar a sala de aula e ir para o espaço virtual. Para a Margarete Lobato, professora do curso de letras da UFG (Universidade Federal de Goiás) e criadora da disciplina Internet e ensino, o professor deixa de ser um vigilante para se tornar parceiro dos alunos no desenvolvimento do conteúdo. Ao criar uma comunidade numa rede social como o Orkut, por exemplo, para discussão de temas relacionados ao conteúdo da aula, a primeira constatação de Margarete foi que houve aproximação entre alunos e professor, o que, segundo ela, não ocorre no contexto restrito da sala de aula.
A professora mantém, desde 2006, um blog com listas de discussão. A partir dos debates originados nesses fóruns, ela propõe trabalhos que, ao final, voltarão ao blog para publicação. "A partir do momento em que envolvemos os alunos, que todos são responsáveis pelo blog, vimos o aluno querendo participar e mostrar os resultados desse trabalho coletivo", afirma Margarete. Ela considera que os melhores resultados são obtidos a partir dessa fórmula, quando o professor consegue promover o envolvimento dos alunos no processo. "Uma das estratégias que utilizo é propor atividades individuais de campo e levar para o cenário virtual para discussão. A partir daí, há um resultado que é publicado", afirma ela.
Na concepção de Valle, o formato do Ensino mudou e o aprendizado agora é "bidirecional", com colaboração de todas as partes. Ele cita como modelos de tecnologias úteis ao Ensino Superior os sites que permitem compartilhamento de vídeos, arquivos e apresentações, com convergência de todas as mídias. "O uso de mídias sociais se tornou obrigatório para os professores. Ou então eles não serão capazes de passar o recado que querem aos alunos", acredita ele.
De acordo com Margarete, o interesse dos alunos com relação às possibilidades de utilização da Internet para o Ensino Superior é real. "Estamos com uma disciplina de acesso livre na universidade que chama 'Internet e ensino'. A proposta é aprender a usar os recursos que já existem, com foco inicial no Twitter. A turma lotou", comemora a professora. Ela acrescenta que os conceitos tradicionais de aprendizado são revistos a partir da perspectiva das tecnologias de Internet.
Isso porque, o viés de abordagem se daria a partir da influência das novas mídias e tecnologias nas três etapas que Margarete considera convencionais ao aprendizado. "Sempre que uma proposta é feita passa por essas três etapas. A parte da pesquisa, da construção coletiva do conhecimento e da publicação de resultados", resume ela.
Iniciativas
As iniciativas de Margarete na UFG começaram com o uso da comunidade virtual Orkut e do comunicador instantâneo MSN, devido à popularidade de ambos. Atualmente, migraram para os ambientes virtuais de aprendizagem Moodle e o Teleduc. São softwares livres oferecidos gratuitamente às universidades e que agregam todas as funções necessárias ao meio acadêmico. "O Moodle reúne as ferramentas de bate-papo, publicação e relacionamento dentro de uma caracterização própria, com registro pedagógico. É mais fácil para acompanhar do que em outros sites externos", explica a professora.
Na UniCEUB (Centro Universitário de Brasília), alunos e professores também têm à disposição uma ferramenta desenvolvida exclusivamente para uso interno. De acordo com o professor Roberto Lemos, do curso de publicidade e propaganda, o chamado Espaço Aluno permite a troca de mensagens, o envio de arquivos e o agendamento de provas e compromissos. "Tenho condições de entregar arquivos para os alunos com absoluta segurança, com a garantia de que eles receberão. Melhorou demais a conversa entre professor e alunos e ficamos mais presentes na vida dele também fora da sala de aula", declara Lemos.
Ele afirma que a adesão dos alunos ao sistema é bastante expressiva, até mesmo porque trabalha para que as atividades rotineiras de sala de aula passem pela ferramenta. "Mesmo que o aluno perca uma aula, ele tem o conteúdo disponível nesse espaço, organizado de acordo com a publicação", explica ele. "Como temos esse recurso, que engloba tudo, não sinto a necessidade de buscar recursos externos", acrescenta Lemos.
A FGV, conforme conta Valle, também conta com uma rede social própria, batizada de FGV Management Network e que permite a troca de textos, arquivos e vídeos entre alunos e professores. Ele explica que a instituição utiliza bastante o LinkedIn, a rede social voltada ao desenvolvimento de carreira. "É bem interessante por permitir discussão profissional de maneira séria, sem as distrações de sites como o Orkut, por exemplo. Utilizo para interagir com alunos e contatos e recomendo que seja usado como ferramenta de rede profissional", diz Valle. No entanto, o professor não acredita no potencial do Twitter. Para ele, é interessante sob o aspecto da disseminação rápida de informações, mas não deve prosperar por muito tempo. "Acho, pessoalmente, que dentro de pouco tempo o Twitter vai ter o mesmo destino do Second Life", acredita ele.
Sobre as distrações periféricas comuns na Internet, Margarete conta que, ao estabelecer a comunicação com os alunos por meio de sites de relacionamento, firma um contrato didático com regras sobre o que é permitido fazer naquele espaço e sobre quem terá acesso. "É importante respeitar a finalidade pedagógica, pois o uso do site de relacionamento é complementar à aula presencial", afirma ela. No entanto, a professora diz que em alguns casos é interessante que os alunos tragam questões pessoais para o âmbito da discussão, o que pode dar indícios sobre como cada um absorve o conteúdo, levando a melhorias no processo de aprendizagem.



FONTE: UNIVERSIA BRASIL

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FAZER PENSAR

"Fazer pensar é tudo; e a agitação a única alavanca que pode deslocar este mundo: pois que agitar quer dizer instruir, ensinar, convencer e acordar."

Alberto Sampaio, citado por ANtónio Nóvoa (1989). Os professores - quem são? Donde Vêm? Para onde vão?. Lx: UTL

Com agradecimentos a José Matias Alves em http://terrear.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ENSINO MÉDIO UNIVERSALIZADO, AGORA É LEI

Agora é lei. As escolas públicas ficam obrigadas a fornecer vaga no ensino médio a todo aquele que a procurar. É a universalização do ensino médio, a exemplo do que já ocorria com o ensino fundamental.
Todo adolescente que quiser completar seus estudos pode procurar a escola mais próxima da sua casa: ela terá de lhe fornecer uma vaga.
O projeto de Cristovam Buarque, tornando obrigatória a vaga no ensino médio, foi sancionado pelo presidente Lula na noite de ontem.
“O projeto resolve um dos três problemas que que fazem com que boa parte dos alunso não complete o ensino médio, que é a falta de oferta de vagas. Resta atacar os demais problemas, que são a evasão por necessidade de trabalho e a baixa qualidade mesmo do ensino. Mas um primeiro passo importante foi dado”, comemorou, de Budapeste, na Hungria, onde participa de um fórum de debates sobre economia, Cristovam. A universalização do ensino médio é a quinta Lei Buarque aprovada. “Aos poucos, apesar da lentidão do Congresso, vou conseguindo aprovar os projetos que apresentei como ministro da Educação e que ficaram engavetados por José Dirceu na Casa Civil e que foram ignorados por Tarso Genro quando ele me substituiu no ministério”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PAULO RENATO SOUSA (fhc) E A VEJA

A tucanada continua a querer aparecer na mídia (não em qualquer mídia, por favor!) e bota mão da já famosa VEJA.

O Paulo Renato, ex-ministro da educação que não fez outra coisa que acabar com a nossa educação, vem, agora, dar gratuitamente a solução para a educação nacional.

Filhote do Banco Mundial, continua a sua lenga-lenga no mesmo ritmo. Vejam a entrevista que ele deu na Edição 2136 / 28 de outubro de 2009 da VEJA.

Tirem suas conclusões!

domingo, 25 de outubro de 2009

O BRASILEIRO MERECE !!!!!

Veja esta propaganda que traduz bem a visão do povo brasileiro, ressalvadas as belíssimas exceções.

Bem bolada a nova propaganda do MEC!


sábado, 24 de outubro de 2009

CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA CRIAÇÃO DO VELE-CULTURA

Projeto beneficia trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos
Publicado em 15/10/2009 - 13:58
O projeto de lei 5798/09, que cria o Vale-Cultura para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Agora, a instituição do vale mensal de R$ 50 precisa ser votada pelo Senado e, em seguida, sancionada pelo presidente da República.
De acordo com o texto do projeto, o benefício será distribuído pelas empresas que aderirem ao programa Cultura do Trabalhador e poderá ser usado na compra de serviços ou produtos culturais, como livros e ingressos para cinema, teatro e museu.
Trabalhadores com deficiência que ganhem até sete salários mínimos mensais também terão direto ao Vale. O benefício se estende também a estagiários das empresas, desde que obedecidos os procedimentos de uso e descontos.
O texto prevê que as empresas que aderirem, chamadas de beneficiárias, terão direito de descontar do imposto de renda devido o valor gasto com a aquisição dos vales. Essa dedução limita-se a 1% do imposto, refere-se ao valor distribuído ao usuário e pode ser usada apenas por empresas tributadas com base no lucro real. O incentivo fiscal será válido até 2014.
Para utilizar os R$ 50, o trabalhador receberá um cartão magnético ou, nos casos em que esse for inviável, o vale será em papel. As empresas poderão descontar do trabalhador até 10% do Vale-Cultura, caso ele opte pelo recebimento.
Os aposentados que recebam até cinco salários mínimos também terão direito ao Vale-Cultura. Os recursos para esses vales, que serão de R$ 30 mensais, virão do Tesouro Nacional. No total, o Vale-Cultura deve custar cerca de R$ 4,8 bilhões aos cofres públicos.



Fonte: Universiabrasil

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MAIS FRAUDE NAS PROVAS!

É... a coisa anda meio negra para as bandas do MEC!

Agora o escândalo é com as provas do ENADE.

Até quando essa baderna?

Entidades representativas do ensino privado pediram na quinta-feira (22) o cancelamento do Enade, exame que avalia os universitários, após a Polícia Rodoviária Federal afirmar que achou provas sem lacre no início da semana numa caminhonete numa rodovia em Três Rios (RJ).

O requerimento foi protocolado ontem no Inep, órgão responsável pela prova, pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular e pelo sindicato das mantenedoras de SP.
Para as entidades, a "falta de manifestação do MEC" sobre o caso "não só põe sob suspeita o sigilo da prova como também representa um risco para os alunos das instituições de ensino, considerando que estas serão avaliadas com base nesse processo potencialmente viciado".
O MEC afirmou que a data do Enade, 8 de novembro, está mantida e que "garante a segurança da prova principalmente depois da posição do Ministério Público de Petrópolis, segundo o qual não houve vazamento".
Após a localização das provas, o MEC informou, em nota, que os dois homens que faziam o transporte das provas são funcionários contratados pelo consórcio Consulplan (empresa responsável pela aplicação do Enade).
Além disso, disse que apenas 32 caixas estavam no veículo --sendo quatro com a prova ampliada-- e todas lacradas, além de outras 28 caixas de folhas de respostas, também lacradas. "Foram abertas pelos policiais para confirmação do conteúdo. Tão logo esclarecida a ocorrência, as caixas foram novamente lacradas e dirigidas ao seu destino", afirmou.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u642177.shtml

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SARAMAGO E A RELIGIÃO

José Saramago diz-se incapaz de acreditar em Deus, mesmo fazendo um esforço mental. «Sou ateu e sinto-me incapaz, mesmo fazendo um esforço mental, de acreditar em Deus, de me aproximar dessa sensação», afirmou o escritor português ao jornal La Vanguardia, da Catalunha.
Numa extensa entrevista publicada hoje, Saramago analisa o conteúdo da sua última obra ¿ Caim, e explica que recorreu à Bíblia «como instrumento para armar a história».
«Nunca tive qualquer dúvida sobre as consequências enormemente negativas e nefastas da existência das religiões, que inevitavelmente se opõe umas às outras», disse. «Matar, matar, matar. Foi isso que fizeram ao longo da história e não há nada a acrescentar ao seu historial sangrento», disse.
Admitindo não ser um escritor de temas religiosos, Saramago explica que isso não significa que a religião não lhe interesse.
«Ainda que não seja crente, a religião está no ar, respiramo-la. Não se pode ignorar», disse, recordando a polémica em torno à sua obra «Evangelho Segundo Jesus Cristo» e à reacção do então primeiro-ministro, Cavaco Silva, que o fez abandonar o país. «Até um livro sagrado como a Bíblia permite - e exige - que tentemos lê-lo por outro lado. E esse outro lado sempre rectifica as ideias que temos, assim como confirma outras», refere sobre a obra.
«Nós, os homens, criamos Deus à nossa imagem e semelhança, não ao contrário. Por isso é tão cruel, má pessoa e vingativo. Deus e o demónio não estão no céu nem no inferno, estão na nossa cabeça. Primeiro criamos Deus e logo nos escravizamos a ele», conclui.

fonte: http://diario.iol.pt/esta-e-boca/saramago-deus-caim-literatura-religiao-tvi24/1097661-4087.html

sábado, 17 de outubro de 2009

BOLSA FAMÍLIA CONTRIBUI PARA O CRESCIMENTO DA ESCOLARIDADE NO BRASIL

Meio milhão de jovens e adultos beneficiários do Programa Bolsa Família - do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) - ou que estão no Cadastro Único foram alfabetizados em 2006 e 2007. O percentual de pessoas cadastradas atendidas por programas de alfabetização aumentou de 21,9%, em 2006, para 33,8% em 2007. A articulação do MDS com o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), do Ministério da Educação, possibilitou que essas pessoas iniciassem os estudos ou voltassem às salas de aula, uma ação fundamental para aumentar as oportunidades de inclusão social, produtiva e cidadã da população pobre. Os dados evidenciam a contribuição do Bolsa Família para o crescimento da escolaridade no Brasil.

Dos 536.289 alfabetizados no período, 379.465 são atendidos pelo programa de transferência de renda do governo federal. A parceria entre os ministérios e os municípios está reduzindo o analfabetismo entre a parcela mais pobre da população. Em Belo Horizonte (MG), a beneficiária Renata Rodrigues da Silva, de 26 anos, está no grupo que voltou à escola neste ano. Pressionada pelo pai, ela parou de estudar aos 10 anos, ainda quando morava no município de Santa Maria do Suaçuí (MG). Mudou-se para BH, teve uma filha e acabou indo morar na rua. Foi acolhida por uma família que ofereceu o barraco dos fundos para Renata morar - já então com três filhos.

Atualmente, a renda da família de Renata é o Bolsa Família. Às vezes, ela trabalha como diarista, mas não tem com quem deixar os filhos. Ela cursa a 2ª série do Ensino Fundamental. “É muito bom voltar a estudar. Não sabia escrever o nome da minha filha”, diz. Renata quer ter uma profissão no futuro. “Se a gente não tiver estudo não é nada. Não posso fazer os cursos que estão dando aí, porque não sei ler”, reconhece.

Além de transferir renda a 11,9 milhões de famílias, o Bolsa Família promove a inclusão dos beneficiários em ações complementares a fim de desenvolver suas capacidades. Dentre elas, está o programa de microcrédito do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) que emprestou, entre janeiro e maio deste ano, R$ 215 milhões a 225 mil beneficiários. Há também a qualificação profissional, com o programa Próximo Passo, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essas iniciativas abrem novas perspectivas de vida para milhares de brasileiros que viviam à margem das políticas públicas.

Compromisso com a educação - A ligação do Bolsa Família com a educação está no desenho do programa. Os beneficiários precisam manter os filhos na escola e cumprir a agenda de saúde. O objetivo é estimular o acesso da população pobre aos serviços básicos de educação e saúde para melhorar as condições de vida desse público. Análise do Bolsa Família, da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS, aponta que o Nordeste - região com os maiores índices de analfabetismo (24% dos beneficiários) - está investindo mais na educação de seus habitantes. A região responde por 88% dos beneficiários alfabetizados nos dois anos.

Programa inclui novos beneficiários -
Outubro vai ser um mês especial para 500 mil famílias pobres de todo o País. A partir desta segunda-feira (19/10), elas começam a receber os benefícios do Bolsa Família, programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A inclusão dos novos beneficiários faz parte da expansão do Programa, que cumpre a última etapa prevista para 2009. A ampliação foi planejada para atender a estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Mapa de Pobreza.

A expansão começou em maio, quando foram beneficiadas 300 mil novas famílias. Em agosto, outras 500 mil passaram a fazer parte do Programa. No total, 1,3 milhão de novos domicílios foram incluídos no Bolsa Família que já atende atualmente a 11,9 milhões de lares. A expectativa do MDS é chegar 12,9 milhões de famílias em 2010.

Fonte: Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Nº 912 - Brasília, 16 de Outubro de 2009

CURSOS DE LICENCIATURA TERÃO 80 MIL NOVAS VAGAS EM 90 UNIVERSIDADES

No dia do professor, comemorado na última quinta-feira (15), o Ministério da Educação (MEC) anunciou a abertura de 80 mil vagas em cursos de licenciatura para docentes que trabalham nas redes públicas estaduais e municipais. Eles têm prazo até 30 de novembro para escolher o curso, a universidade e fazer a pré-inscrição. Todo o processo deve ser feito pela internet.

Os docentes vão fazer a formação em instituições públicas federais ou estaduais de educação superior. “São vagas dedicadas aos professores em serviço”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Todos os cursos serão gratuitos para os professores. O pagamento das universidades será feito com recursos do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é uma autarquia federal.

O ministro também explicou que o Plano Nacional de Formação de Professores é uma ação desenvolvida numa parceria entre o MEC, as secretarias estaduais e municipais de educação e uma rede de universidades públicas. Hoje, 20 estados (AL, AM, AP, BA, CE, GO, MA, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RR, SC, SE, TO) aderiram ao plano, e secretarias de educação de mais quatro anunciaram ao Ministério que pretendem aderir: Rondônia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Noventa universidades estão preparadas para atender os docentes.

A qualificação do magistério, que se concretiza com o Plano Nacional de Formação criado em maio deste ano, e o piso nacional de salário, aprovado pelo Congresso, são ações, segundo Haddad, que valorizam a carreira do professor e permitem avançar na busca da qualidade da educação básica.

Fonte: Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Nº 912 - Brasília, 16 de Outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FALTAM FOCO E MÉTODO NA ESCOLA BRASILEIRA




Pesquisa mostra que tempo de aula é gasto copiando textos da lousa

Estudantes brasileiros passam a maior parte das aulas copiando instruções escritas na lousa pelo professor, não participam ativamente das atividades, ficam entediados em vários momentos e se distraem rabiscando no caderno ou conversando com colegas. Com isso, têm dificuldades em entender conceitos, resolver problemas e não chegam a aprender todo o conteúdo dos livros didáticos.

O cenário pouco estimulante das salas de aulas do País é retratado em pesquisa feita pelo americano Martin Carnoy, professor de economia da educação da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e consultor em políticas de recursos humanos do Banco Mundial, da Unesco e da OCDE. O pesquisador filmou aulas de matemática da 3ª série das escolas brasileiras, chilenas e cubanas - traçando uma comparação entre métodos e desempenho dos alunos de cada um desses países para entender porque os cubanos têm melhores notas em avaliações internacionais.

"O professor no Brasil passa mais tempo escrevendo na lousa de costas para o aluno. Já os chilenos e principalmente os cubanos interagem com os alunos, resolvendo com eles os problemas a partir dos seus próprios erros, seguindo um currículo definido", explica Carnoy.

Ele apresentou ontem um seminário sobre sua pesquisa para especialistas, pesquisadores e gestores da educação em seminário organizado pela Fundação Lemann [ http://www.fundacaolemann.org.br/ ] e pelo Insper [ http://www.insper.org.br/ ]. "Os professores precisam ser melhores treinados e supervisionados por mais tempo. Sem isso, os estudantes não aprenderão e não terão uma educação de qualidade", ressalta.

No Brasil, essa falta de controle e foco dentro de sala de aula é o resultado, segundo o pesquisador, de um sistema descentralizado, sem currículo definido, que prepara mal o professor e não acompanha o que ele faz e como faz - apesar de haver a figura do supervisor e coordenador de ensino nas redes. Ou seja, o docente tem pouco conhecimento da disciplina, não sabe transmitir o conteúdo, não sabe o que deve ser ensinado e, por fim, ninguém acompanha como ele dá suas aulas.

"A pesquisa é excelente e mostra os nossos problemas no contexto em que eles são criados, fazendo uma ponte entre os estudos econométricos e as ciências sociais, o que falta na pesquisa brasileira", afirma Maria Helena Guimarães de Castro, consultora em educação e ex-secretária da Educação do Estado de São Paulo.
http://www.cmconsultoria.com.br/vercmnews.php?codigo=38480
Martin Carnoy
http://ed.stanford.edu/suse/faculty/displayRecord.php?suid=carnoy
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=24082

EU QUERO E MEREÇO!

Impressão da nova prova do Enem vai custar R$ 31,9 milhões

Além da impressão, gráfica fará manuseio e entrega aos Correios. Contrato com nova empresa foi publicado pelo MEC no DOU.


Minha gente de Deus! Por esse valor eu elaboro a prova, imprimo, distribuo e garanto o SIGILO TOTAL (coisa que não estão conseguindo!).

Com as sobras da grana compro duas giletes para cortar os pulsos (uma para cada pulso, afinal não posso correr o risco de transmitir doenças de um para o outro!). Afinal essa grana toda deixa um camaradinha para lá de doidão.

Mas assim caminha a nossa educação!

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1342161-5604,00-IMPRESSAO+DA+NOVA+PROVA+DO+ENEM+VAI+CUSTAR+R+MILHOES.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

TV VERMELHO

Se você já gostava da Revista VERMELHO, agora pode assistir à programação da TV VERMELHO.

Assista aqui: www.vermelho.org.br/tvvermelho

NÍVEL SUPERIOR GARANTE AUMENTO DE 100% NOS SALÁRIOS, MOSTRA PESQUISA DA OCDE

Dados da Education at a glance (Panorama da Educação), pesquisa internacional anual divulgada hoje, apontam que a renda aumenta substancialmente com a conclusão do nível médio de ensino e nível superior, tanto nos países mais ricos do mundo quanto no Brasil. Na maioria dos países os ganhos excedem 50% para os que concluem a educação superior - no Brasil, esse aumento excede os 100%. A Education at a glance é produzida pelo Ines (Indicadores dos Sistemas Educacionais), uma instância da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) responsável pela construção de indicadores educacionais comparáveis internacionalmente, bem como pela elaboração de estudos técnicos, pesquisas e levantamentos para a análise das dimensões da constituição de indicadores.

A pesquisa traz ainda análises sobre o perfil educacional da população adulta dos países participantes, impacto da educação no mercado de trabalho, benefícios econômicos da educação, atendimento escolar nas redes púbica e privada em cada país , relação aluno/professor e tamanho das turmas, além de informações sobre gastos em educação. Participam do estudo os membros da OCDE e aqueles associados à organização, num grupo que inclui, além do Brasil, países como Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão, Chile e México.

A coleta de dados para a elaboração da pesquisa é feita por cada país participante, por meio do preenchimento de planilhas e questionários encaminhados pela OCDE. No caso do Brasil, o Inep é o órgão responsável por fornecer os dados. Este levantamento é feito com base no Censo da Educação Básica e Censo da Educação Superior, além das informações fornecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Os dados educacionais são referentes ao ano de 2007 e, os financeiros, a 2006. As comparações internacionais são feitas pela OCDE com base nos dados fornecidos por cada país.

Clique
aqui para ver os principais destaques do Brasil na publicação.
http://www.inep.gov.br/download/internacional/EAG_2009_briefing_note_Brazil_04-09.pdf

A publicação Education at a Glance 2009, assim como o sumário executivo, os dados e as tabelas on-line podem ser obtidos por meio de download gratuito no site www.oecd.org/edu/eag2009.

UMA JUSTA HOMENAGEM

Pois é... o Dia do Professor está aí!

Trabalhador incansável para promover o progresso da nação e a educação do seu povo!

A todos os PROFESSORES do Brasil eu deixo as minhas saudações e os votos de um feliz dia.

E, também, uma justa homenagem musical:

Ó xentem, vamu ri?

Dizem que rir faz bem ao fígado!

Se assim é... vamos lá a ver se tem alguma piada:

ASSALTANTE BAIANO
Ô meu rei... (pausa)
Isso é um assalto... (longa pausa)
Levanta os braços, mas não se avexe não... (outra pausa)
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado...
Vai passando a grana, bem devagarinho (pausa pra pausa)
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.
Não esquenta, meu irmãozinho, (pausa)
Vou deixar teus documentos na encruzilhada.

ASSALTANTE MINEIRO

Ô sô, prestenção
issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê.
Esse trem na minha mão tá chein de bala...
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje...
Vai andando, uai! Tá esperando o quê, sô?!


ASSAL TANTE CARIOCA

Aí, perdeu, mermão
Seguiiiinnte, bicho
Tu te fu. Isso é um assalto
Passa a grana e levanta os braços rapá...
Não fica de caô que eu te passo o cerol...
Vai andando e se olhar pra trás vira presunto


ASSALTANTE PAULISTA

Pô, meu...
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu.
Passa a grana logo, meu
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra
comprar o ingresso do jogo do Corintian, meu. Pô, se manda, meu


ASSALTANTE GAÚCHO

O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro
fala.


ASSALTANTE CEARENSE

Ei Macho, isso é um assalto!
Deixe de marmota, arriba os braços, não se bula nem faça mungango.
Bora logo abestado, me dê logo a céda que eu sei que tu tá estribado.
E num bote boneco não, senão eu papoco uma mãozada no teu

pé-do-ouvido! Arriégua, só isso! Penseeeee num fi-duma-égua liso!
Agora vai, vai, vai timboooora carniça. Pega o beco, pega o beco!


ASSALTANTE DE BRASILIA

Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer

que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água,
Esgoto, Gás, Passagem de Ônibus, Imposto de Renda, Lincenciamento
de Veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS,
PIS, COFINS... etc, etc

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

QUANTO MAIS LEIO...



O silêncio meio prolongado que se registrou nestes dias passados tem um motivo: a necessidade de fazer muitas leituras para o doutorado/tese.

Uma sintese das leituras e uma constatação de arrepiar:

QUANTO MAIS LEIO OS OUTROS, MAIS GOSTO DE KARL MARX.

Ninguém é obrigado a concordar comigo... comunico-o apena para que saibam como procuro pensar e agir!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PENSADORES DO SÉC. XX


Deixo aqui uma listagem de 50 autores do Séc. XX, com os quais devíamos ter aprendido alguma coisa.

Esta lista não foi elaborada por mim e desconheço a autoria. Logo não ser obrigado a concordar plenamente com ela, assim como vocês também não.

Mas vale a pena dar uma olhada.

http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=19572539&access_key=key-1h55sp79cipxh4zq09aw&page=1&version=1&viewMode=

DISCUTIR O TRATADO DE BOLONHA


Lisboa, 21 e 22 de Setembro 2009



Em 19 de Junho de 1999, os Ministros responsáveis pelo ensino superior de 29 países europeus assinaram a Declaração de Bolonha. No termo do período implementação de 10 anos, torna-se vital fazer um balanço dos resultados obtidos em Portugal e na restante área europeia de ensino superior. Esta é igualmente a melhor altura para analisar os efeitos do Processo de Bolonha noutras regiões do Mundo e talvez o mais importante: perspectivar o seu futuro.

Em conformidade, a Fundação Calouste Gulbenkian, através do Serviço de Educação e Bolsas, organizará uma conferência internacional nos dias 21 e 22 de Setembro de 2009. Nela, membros da comunidade académica, nacional e europeia, mas também participantes de fora do Espaço Europeu de Ensino Superior serão convidados a considerar os seguintes três tópicos:

A concepção curricular no quadro de Bolonha;
O Processo de Bolonha num contexto global;
O futuro, 10 anos depois da Declaração.


Os objectivos da análise são:

- Identificar as mudanças mais significativas, quer ao nível institucional, quer ao nível da sala de aula, induzidas pela implementação do Processo de Bolonha.
- Compilar um catálogo de boas práticas das institutições de Ensino Superior portuguesas na implementação do Processo de Bolonha.
- Propor uma metodologia e modelo para futuros relatórios que permitam melhorar a comparabilidade entre instituições.


Para mais informações

Com o apoio de minha amiga Fátima André, do blogue "Revisitar a Educação"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ENQUANTO ELES(AS) PENSAM... TEMOS BOAS NOVAS



Embora se trate de um PL (projeto de lei), eis, a seguir, uma notícia que pode animar os professores da Educação Básica.

Espero que esse PL se transforme, rapidinho, em Lei - mas que seja cumprida e não mais um exemplar da já característica brasileira do não cumprimento dos textos legais:


Depois de aprovar a lei que institui o piso salarial nacional para o magistério (Lei 11.739/08), o Senado quer agora ampliar os mecanismos de valorização do professor da educação básica. O propósito é a criação de incentivos para professores que se dediquem exclusivamente ao ensino. Esse é o objetivo, por exemplo, de projeto (PLS 4/08) que garante salários equivalentes a pelo menos 70% da remuneração de docentes das universidades federais para professores da educação básica com dedicação exclusiva e com a mesma qualificação.

Em termos práticos, um professor da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) com doutorado, por exemplo, ganharia no mínimo R$ 4.550, já que um colega em uma universidade federal recebe R$ 6.500 assim que ingressa na carreira como doutor.

Aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), a proposta poderia já estar na Câmara, mas um recurso à decisão da comissão - com base na resistência do governo ao projeto dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Augusto Botelho (PT-RR) - remeteu ao Plenário a decisão final sobre o assunto.

O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), considera injusto que a remuneração na educação básica seja um fator de desmotivação dos professores.

- O magistério brasileiro apresenta graves distorções salariais, uma vez que as remunerações são maiores na educação superior, que atrai os melhores quadros, até pelo conforto no trato com um público adulto e maduro. O sistema atual, perverso por natureza, reserva à educação básica os profissionais menos qualificados - reclama Camata.

Restrições

O Ministério da Educação, no entanto, por meio da coordenadora-geral de Formação de Professores da Secretaria de Educação Básica, Helena Costa Lopes de Freitas, comunicou que não considera a proposta viável, por não ter como financiá-la. Segundo ela, o governo tem dificuldades até mesmo para pagar o piso nacional para os professores da educação básica, que foi questionado na Justiça.

Na opinião de Cristovam Buarque, porém, o financiamento é uma questão de definição das prioridades nacionais. Para ele, primeiro deve-se discutir o mérito da proposta para, então, buscar os recursos para implementá-la.

Em outra proposta, já aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e que está na pauta de votação da CE, Cristovam também prevê o incentivo à dedicação exclusiva como forma de tornar os salários mais atrativos. O projeto (PLS 320/08) cria o abrangente Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos, para escolas estaduais e municipais, com uma Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base. Esta teria como base o Plano de Carreira de Magistério do Ensino Básico do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, que é federal e hoje paga os melhores salários entre as escolas públicas.

Mesmo favorável ao projeto, a relatora na CCJ, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), apresentou emenda para tornar o projeto autorizativo, já que a iniciativa da proposta deveria ser do Executivo.

Valorização do professor é condição para qualidade

Relatório de ciclo de debates realizado pela CE e apresentado pelo senador Cristovam Buarque à Presidência do Senado em fevereiro de 2007 aponta que os esforços para melhorar o ensino no Brasil têm que passar pela valorização do professor, ou seja, pela melhoria da remuneração desse profissional.

De acordo com o documento, os 2 milhões de professores da educação de base estão desmotivados "pela má remuneração, pela degradação do espaço de trabalho, pela falta de equipamentos e pelo resultado insatisfatório do seu esforço".

A impossibilidade de atrair profissionais bem qualificados e a falta de motivação dos que estão nas escolas impedem, então, a melhoria dos padrões educacionais como um todo.

- O Brasil só será um país educado quando, ao nascer uma criança, seus pais desejem que ela tenha a profissão de professor da educação básica. Hoje, o magistério chega a ser visto como atividade secundária. A definição de um padrão mínimo para salário e formação do professor é um passo fundamental. A revolução educacional só ocorrerá se o magistério atrair os quadros mais brilhantes - propõe Cristovam.

Para isso, o relatório defende que sejam definidos padrões nacionais de salário, formação e dedicação do professor, nos moldes do que ocorre com as empresas estatais, com concurso público nacional. A medida combateria a grande diversidade de salários, pagos pelos diferentes gestores educacionais, nos estados e municípios.

- O caminho é a definição de padrões nacionais para todas as 164 mil escolas públicas, independentemente da cidade onde estejam. Hoje, o resultado dessa diversidade é que a criança brasileira tem seu futuro condenado, em função da cidade onde tiver nascido ou viva - afirma o senador.

(A íntegra da reportagem estará disponível na edição semanal do Jornal do Senado a partir das 21h, no endereço www.senado.gov.br/jornal).

João Carlos Teixeira/ Jornal do Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O QUE ELES(AS) PENSAM...(VI)

Diz-nos António Nóvoa que:

"A explosão escolar trouxe para o ensino uma massa de indivíduos sem as necessárias habilitações acadêmicas e pedagógicas, criando desiquilíbrios estruturais extremamente graves. Sob a pressão convergente do poder político e do movimento sindical procurou-se remediar a situação, através de três vagas sucessivas de programas: profissionalização em exercício, formação em serviço e profissionalização em serviço (...).

Estes programas revestiram-se de uma incontestável impoertância quantitativa e estratégica para o sistema educativo. Mas acentuaram uma visão degradada e desqualificada dos professores e, sobretudo, sublinharam o papel do Estado no controlo da profissão docente, pondo em causa a autonomia relativa que as instituições de formação de professores tinham conquistado".

NÓVOA. António. Formação de professores e profissão docente. In: __________. (Coord.) Os professores e a sua formação. Lisboa: Publ. D. Quixote. 1995 (p.21).

COMENTÁRIO PESSOAL:

Encontramos aqui, nestas palavras de Nóvoa, a explicação para a desvalorização da profissão docente e, muito mais, o motivo pelo qual o próprio professor está sem o menor prestígio. Por outro lado, também podemos (sem grande esforço de reciocínio) perceber o porquê de o nosso curso estar trilhando um caminho tão acidentado.

Mas a pergunta não quer calar e a resposta está louca para "estalar" no ar, feito chicote bramido a nos fustigar as carnes. Qual o fenômeno que está por trás dessa situação? A resposta está diante de nossos olhos, mas muitos de nós preferimos não ver (ou simplesmente ignorar por comodismo): o crescimento desenfreado da produção e, consequentemente, a ganância dos homens por mais lucros! Foi, é e será preciso fornecer mão de obra minimamente qualificada ao capitalista para que ele possa, a cada dia, obter mais e mais lucros.

Essa mão de obra "minimamente qualificada" significa que o trabalhador deverá, hoje e no futuro, saber cada vez menos sobre muitíssimas coisas: isso causa uma formação aligeirada, uma formação deficiente que se reproduz na proporção avassaladora de um para várias centenas (um professor mal formado, forma centenas de maus alunos e futuros profissionais, dentre os quais os profissionais da educação).

É um ciclo bem viciado que precisa, urgentemente, ser quebrado, ou corremos o risco de ser substituídos por "máquinas falantes": robôs humanizados e homens robotizados.

D I V U L G A Ç Ã O



Apenas para trazer a algum leitor ocasional que por aqui passe que estão abertas as pré-inscrições para uma Pós (lato sensu) - Especialização - em Educação Infantil, lá na URCA onde trabalho e vou ter o prazer de coordenar este curso.

Quem desejar obter maiores informações, por favor, entrar em contato com o fone (88) 31021212 - ramal 2782 (com Edilma). Pode também enviar e-mail para pos.infantil@gmail.com

Aguardamos os vossos contatos!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O QUE ELES(AS) PENSAM...(V)

"O professor precisa compor-se com a atualização permanente, porquanto, se o conhecimento, de um lado, é aquilo que a tudo inova, do outro lado da mesma moeda é aquilo que a tudo envelhece. Nada envelhece mais rápido que o conhecimento inovador. Como regra, quando os alunos se formam, já estão encanecidos, seja porque foram apenas 'ensinados' ou só viram 'café velho', seja porque não possuem formação básica propedêutica adequada que os leve sempre a pesquisar e a elaborar com mão própria. Sem desprezar o domínio dos conteúdos, necessário para o exercício profissional, o conhecimento moderno valoriza mais o domínio metodológico, representado no saber pensar e no aprender a aprender. A questão dos conteúdos é afetada por dois problemas modernos:

a) não é mais viável dominar conteúdos extensamente. Ninguém consegue saber a matemática toda, ou qualquer disciplina. Inevitavelmente, conhecer é conhecer por parte, de modo aproximado e seletivo;

b) quando se imagina dominar conteúdos, já estão velhos, diante da velocidade cada vez maior da inovação.

Será, pois, mister mudar algumas expectativas usuais, tais como:

a) nenhum estudo é terminado, a rigor; os diplomas deveriam ser provisórios;
b) todos os alunos precisam retornar à universidade, sendo este compromisso mais decisivo que o de certificar;
c) mais que títulos acadêmicos, vale a competência produtiva científica continuada;
d) estudar sempre não é apenas problema do professor, mas de todo profissional que queira manter-se em dia com o conhecimento moderno;
e) o centro da competência é a sua capacidade de reconstrução de si mesma".

DEMO, Pedro. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. In: MACIEL, L. S. Bomura & SHIGUNOV NETO, Alexandre. Formação de professores: passado, presente e futuro. São Paulo: Cortez, 2004 (pp. 121-2)

COMENTÁRIO PESSOAL:

Não se pode negar o valor da formação continuada, mas se não houver uma prévia formação básica capaz de lhe dar suporte, o processo de (re)construção do conhecimento ou da assimilação deconhecimentos novos estará fortemente comprometido.

domingo, 16 de agosto de 2009

O QUE ELES(AS) PENSAM... (IV)

Falar de formação de professores implica falar de teorias políticas e filosóficas que as embasam. Na nossa realidade, malgrado tenhamos no presente um governo dito de esquerda, para a educação, as políticas ainda se apresentam sob a égide do ideário neoliberal, que prega, entre outras coisas, a qualidade total na educação, como se uma fábrica fosse. Assim, Frigotto (2000) vai nos dizer que o neoliberalismo:

"Sob as categorias de qualidade total, formação abstrata e polivalente, flexibilidade, participação, autonomia e descentralização está impondo uma atomização e fragmentação do sistema educacional e do processo de conhecimento escolar".

FRIGOTTO, Gaudêncio. Os delírios da razão: crise do capital e fase conceitual no campo educacional. In: GENTILI, Pablo (org.). Pedagogia da exclusão social: crítica ao neoliberalismo em educação. 6ª ed. Petrópolis: Vozes, 2000 (pp.77-108).

Cabe ainda questionar:
- Qual sistema de ensino? Nós já tivemos um?
- Autonomia... de quê e onde? Qual hegemonia nos estão querendo fazer acreditar que existe?

Vale a pena refletir um pouco sobre estas questões!

sábado, 15 de agosto de 2009

O QUE ELES(AS) PENSAM... (III)

"Distingo na existência do curso de Pedagogia no Brasil basicamente três fases: a primeira vai do seu nascimento em 1939, na Faculdade Nacional de Filosofia, da Universidade do Brasil até a Lei nº 5.540 (Brasil, 1968) - mais conhecida como 'Reforma Universitária'; a segunda, da Lei nº 5.540 até a LDB, instituída pela Lei nº 9.394 (Brasil, 1996), e a terceira, dessa época até os dias atuais".

(...)

"Na primeira fase (do nascimento até a reforma universitária de 1968) (...) o curso era composto de doismomentos, configurando o conhecido 'esquema 3+1' (...). Na segunda fase (da reforma universitária até a LDB nº 9.394/96) o curso passa a ser regulado pelo Parecer nº 252 (Brasil, 1969) e pela Resolução nº 2 (Brasil, 1969). (...) Em ambas as fases, é notória a inspiração epistemológica no paradigma da racionalidade técnica".

(...)

Na terceira fase, representada pelo presente e pelo pós 9.394/96, afirma a autora que:

"Aprender a ser professor, nesse contexto, não é, portanto, tarefa que se conclua após estudos de um aparato de conteúdo e de técnicas para a transmissão deles. É uma aprendizagem que deve se dar por meio de situações práticas que sejam efetivamente problemáticas, o que exige o desenvolvimento de uma prática reflexiva competente".

LIMA, Emília Freitas de. Formação de professores - passado, presente e futuro: o curso de Pedagogia. In: MACIEL, L. S. Bomura; SHIGUNOV NETO, A. Formação de Professores, passado, presente e futuro. São Paulo: Cortez, 2004.

COMENTÁRIO PESSOAL:

Uma leitura interessante, como poucas que tenho feito, na medida em que a realidade da formação do professor está posta de forma clara e objetiva, sem aquela falsa pretensão de querer "descobrir a roda". Uma abordagem corajosa, a meu ver, pois diz aquilo que é preciso ser dito sem grandes alardes, mas com bastante ênfase. Basta que cada um de nós coloque a mão na consciência para perceber que as palavras de Emília Freitas são aquelas que nos vão na garganta, mas não ousam sair.

Eu concordo plenamente com a forma como ela analisa a atualidade (fruto de um passado comprometedor) da formação do professor. Aliás, quem trabalha comigo sabe da minha luta para tentar demonstrar a necessidade de se modificar esse sistema formativo. Recomendo fortemente a leitura deste texto.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

YOUTUBE EDU

O Maior site de partilha de vídeo - YouTube - lançou no passado mês de Março uma nova secção dedicada às Universidades intitulado YouTubeEDU (http://www.youtube.com/edu ), respondendo ao desafio de várias Universidades que há muito partilhavam os seus vídeos no YouTube.

A adesão das universidades a esta iniciativa tem superado as expectativas e neste momento já existem 100 universidades a publicar os seus vídeos no YouTubeEDU, com um total de 20.000 vídeos e 200 cursos completo. (Fonte: http://www.oculture.com/2009/03/a_closer_look_at_youtube_edu.html)

Das universidades que já participam no YouTube, destacam-se os canais do MIT, Berkeley, Stanford, Harvard e Yale por terem mais utilizadores subscritos. O Canal do MIT já ultrapassa os 25.000 assinantes!

Há que destacar a importância desta iniciativa, que vai de encontro à necessidade das Universidades em promoverem suas actividades numa das maiores comunidades online que é o YouTube. Em vez de centralizarem seus conteúdos nos seus próprios sites, as Universidades alargam o seu raio de influência e reforçam a importância de se ir ao encontro das pessoas que todos os dias pesquisam por vídeos no YouTube, numa estimativa de 5 Biliões visto por mês! (Fonte: http://newteevee.com/2008/12/17/weekday-online-vid-watching-trumps-weekends-nielsen/#more-14291).

O Laboratório de e.Learning deseja aproveitar esta oportunidade para conhecer a opinião da comunidade do Ciência na Escola sobre as seguintes questões:

1. Utiliza vídeos educativos, presentes no Youtube, nas suas actividades educativas?

2. Concordam que a divulgação de vídeos de universidades portuguesas seria uma boa prática para consciencializar os alunos sobre a vida universitária?


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