quinta-feira, 14 de março de 2013

ALGUÉM ME DEVE RESPOSTAS

O retorno à ativa.

Parece ser um bom título para um post que encerra um período de repouso, merecido (pelo menos assim acredito) depois das peripécias desenvolvidas para terminar e defender uma tese doutoral. Estou, pois, de volta às minhas críticas.

E vou começar discutindo algo que a mim parece uma brincadeira de mau gosto que se prolonga "ad infinitun"!

Vejamos a notícia:

Professor de educação básica terá seis anos para concluir graduação

O Plenário aprovou, no último dia 12 de março, a proposta que fixa prazo de seis anos para os professores da educação básica com formação em nível médio concluírem curso de licenciatura de graduação plena. O texto aprovado é um substitutivo ao Projeto de Lei 5395/09.

Segundo o texto, o prazo de seis anos contará a partir da posse em cargo de docente na rede pública de ensino e será válido para os professores com nível médio na modalidade normal, sem curso técnico. A proposta prevê exceção à exigência de curso superior para os professores que já estejam trabalhando na rede pública, em creches, na pré-escola e nos anos iniciais do ensino fundamental na data de publicação da futura lei.

Os estados e municípios deverão adotar mecanismos para facilitar o acesso e a permanência dos professores da educação básica pública nos cursos superiores. Um dos incentivos será a concessão de bolsa de iniciação à docência.
Com informações do Jornal da Câmara.


Vamos nós:
Para muitos países, a partir de 1990 iniciou-se a "Década da Educação" com a qual conseguiram fazer milagres (veja-se o exemplo dos Tigres Asiáticos, dentre outros). O Brasil, claro, teria que ser diferente e lá fomos nós empurrando essa década, que se transformou primeiro em 15 anos, depois em duas décadas... já lá vão 23 anos e alguns bilhões de reais gastos e ainda continuamos com a mesma deficiência de qualificação entre os professores e uma educação de péssima qualidade. 

Se bem me lembro, (brincadeirinha!) a própria Lei maior da Educação, que é de 1996, já determina que nenhum professor deverá ser admitido desde que não tenha o curso superior. De 1996 a 2013 vão exatos 17 anos, já foram colocados em andamento um sem fim de programas de "capacitação docente". Depois deles ficam-me as perguntas:
Qual capacitação?
Para quantos?
Onde estão os resultados?
Quem fiscaliza a operacionalização desses cursos?
Quando, finalmente, terminaremos de encontrar professores não qualificados nas nossas escolas?
Até quando teremos que financiar programas bilionários que não levam a um término da mazela formativa dos professores?
Quando deixaremos de fazer "favores políticos" com as funções docentes e daremos emprego, via concurso e salário digno, aos milhares de professores que são graduados e estão desempregados?

Essa notícia aí acima, parece-me desastrosa e nega o texto legal em vários pontos que poderemos discutir noutra oportunidade.  

Por enquanto só posso dizer: eita educação brasileira, tens jeito não! 

 


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