quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O BURACO É MAIS EMBAIXO

Ainda não entendi a minha dificuldade para compreender o raciocÍnio do governo brasileiro quando o assunto é educação. Deve ser algum tipo de bloqueio. Tenho me debatido comigo mesmo e com a minha forma de pensar cada vez que uma notícia me dá conta que o povo espera resolver os problemas educacionais do país nivelando tudo pelo alto. Devo, sinceramente, ter algum problema de entendimento.

A aprovação na Câmara Alta da Lei 7639/10, da deputada licenciada Maria do Rosário, que regulamenta o funcionamento das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices) só vem reforçar esse meu sentimento de dificuldade. É por esse motivo que vou reprisar a minha forma de pensar esse assunto que tanta tinta faz correr, mas que ainda ninguém tentou represar.

A educação vai mal e, portanto, na condição de um corpus social necessita urgentemente de uma intervenção radical ou corremos o risco de perder "a paciente"! Nesse caso, a intervenção não pode acontecer na base da medicação paliativa. O remédio precisará ser amargo, forte e, preferencialmente, ministrado através de uma dose única pela via intravenosa. O chamado tratamento de choque!

Oferecer "educação superior" não resolve o problema maior de nossa sociedade quando analisada pelo viés educacional. O nosso maior problema, nesse específico, é o analfabetismo e esse não se combate com mais educação superior, neste instante. Talvez depois, num segundo momento, essa prática da oferta de educação superior possa ser considerada de primeira necessidade. Por agora, como diz o meu povo, "o buraco está mais abaixo"!

À educação superior só chega, em princípio, quem sabe ler e escrever (esta regra também já foi quebrada e está sendo legitimada oficialmente), mas o ápice da problema são justamente aqueles que não têm um mínimo de condições de ali chegar por falta de um conhecimento elementar, básico, que lhes permita, minimamente, entender o que se fala na educação dita superior.

Ora este é um status que interessa a uma parcela significativa da nossa população: os homens de negócios da educação. Serão eles quem irá aproveitar mais esse filão de dinheiro fácil, principalmente aquele vindo da esfera pública.  São esses a quem não interessa o rigor do tratamento, o ataque definitivo à raiz do problema educacional. A partir da aprovação dessa lei vamos ter um novo surto de "Faculdades" que oferecem formação a que eu chamo de R$1,99 (mesmo sabendo que já existe "O mundo do real"). Entendam que numa escala de custo essas de R$ 1,99 não são aquelas mais baratas, isto é, ainda pode aparecer pior.

Enquanto isso, lá no contexto onde reside o ponto nodal da questão, a educação básica, o descaso continua num crescendo e produzindo dois agentes fundamentais para a consolidação do sistema capitalista: o analfabeto (ou na melhor das hipóteses o analfabeto funcional) e o "cliente" para a educação superior de baixa qualidade, mas de fartos rendimentos/lucros para esses mesmos capitalistas que são detentores da já citada educação superior R$ 1,99.

Neste ponto do raciocínio a minha mente dá um nó e eu não consigo me livrar deste pensamento que me persegue:

A NOSSA EDUCAÇÃO VAI MAL, MUITO OBRIGADO!    

          


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LUTADORES DA SOLIDÃO

Outras tarefas têm me roubado o tempo de refletir mais aprofundadamente sobre o nosso fazer - mas essa é, justamente, uma de nossas penas ao longo do exercício de nossa profissão: mil coisas para resolver enquanto só há tempo para resolver bem poucas - mas, eis que entre as poucas que tenho oportunidade de fazer está a de dar uma passada no blogue de um amigo virtual. Nesse blogue encontrei este texto que admirei e que trago aos meus leitores para uma reflexão que se faça suficientemente profunda, na medida da compreensão de cada um.

O SOFRIMENTO DO PROFESSOR

Queria hoje escrever uma nota breve sobre o sofrimento do professor. O sofrimento de ser (quase) obrigado a trabalhar solitariamente, enfrentando sozinho um mundo de problemas pedagógicos e sociais. A dor do tempo espartilhado e da contínua mudança de espaços. O sofrimento da incerteza quanto à eficácia da sua ação profissional. A angústia de saber que os horizontes profissionais dos alunos estão cada vez mais fechados, o que retira grande parte de sentido ao trabalho escolar. A impotência face aos olhares perdidos e às súplicas silenciosas que, muitas vezes, desaguam na revolta e na transgressão.

Queria escrever uma nota para dizer o excesso de uma profissão. E o risco. E a dádiva, muitas vezes, ignorada. Escrever o entusiasmo que os cegos poderes ignoram e às vezes desprezam. Dizer também os numerosos esforços individuais, não raro destruídos pela lógica do statu quo e dos interesses instalados. A decepção e o defraudamento de expectativas. A desautorização frequente praticada pelos pais e pelos poderes públicos.

Queria hoje reclamar a instauração urgente de algumas medidas políticas que atenuassem este sofrimento. A criação de melhores condições físicas de trabalho (espaços e tempos para o trabalho em equipe, para a produção de recursos didáticos... - que já vai havendo em alguns ilhas organizacionais); a criação de equipes de especialistas pluridisciplinares de base infra-regional e inter-institucional que ajudassem as escolas e os professores a analisar e a resolver os problemas concretos que se colocam na ação educativa; a promoção e o reconhecimento da inteligência das pessoas entusiastas e dedicadas à causa da educação pública; a discriminação positiva de todos aqueles que se entregam de ‘corpo e alma’ à educação da juventude; o incentivo a uma ação cooperativa e pluridisciplinar que possa combater o modelo escolar da divisão, da fragmentação e da soma; a criação de uma administração educativa liberta das tentações burocráticas, da obsessão do controle da conformidade e que teria de sair dos gabinetes e interagir – e escutar e procurar – com aqueles que diariamente fazem a educação, as soluções possíveis para os problemas concretos.
  Estas são algumas medidas urgentes para atenuar o sofrimento dos professores (e devo, hoje, admitir, que alguns ensaios se vão fazendo). Porque a mudança, tantas vezes anunciada, tem de passar por aqui.

Palavras do Dr. José Matias Alves
  

terça-feira, 13 de novembro de 2012

QUE PAÍS É ESSE?

Uma pergunta inquietante: Que país é este em que a Justiça não usa venda, tem partido, não usa provas, usa indício, em que vemos injustiças multiplicadas no cotidiano e nos sentimos pó?

sábado, 10 de novembro de 2012

CUIDE BEM DO SEU GATO

Você que gosta de gatos (aqueles mesmo, peludos de quatro patas) deve fazer atenção ao ambiente que lhes oferece. Saiba que as plantas que você adora por sua beleza e cor podem estar afetando a saúde do bichano. Veja a seguir aquelas que são tóxicas para os seus amiguinhos:

Vamos lá cuidar bem da bixarada!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SABER LER E ESCREVER NÃO É MAIS REQUESITO PARA SER PROMOVIDO

Sem saber escrever próprio nome, aluno será aprovado em escola do AM

Segundo avô de estudante, contas de somar e subtrair ainda são desafios. Apesar da situação, garoto de nove anos apresenta boas notas no boletim.

(continue lendo)

Quantas crianças não enfrentam essa mesma realidade? Quanto "faz de conta" não existe por esse país afora?

O que se faz com tantas avaliações? 

O fraco salário dos professores é o único e suficiente ingrediente para justificar esta e outras situações?

Qual a contribuição e/ou qual o preço que estamos pagando por se ter inventado a tal da promoção automática? Vale o resultado?

É incrível como as pessoas que estão à frente da educação, neste país, têm uma visão tão curta provocada por interesses que todos nós já conhecemos. Não estará na hora dessas pessoas programarem outro golpe, que esse já conhecido, para atingirem seus fins? É curioso que "exigem" que nossas crianças sejam criativas, mas eles não conseguem sair da mesmice em que vêm remexendo à mais de cinco séculos

Que maus exemplos que vocês são, senhores e senhoras do poder!

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VERGONHA ALHEIA

Por que esse título, nesta postagem?

Para uma grande pergunta, tem que haver uma grande resposta. 

Pois bem, a vergonha é alheia porque o que eu sinto é muito mais que isso. Também aqui cabe uma explicação: não posso sentir vergonha, pois, enquanto estrangeiro não naturalizado, não voto. Logo, não tenho motivos para sentir vergonha por mim. Mas sinto-a pelo outros, por todo esse rebanho de "gado marcado" - como diz a canção - que vota nesses pilantras que agora, em pagamento ao voto que vocês lhes deram, vos voltam as costas e ficam rindo da vossa cara de abobalhados ante a tirania do ato que estão praticando.

Vergonha alheia... e não é pouca! Entendam o motivo desse ódio (é isso mesmo, essa situação gera em mim um sentimento perigoso que é o ÓDIO):

O descompromisso do Congresso Nacional com a universalização e a qualidade da educação pública revela os bastidores de uma luta de classes intensa, em que as elites nacionais continuam a ditar as regras no parlamento.

Todo o processo de discussão e votação dos royalties foi liderado pela oposição, revelando a falta de coordenação política do Governo, que foi quem propôs destinar os recursos para a educação.

Neste momento, a expectativa de cumprimento da meta 20 do PNE, que estabelece o investimento mínimo de 10% do PIB na educação, corre sério risco de não ser cumprida.

Nosso trabalho, daqui para frente, será de buscar a regulamentação desses mesmos recursos dos royalties, além de outros, no processo de instituição do Regime de Cooperação Financeira que visa dar sustentação ao Custo Aluno Qualidade (CAQ).

No próximo ano, os estados e municípios não produtores de petróleo receberão recursos extras dos royalties na ordem de R$ 8 bilhões. E a CNTE e seus sindicatos filiados cobrarão mais investimentos na educação, a começar pelo cumprimento integral da Lei do Piso do Magistério.


Será que um dia esse banditismo vai acabar?

Será que vai aparecer alguém com "aquilo roxo" para colocar um fim nessa bandalheira em que se tornou a vida de alguns políticos no país? 

Será que um dia poderemos parar para pensar seriamente no destino da nação sem que um bando de interesseiros resolva intrometer a sua colher para atrapalhar as negociações?

Ei, ei, Brasil... quanto ainda precisas crescer! Sair desse estágio infantil em que estás mergulhado - guardando todo o respeito às nossas crianças, bem entendido!
 

domingo, 4 de novembro de 2012

O GALO

É fim de semana e por isso não adianta vir com grandes papos! Um humor bem dosado faz é bem à comunidade acadêmica que vive com a cabeça enfurnada nos "books".

Então veja lá esta:

Um  velho fazendeiro  vai ao cinema e o bilheteiro pergunta:

- O que é isso no seu ombro?

- É meu galo de estimação, raça legorn.

- Lamento, senhor, mas não permitimos animais no cinema.
O fazendeiro aparentemente concorda..
Vai ao toalete e enfia o bicho na calça .
Volta, compra o ingresso, entra e senta-se ao lado de duas idosas.

Quando o filme começa, o fazendeiro abre a braguilha  para o galo respirar
e o bicho bota o pescoço pra fora, todo feliz.

Uma das idosas cochicha para a outra:

- Acho que o cara ao meu lado é um tarado.

- Por quê?
- indagou a outra.

- É que o cara botou o negócio pra fora!

- Ah, não te preocupa, na nossa idade nós já vimos de tudo.

- Eu também pensava a mesma coisa, mas o negócio tá comendo as minhas pipocas!

 

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