quinta-feira, 31 de março de 2011

QUEM É O BOM PROFESSOR?

Eu continuo a minha cruzada, na luta pela formação de um professor qualificado. Mas fica uma questão que precisa ser resolvida antes de empunhar a espada para lutar contra o dragão: Quem vem a ser esse professor? Que professor queremos formar? Para quê?  E a complexidade de pensares, de teorias e filosofias que tendem a embasar as políticas educacionais e a orientar a cabeça de cada um dos "especialistas" da educação... fica difícil! 

O estudo feito pela CNTE mostra os seguintes resultados (aos quais faço alguns comentários, em vermelho), quando procuraram saber de 10 instituições qual o conceito de BOM PROFESSOR.



Na sua opinião, o que é um bom professor? 


30-03-2011 


Na sua opinião, o que é um bom professor? É aquele que tem a capacidade de ensinar os assuntos fáceis e difíceis e de aprender com os estudantes? É o que está empenhado em lecionar cada dia melhor? Com essa pergunta, o “Todos Pela Educação” contatou dez entidades nacionais e internacionais. 

Campanha Nacional pelo Direito à Educação - Daniel Cara, coordenador-geral 

Um bom professor é um bom profissional. Educação não é (nem pode ser!) diferente de qualquer outra área. Um bom profissional precisa ser dedicado, deve se fazer presente, tem que ser compromissado, tem que ter interesse contínuo por aprimoramento e deve demonstrar força de vontade, interesse e iniciativa em buscar soluções aos problemas que surgem no seu cotidiano de trabalho. 

O problema é que o professor é um profissional que recebe muito pouco, enfrenta péssimas condições de trabalho, não possui plano de carreira e é excessivamente cobrado.  (Que tal criarem mais algumas escolas, contratarem mais professores, de tal forma que a relação fique estabelecida em 20/01" alunos/professor"?) Defendemos, essencialmente, um tratamento justo, objetivo e isonômico. 

Confederação Nacional de Pais de Alunos (Confenapa) - Iedyr Gelape Bambirra, presidente 

Um bom professor tem de gostar de criança (que tal casar e ter um montão de filhos??!), tem de gostar do estudante. Essa é a primeira coisa. Em segundo lugar, tem de ter uma boa formação: não apenas a profissional completa, mas também uma boa formação de conhecimento de leis e de princípios éticos e morais. 

Se o professor tem esses princípios, vai aplicá-los durante sua vida profissional. O que ocorre, é que, muitas vezes, não há aplicação dos princípios éticos nas escolas públicas e privadas. E há professores que não se expressam de maneira adequada com os estudantes, colocam apelidos e até ofendem os alunos. 

O professor tem de ser um agente de democratização da escola. Ainda falta acesso dos pais à escola e as famílias são impedidas de criar associações.(Opa!!! E as APM que vivem abandonadas? E os grêmios que são perseguidos por direções? E as trancas nos portões, no momento da aula e fora desse horário?!) 

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) - Heleno Araújo, secretário de Assuntos Educacionais 

O bom professor é aquele que contribui coletivamente para que a escola cumpra seu papel. Para isso, tem de ter infraestrutura e ambiente adequados para a atividade docente e para que o estudante possa buscar autonomia. A escola tem de ser equipada, ter biblioteca, quadra de esporte coberta, laboratórios, espaço para o encontro com os colegas na hora do intervalo. (Peraí?!! estamos falando de professor ou de escola?!)

Além disso, o profissional tem de ter tempo para se dedicar à comunidade escolar e, portanto, ter exclusividade com uma escola. Dentro de sua carga horária de trabalho, o professor deve ter o tempo da sala de aula, de pesquisa, de estudo, de atendimento individualizado, e deve contribuir para o fortalecimento do conselho escolar, em projetos que envolvam a comunidade. 

Para que trabalhe em uma única escola, é preciso salário decente. Também é necessária uma política de formação continuada, para que esteja preparado para enfrentar os desafios. 

Um professor, em um ambiente desse tipo, está preparado para trabalhar com o coletivo e alcançar o objetivo da escola, que é preparar o estudante para a vida. Já um estudante preparado para a vida é aquele que se relaciona com outros cidadãos, cuida do ambiente, se preocupa com a escola e com o bem comum. Ele também sabe que a solidariedade é mais importante que a competição e que pode contribuir para que a vida seja melhor. 

Conselho Nacional de Educação (CNE) - Francisco Aparecido Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica 

O bom professor é um profissional da Educação que, nos termos da atual LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), “zela pela aprendizagem dos alunos”. Ele sabe que sua missão profissional não se resume a dar aulas. Seu maior desafio está na promoção da autonomia intelectual dos alunos, que garante a prontidão para a aprendizagem permanente. 

O bom professor, como já me confidenciou um garotinho de seis anos de idade, é aquele que “presta atenção na criança”. O grande educador Paulo Freire diria que ele aprendeu que a relação entre professor e aluno é sempre a relação de duas consciências que se respeitam. Ele tem certeza de que seus alunos estão aprendendo com seu trabalho, porque ele também está aprendendo nessa relação. Professores e alunos, em comunhão, estão aprendendo a ver o mundo com perspicácia e a nele atuar. 

O bom professor tem paixão por ensinar, porque aprendeu que só poderá ser eterno naquilo que comunica e partilha solidariamente. Tem orgulho de sua profissão, defende-a com garra e a valoriza pelo seu trabalho bem feito e pela beleza dos seus resultados. Fica feliz quando os seus alunos conseguem ver, sentir, julgar e agir como cidadãos livres, solidários e eticamente responsáveis, justos e verdadeiros. O bom professor é um otimista, um sonhador, um poeta e um artista apaixonado pela sua profissão. 

Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) 

Gostaríamos de sugerir mudar a pergunta para: Como é um bom professor? E com ela, respondemos: um bom professor é orientador do seu aluno, promove a compreensão do "porquê" e "para quê" do seu esforço em aprender, conduz responsavelmente o processo de permanente autoformação (claro... ele não tem formação recebida de terceiros... só pode!), valoriza a reflexão e a capacidade de análise crítica (a partir de qual realidade?) de cada um. 

Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) - Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil 

Uma boa professora ou um bom professor tem como diretriz de sua prática a compreensão de cada menino e menina como sujeito de direitos. Entende sua prática como essencial para garantir o direito de aprender e sabe que cada criança e adolescente tem tempos e formas diversas de aprendizagem. 

Por isso, a boa professora e o bom professor têm um olhar diferenciado para cada uma das crianças. Preocupam-se com o desenvolvimento pleno de seus alunos e alunas: sua presença e ausência, sua saúde, exposição a situações de preconceito, discriminação e violência. 

A atitude é de busca contínua de crescimento: os bons professores preocupam-se com a própria formação, buscando novas oportunidades de aprendizagem e contribuindo para o estabelecimento de uma rede de troca de experiências com os demais professores e professoras da escola e da rede de ensino. Tem disposição, calma e paciência para conversar e ouvir as crianças e suas famílias, estabelecendo com elas uma relação de atenção, proximidade e confiança".(o prof ideal, na escola ideal com o aluno ideal). 

Ministério da Educação (MEC) - Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária de Educação Básica 

Um bom professor deve gostar de fato da profissão: gostar de barulho, de gente curiosa, de choro de adolescente, de administrar conflitos. Tudo isto vem junto com o ofício de professor. Também deve gostar de estudar, de ler de tudo: jornais, revistas, gibis, literatura, teoria. 

Deve ser pontual, porque deixar 30 ou 40 crianças ou adolescentes esperando não dá (por isso mesmo que o professor DEVE esperar os alunos... só na china)! Deve ser motivado com a dificuldade do seu aluno e fazer desta dificuldade, a sua motivação profissional: descobrir porque ele não aprendeu e o que pode fazer para que ele aprenda (e não vale reprovar... (Pô, meu, até aqui aparece essa chaga viva da promoção automática????!)

O bom professor tem de aprender a trabalhar coletivamente, pois o trabalho na Educação Básica é sempre em grupo. Precisa ouvir seus colegas, as críticas inclusive, sem levar para o lado pessoal. Deve gostar dos alunos, elogiar os trabalhos, conhecer a história de vida de cada um deles (sim! Por favor, troquem meu disco rígido para uma capacidade maior, pois gravar o nome dos alunos de 5 turmas diferente, de cursos diferente, que só vejo umas vez por semana... exige um equipamento de última geração e o meu HD está sobrecarregado. Agora imaginem se devo conhecer a História de Vida de cada um... vou ali na esquina dar um tiro nos “miolos” e já volto!). 

E para que ele seja um ótimo professor, precisa de condições para exercer a docência: dedicação exclusiva a uma escola, tempo para estudar, tempo para se reunir com seus colegas (sem que seja no tempo dos alunos), salário compatível com a sua formação (Caraca, meu, por isso que o prof. é um estressado.... ninguém fala em lazer! O coitado tem até que trabalhar em casa... ainda bem que não é bombeiro!). 

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) - Wagner Santana, oficial de projetos do setor de Educação da Unesco no Brasil 

Para ser professor é necessário muito mais do que vocação, uma condição importante e necessária, mas não suficiente. É importante que os professores desenvolvam competências racionais (mais um adepto de Perrenoud!) e técnicas específicas de seu ofício, que se referem à responsabilidade com o seu trabalho e ao compromisso com a aprendizagem dos estudantes. 

Há duas grandes dimensões que estão na base da identidade profissional docente, conforme mencionado na publicação “Educação de qualidade para todos: um assunto de direitos humanos", uma das referências da Unesco sobre professores. A primeira delas diz respeito a um conjunto de atividades relativas a “aprender a ensinar” e “ensinar a aprender”. É um aprendizado que requer “competências cognitivas - conhecer, manipular informação e continuar aprendendo acerca do que é próprio da disciplina - e competências pedagógicas - saber como ensinar a disciplina, como trabalhar em ambientes diversos, como gerar condições adequadas para a aprendizagem em contextos de dificuldade e com grupos heterogêneos e utilizar criativamente os recursos didáticos disponíveis”. 

A segunda dimensão refere-se ao cumprimento responsável da missão atribuída pela sociedade aos docentes: “garantir o desenvolvimento integral dos alunos por meio de aprendizagens relevantes e pertinentes para todos”. Essa dimensão pressupõe competências éticas que “habilitem o docente a cumprir com o compromisso social de garantir o desenvolvimento integral dos alunos por meio de aprendizagens relevantes e pertinentes para todos”, e competências sociais, que são aquelas que criam as condições para “satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem; adaptar-se e responder à permanente mudança do conhecimento; trabalhar em redes; promover diálogos e consensos; em suma, exercer sua responsabilidade e direito de cidadão nas decisões relacionadas com a educação, a escola e sua própria prática”. 

Além disso, é preciso destacar que, para exercer bem a profissão, o professor deve ter boas condições de trabalho, salário digno e oportunidades de aprimoramento profissional. 

Todos Pela Educação - Priscila Cruz, diretora-executiva 

Um bom professor é aquele que não deixa nenhum aluno para trás (isso significa igualdade social? Não me parece?). Os países que têm os melhores desempenhos nas avaliações internacionais são aqueles que têm baixíssima desigualdade educacional. Isso significa que não apenas a média é boa, mas a distribuição em torno dela é pequena, ou seja, não há muita diferença entre os alunos com menor e maior desempenho. Essa dimensão é muito importante, pois cada um dos alunos tem direito de aprender. E, assim, o bom professor é aquele que não desiste de nenhum aluno por maiores que sejam suas dificuldades. 

Um bom professor é aquele que sabe o conteúdo a ser ensinado e a maneira de ensiná-lo. Ter domínio do conteúdo e saber gerenciar a sala de aula, ensinar e motivar os alunos são características presentes nos bons docentes. 

O compromisso com o trabalho e com os estudantes também é fundamental. O bom professor não falta desnecessariamente, respeita os alunos, é parceiro das famílias. E, principalmente, é altamente comprometido com a aprendizagem de seus alunos, motivando-os a aprender cada vez mais.(Em troca... leva um pé na bunda!) 

União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) 

Um bom professor é aquela pessoa que detém (in)formação adequada e que desenvolve técnicas coerentes às múltiplas situações de ensino (Isto é: precisa ser uma verdadeira enciclopédia! Affe!!!!). Formação, informação e didática são premissas que compõem o perfil de um bom professor. 

Contudo, não são suficientes. É necessário, ainda, o desenvolvimento da capacidade de olhar e de agir. Saramago nos ensina: "Se puderes olhar, vê; se puderes ver, repara". Compreendemos, então, que bons professores desenvolvem cotidianamente o (re)conhecimento "do outro" com suas alegrias e dores; e são capazes de criar a pergunta que afeta e mobiliza. 

Em um mundo cada vez mais desigual o sentido de se colocar no lugar do outro, e, consequentemente, de agir, é fundamental. Dessa forma, podemos dizer que bons professores são aqueles que fazem opções políticas claras em prol de um mundo melhor, justo e solidário. Os bons professores olham, veem, reparam e agem. 

União Nacional dos Estudantes (UNE) 

Um bom professor é, acima de tudo, um professor que gosta de ensinar. É um professor que se dedica a provocar a curiosidade e a crítica em seus estudantes e que percebe a importância de seu trabalho no contexto da sociedade e do país em que ele vive. Que percebe que não é dono da razão e que seu aprendiz não é um aluno, ou seja, um "sem luz", como se fosse uma caixa vazia na qual devem ser depositados os conhecimentos. 

Deve perceber, não só sua prática docente, mas a vida de seus estudantes à luz das contradições sociais e econômicas que condicionam seu desenvolvimento como cidadãos. É aquele que reflete sobre sua didática e sua proposta pedagógica e sobre os efeitos que elas têm sobre o aprendizado dos estudantes e sobre o debate de concepções e políticas educacionais implementadas atualmente. 

E, sobretudo, é o professor que tem boas condições de trabalho, que devem ser proporcionadas, por sua vez, pelo poder público, por meio de salários dignos, planos de carreira, formação continuada e gestão democrática, responsabilizando-se, assim, não só o professor como sujeito, mas toda a sociedade pela formação de bons professores. 

É, portanto, o professor que tem consciência da importância fundamental de seu trabalho para o desenvolvimento das vidas de seus estudantes e de um país cujo povo seja mais educado, crítico e consciente de suas possibilidades e direitos. (Todos pela Educação) 



Ao final desta leitura, resta-me um ENORME questionamento: Quem vai receber todas essas ações, uma máquina de ensinar ou um ser humano, com vida social, familiar e até mesmo pessoal? 


Ou, por outras palavras: e essas ações estão direcionadas para QUAL ALUNO? 

Podemos também perguntar: Quem é o BOM ALUNO?!   

Se quisermos prolongar a agonia podemos questionar: quem vai ser o governante que vai garantir todas estas condições? 



Ou ainda: com base em quais políticas educacionais podemos pensar um professor assim?

ACREDITAR NÃO DOI!

Diante da atualidade dos fatos (mortes por dengue sendo anunciadas todos os dias) julguei por bem reproduzir e solicitar que distribuam esta ideia que me parece genial, pois, se não cumprir com o efeito prometido, acredito que não possa fazer mal a ninguém. Nesse sentido, analisem e avaliem!



Repelente barato, cheiroso e eficaz! Leiam, não é só para o mosquito da dengue.

Estou repassando, por entender tratar-se de uma solução fácil para um problema que vem se arrastando e adoecendo tantas pessoas. Se for possível, repassem.


Senhores(as), volto a insistir, com tanta chuva, está sendo impossível controlar poças d'agua e criadouros, como sabem. 

Estou fazendo um trabalho de formiguinha e está dando certo. 

Este repelente é caseiro, feito com ingredientes de grande disponibilidade, fácil de preparar em casa, de agradável aroma, econômico. 

Em contato com pessoas, tenho notado que não se protegem, estão reclamando que crianças estão cheias de picadas. 

Tenho distribuído frascos como amostra, todos estão aderindo. 

Já distribuí 500 frascos e continuo. 

Mas, sou sozinha, devido ao grande número de casos de dengue, não consigo abranger mais gente. 

Gostaria que a SUCEN sugerisse aos municípios distribuir este repelente (numa emergência) nos bairros carentes com focos da dengue, ensinando o povo para futuramente preparar e usar diariamente, como se usa sabonete, pasta de dente. 

Protegeria as pessoas e ao mesmo tempo, diminuiria a fonte de proteína do sangue humano para o aedes maturar seus ovos, atrapalhando assim, a proliferação.

Não acham que qualquer ação que venha a somar nesta luta deveria ser bem vinda? 


REPELENTE PARA MOSQUITO DA DENGUE:

FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA: 

1/2 litro de álcool;- 
1 pacote de cravo da Índia (10 gr);- 
1 vidro de óleo de nenê (100ml)

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde; 
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera). 

Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo. O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação. A comunidade toda tem de usar, como num mutirão. Não forneça sangue para o aedes aegypti! 

Ioshiko Nobukuni 

Sobrevivente da dengue hemorrágica.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A GUERRA AO PLÁGIO ESTÁ DECLARADA

Aí está um alerta para um caso grave que se vem registrando cada dia com mais frequência: o crime do plágio.

A CAPES vem a público solicitar a coibição de tais práticas em todos os níveis educacionais e de produção "científica". Vale a pena ficar atent@!




Orientações Capes - Combate ao plágio

Brasília (4/01/2011) - A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) recomenda, com base em orientações do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que as instituições de ensino públicas e privadas brasileiras adotem políticas de conscientização e informação sobre a propriedade intelectual, adotando procedimentos específicos que visem coibir a prática do plágio quando da redação de teses, monografias, artigos e outros textos por parte de alunos e outros membros de suas comunidades.

A orientação é proveniente de proposição da Comissão Nacional de Relações Institucionais e da Seccional da OAB/Ceará (n. 2010.19.07379-01) aprovada pelo referido Conselho em sessão plenária no dia 19 de outubro de 2010. O texto ressalta que as ferramentas tecnológicas da informática e o advento da internet proporcionam acesso irrestrito a muitos bancos de dados oficiais e particulares e que algumas distorções advindas desta facilidade de acesso eletrônico têm gerado preocupações no sentido da prática nociva de copiar e colar textos. “Além da prática ilegal de apropriar-se da obra de terceiros sem autorização e sem a referência devida, o procedimento nefasto infecciona a pesquisa, produzindo danos irreparáveis.”

A OAB recomenda o uso de softwares que fazem a leitura eletrônica do texto (artigo, monografia, dissertação ou tese). Em seguida, realizam rastreamento comparativo em vários sites de busca na internet e em base de dados, verificando se o autor copiou frase ou parágrafo, por exemplo, identificando a base de dados e o texto copiado. A OAB orienta ainda que, por não se tratar de programa absoluto, procedimentos internos nas instituições acadêmicas devem ser adotados para aferir se houve ou não plágio. 

Um deles, citado como necessário, é que as instituições criem comissão que avalie os resultados obtidos pelo software de forma objetiva, aferindo o grau de gravidade no caso dos textos copiados.

A Capes concorda com as orientações da Ordem dos Advogados do Brasil e reforça a necessidade de combate ao plágio onde quer que este se manifeste.

A íntegra do documento aprovado pelo Conselho está disponível na internet no seguinte endereço:

http://www.oab.org.br/combateplagio/CombatePlagio.pdf


Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES SBN Quadra 02 bloco L, Lote 06. CEP. 70.040-020. Brasília (DF) - Caixa Postal 250

www.capes.gov.br

e-mail: imprensa@capes.gov.br

GOD SAVE THE QUENN

Há situações que, se apenas faladas, fica difícil de acreditar. Mas vejam este exemplo de longevidade... e acreditem se quiserem.

God save the queen

Difícil de acreditar que ela é rainha por todo esse tempo.

Barack Obama


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George W. Bush
 
Bill Clinton
 
George H. W. Bush

Ronald Reagan

Jimmy Carter
 
Gerald Ford
 
 
Richard Nixon

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John Kennedy

Dwight Eisenhower

Harry Truman

terça-feira, 29 de março de 2011

AINDA SOBRE A BÍBLIA...

Pesquisando as páginas da NET encontrei esta entrevista que poderá ajudar a entender melhor o post sobre a Bíblia publicado aí mais abaixo.

Desde já o meu agradecimento ao site http://ceticismo.net

Vejam:




O americano Bart Ehrman cresceu em uma família religiosa e, quando adolescente, havia se tornado um evangélico fervoroso. O interesse pela Bíblia e por sua história o acompanhou a vida toda e hoje, após 35 anos de estudo, diz ter abandonado o Cristianismo por não acreditar que Deus poderia estar no “comando de um mundo cheio de dor e sofrimento”.
Professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Ehrman já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times. Agora, em Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre, Ehrman tenta revelar as contradições da Bíblia, que provam, segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus.
De um tempo para cá temos visto um crescimento do número de títulos com críticas às religiões. O que está motivando os leitores?
Bart Ehrman – Há uma reação contra a direita conservadora do mundo religioso. Aqui nos Estados Unidos há vários líderes desse tipo que tiveram muita atenção da mídia por muito tempo, e as pessoas que estão do lado esquerdo deste espectro começaram a se incomodar. Muitos desses livros escritos por essas pessoas chamadas de “neo-ateístas” são uma representação deste movimento.

Alguns dos principais representantes do “neo-ateísmo” são Sam Harris e Richard Dawkins. Em um artigo recente da revista Time, o senhor reconheceu que compartilha leitores com eles. Mas o senhor se considera parte deste movimento?
Bart Ehrman – Não me considero um ateu e não acho que estou fazendo a mesma coisa que esses autores. Eles têm feito coisas boas, mas estão atacando a religião sem conhecer muito. Quando eu escrevo, faço isso como alguém que já esteve profundamente envolvido com a Cristandade, mas que agora a rejeitou. Por isso, a minha perspectiva é completamente diferente.

O que fez o senhor passar de um fiel cristão a um “agnóstico feliz”?
Bart Ehrman – Fui criado na Igreja Protestante e fui um cristão muito ativo por vários anos. Mas eu deixei a cristandade não por conta dos meus estudos históricos sobre a Bíblia, mas por não conseguir mais acreditar que poderia haver um deus no comando deste mundo cheio de dor e sofrimento.

Qual é o motivo de o livro se chamar Jesus, Interrupted [em tradução livre: Jesus, interrompido] ? Quando e como ele foi interrompido?
Bart Ehrman – O título significa que há inúmeras vozes diferentes falando no Novo Testamento. São autores diferentes, que possuem pontos de vista diferentes e que, muitas vezes, são conflitantes. Com tantas vozes assim falando no mesmo livro, muitas vezes é impossível escutar a voz do Jesus histórico, porque ele foi interrompido por outras pessoas.

E é possível definir qual é a maior contradição da Bíblia?
Bart Ehrman – São muitas discrepâncias, mas é possível destacar duas. O apóstolo Paulo, por exemplo, acha que a pessoa chega a Deus apenas pela fé, e não pelo que faz. No capítulo 24 de Mateus, no entanto, nós lemos que boas ações levam ao reino dos céus. Essas duas visões são excludentes em um assunto determinante, que é a salvação. Também há visões diferentes sobre quem era Jesus. No evangelho de João, Jesus é Deus, mas nos textos atribuídos a Marcos, Mateus e Lucas não há nada sobre isso. No evangelho de Mateus fica claro que ele acredita que Jesus é um ser humano, e que é o Messias. A Igreja acabou juntando essas duas visões, de que ele é humano e divino, e criou um conceito que não está escrito nem em João e nem em Mateus.

O senhor acha que essas discrepâncias fazem da Bíblia uma história falsa?
Bart Ehrman – Eu diria que os diferentes autores da Bíblia tem versões diferentes da história e por isso é errado tentar fazer com que eles digam a mesma coisa. Há muitos erros na Bíblia e, mais importante que isso, há diferentes pontos de vista teológicos e isso precisa ser reconhecido.

Desde quando a Bíblia começou a ser questionada? De que maneira isso enfraquece a Cristandade?
Bart Ehrman – As pessoas só começaram a notar essas diferenças na época do Iluminismo, no século XVIII. Antes disso, os estudioso da Bíblia eram teologicamente comprometidos com ela e não imaginavam que poderia haver erros. Essas descobertas são problemáticas especialmente para quem acredita que a Bíblia foi entregue a nós diretamente por Deus. Se isso ocorreu, por que não temos a Bíblia original? Por que temos apenas manuscritos escritos mais tarde e que não são iguais? Essas diferenças mostram que não existe um livro com inspiração divina que foi entregue a nós.

E como isso afeta especificamente a Igreja Católica?
Bart Ehrman – Existem estudiosos na Igreja Católica que concordam com quase tudo o que está escrito em Jesus, Interrupted. Mas na tradição católica a fé nunca foi sobre a Bíblia, mas sobre os ensinamentos da Igreja e sobre acreditar que Jesus é o filho de Deus. E isso não muda se a pessoa perceber ou não os erros da Bíblia. É bem diferente do fundamentalismo cristão que é tão poderoso onde eu vivo, no sul dos Estados Unidos. Aqui as pessoas acham que você só poder ser cristão se acreditar totalmente na Bíblia.

Alguns críticos do seu trabalho, especialmente o líder evangélico James White, dizem que você quer destruir a fé cristã. O que você acha disso?
Bart Ehrman – Estou tentando destruir o tipo de fé cristã de James White! (risos). Mas na verdade nada que eu faça pode destruir o Cristianismo. O problema é que há um certo tipo de fé cristã que diz que a Bíblia não tem erros e é infalível, e eu não concordo com isso. Eu não sou o único que pensa assim. As opiniões que estão descritas no meu livro são as mesmas da maioria dos estudiosos da Bíblia há muitas e muitas décadas, mas eles não costumam falar disso em público. Meu livro apenas pega o que os estudiosos dizem há muito tempo e torna disponível para os leitores normais.

Você recebeu muitas críticas de leitores por conta do livro?
Bart Ehrman – Recebi e-mails de pessoas bravas e sei que na internet há muita gente contrariada. Dizem que quero destruir sua fé, que sou o anti-Cristo. Mas a maior parte dos que escreve ficou grata pelo livro e feliz por eu ter dito essas coisas, já que suspeitavam desses erros, mas não tinham base teológica para questionar a Bíblia.

Entrevista publicada na revista Época

segunda-feira, 28 de março de 2011

FAÇA O BEM... NÃO OLHE A QUEM!


03 coisas que você talvez nunca soube sobre seu celular. 
Será útil manter essas informações com você. 
Existem algumas coisas que podem ser feitas em caso de emergência. 
Seu celular é uma ferramenta que pode salvar sua vida. 
Veja o que ele pode fazer por você: 

Utilidade I 
O número universal de emergência para celular é  112 
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque  112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número  112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente! 

Utilidade II  *3370# 
Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, 
pressione as teclas:*3370# 

Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.

Utilidade III
De preferência nunca atenda o telefone celular quando este estiver carregando (ligado na tomada), pois existe o perigo de sofrer uma descarga elétrica e isso pode ser fatal.

Divulgue estas pequenas regras, você poderá estar salvando vidas e ajudando outras pessoas em tempos de aflição!

domingo, 27 de março de 2011

SOBRE A BÍBLIA - ISTO VAI DAR UMA BELA DISCUSSÃO

Nas minhas aulas de Fundamentos Históricos da Educação, quando abordo a educação na Roma Antiga e tenho que falar sobre as transformações sociais que se vão sucedendo até ao aparecimento do monoteísmo a discussão recai, quase obrigatoriamente na questão religiosa, no nascimento de Jesus e outras discussões relacionadas a esse tema religioso. 

Como eu tenho hábito exigir dos alun@s uma reflexão sobre o assunto, costumo questionar, como forma de provocação: "quem escreveu a Bíbia?". Invariavelmente a resposta é: "foi Deus"! Hoje, sem querer, esbarro num blog que apresenta um post que vou começar a utilizar (após criterioso exame) para auxiliar nas reflexões. Entretanto, gostaria de submeter ao vosso apreço o texto em questão para colher de vocês alguma opinião que me auxilie a tomara a decisão mais acertada.


Antes de colocar o texto quero aqui agradecer ao Seu Luiz André do http://seuluiz.blogspot.com/2011/03/biblia-foi-forjada.html de quem o tomo emprestado.


A Bíblia foi forjada?




Partes da Bíblia foram escritas por pessoas que mentiram sobre sua identidade, é o que afirma o escritor Bart Ehrman. Segundo ele muitos dos livros do Novo Testamento foram forjados por pessoas que fingiram ser os apóstolos Pedro, Paulo ou Tiago. Professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Ehrman já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times.
Ele também escreve no blog Huffington Post. Agora, em Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre, Ehrman tenta revelar as contradições da Bíblia, que provam, segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus.

Em seu novo livro, Porque os autores da Bíblia não são o que pensamos que são, o professor Ehrman afirma que a segunda Epístola de Pedro  foi forjada. "Alguém escreveu se passando por Pedro", escreve ele. Muitos estudiosos pensam que seis das 13 cartas supostamente escritas por Paulo foram realmente de autoria de alguém se passando por ele, afirma o professor Ehrman.
O Professor Ehrman afirma também que o autor do livro de Timóteo 1, que dizia ser
biblia
de Paulo, mas que na realidade foi escrito por alguém, depois que Paulo já havia morrido. O autor teria usado o nome do apóstolo para resolver um problema que ele viu na igreja, segundo o professor Ehrman. "As mulheres exercendo autoridade sobre os homens. Isso tinha que parar ", escreve ele.



“O autor disse que as mulheres devem ser silenciosas e submissas, e lembrou a seus leitores sobre o que aconteceu pela primeira vez quando uma mulher foi autorizada a exercer autoridade sobre o homem, no incidente do jardim do Éden.

"Não, o autor argumentou, se as mulheres queriam ser salvas, elas devem se limitar a ter bebês (Tm. 1 2:11-15). "E por que isso importa? Como a passagem é usada ainda hoje pelos líderes da igreja para oprimir e silenciar as mulheres ", escreve o professor Ehrman.

'Por que não existem mulheres padres na Igreja Católica? Por que as mulheres não têm permissão para pregar em igrejas conservadoras? Por que existem igrejas hoje que não permitem nem mesmo que as mulheres falem? "Em grande parte, é porque alegadamente Paulo ensinou que as mulheres tinham de ser silenciosa, submissa e procriadoras. Só que a pessoa que ensinou isso não era Paulo, mas alguém que se passou por ele para iludir seus leitores”.

"Parece que alguns dos escritores do Novo Testamento, como os autores de Pedro 2, Timóteo 1 e Efésios, sentiram-se perfeitamente justificados em mentir, a fim de dizer a verdade", escreve ele.

"Mas hoje podemos pelo menos, avaliar e perceber o quão humano e falível, eles eram".

Fonte: Daily Mail 

O MUNDO ÀS AVESSAS!

É... enquanto isso há quem reclame da violência nas periferias das cidades grandes!

Mas não se lembram que preferem cuidar de animais em detrimento das crianças (mesmo que sejam as delas, se bem que quem vive em tais luxos não precisa de creche, tem "baby sister" para cuidar dos filhos!).

Os valores estão mesmo invertidos! Talvez por isso se diga tão frequentemente: "Quanto mais conheço os homens, mais adoro os cachorros", mas convenhamos...!!!

27/03/2011 - 08h06

Prédio exclui área de crianças e cria creche para cachorros

HOJE É FESTA!

Então, é assim! Hoje completo mais um ciclo. 

Que rufem os tambores, que soem os clarins, que estalem bem alto os fogos de artifício, pois estou completando sessenta e duas bonitas primaveras.

Aqui, na minha cidade (naquela que me acolheu, deveria dizer), até os céus já fizeram a festa: ao romper da aurora portentosos trovões ribombaram em minha homenagem. Os relâmpagos eram quais magistrais fogos a iluminar a escuridão já acinzentada do dia que quer nascer e tudo isso porque hoje é o dia do meu aniversário.

Por tudo isso, pela bela família que tenho, pela saúde que gozo, pela estabilidade social de que desfruto, por todas as conquistas que tenho alcançado... Obrigado meu Deus! Obrigado por eu ter tido a capacidade de gerir a vida que Me deste para que eu usufruísse.

Quem tem medo de envelhecer? Nem sei por que, mas hoje amanheci me questionando e só consigo encontrar uma resposta: acredito que tem medo de envelhecer aquele que deixou de fazer alguma coisa que teve real oportunidade de fazer e negligenciou essa oportunidade. Por isso a pensar como os meus conterrâneos, diria: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena" (Fernando Pessoa) e para complementar esse pensar a respeito de quem tem medo de envelhecer deixo um poema de João de Deus que aprendi ainda novinho e que sigo à risca. Se, como ele, eu tivesse um conselho a lhe dar, diria: não queira viver amarrad@ no passado, o presente é este, aqui e agora, no qual se prepara o dia de amanhã a que chamamos de futuro. Viva-o, portanto, intensamente!

Poemas de JOÃO DE DEUS
      Dia de Anos
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse…
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse
Que fez  a mesma tolice
Aqui o ano passado…
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal; porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!


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