sexta-feira, 29 de julho de 2011

EDUCAÇÃO... DE QUAL MUNDO?

Quando se fala em educação brasileira, uma das primeiras imagens que nos é projetada na mente é a falta de qualidade. Logo a seguir se critica à falta de apoio dos pais ao processo educacional de seus filhos. Pode ser verdade, não venho aqui contestar esse fato, quero apenas refletir um pouco o conteúde de uma mensagem que acabo de receber via e-mail.

Vejamos, inicialmente essa mensagem:

Muitas crianças entram para a escola sem saber o próprio nome porque quase não falam com seus pais em casa. Essa é a conclusão do político britânico Frank Field, do Partido Trabalhista, sobre os efeitos sobre a má criação por parte dos pais na Inglaterra, segundo informações do jornal Daily Mail

Membro de uma coalização do governo que combate a pobreza, Field disse que muitas crianças não sabem seu nome quando atingem cinco anos, enquanto especialistas acreditam que metade dos jovens que chegam à escola tem baixa capacidade de comunicação. Algumas crianças não sabem o que fazer com um lápis, que não seja atirar em alguém, disse o congressista. 

As declarações do político britânico teriam sido apoiadas por diversos especialistas, que acrescentam que algumas crianças não têm nem mesmo a consciência que possuem um nome. Field, que conduziu um estudo sobre a pobreza no Reino Unido, afirmou que crianças que começam atrás nunca conseguem acompanhar e chegar ao mesmo nível dos colegas. 

A culpa da situação, de acordo com o político, seria a baixa aspiração dos pais que se encontram em situação de pobreza, onde ninguém na família tenha trabalhado por gerações. Esses pais não se preocupam em brincar, conversar ou ler para seus filhos. Especialistas em educação também culpam a internet, o que eles afirmam ter contribuído para a falha de comunicação em muitos lares. 

Segundo o Daily Mail, essa tendência é confirmada por números do governo, que mostram que quase 20% das crianças de cinco anos - mais de 100 mil -, não demonstram o nível esperado de fala para a idade. Um estudo recente mostrou que uma pobre criação por parte dos pais deixa metade das crianças despreparadas para a escola.

Primeiro mundo! É de um país de primeiro mundo que a notícia reza. A ser assim, tal como o jornal veicula, a falta de apoio familiar não é chaga que corrói apenas a realidade dos ditos países em desenvolvimento, trata-se, na verdade, de um câncer dos mais perigosos que o capitalismo trouxe para as nossas sociedades. É uma daquelas pestes que dizimam milhares, milhões de criaturas sem que haja uma perspectiva imediata de controle, ou, melhor de erradicação. Ousaria dizer que o feitiço se volta contra o feitiçeiro. 

Esta notícia, em todo caso, não pode ser transformada em escudo protetor para a inércia ou falta de tomada de atitudes que visem melhorar o nosso sistema educacional. Afinal, pelo que parece, ser "do primeiro mundo" não é, pelo menos neste aspecto, melhor que ser de qualquer outro mundo. É urgente assumir postura que libere as populações do estigma do analfabetismo.

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