quarta-feira, 6 de julho de 2011

AS PÓS NO BRASIL E ARREDORES

Todo o estudante brasileiro sabe que a sua vida não será nada fácil se desejar prosseguir nos estudos. Atingir a universidade é um martírio, já que pelas últimas estatísticas que li em algum lugar, apenas 4% lá conseguem chegar.

Depois da graduação o sacrifício redobra com o calvário das PÓS. Começa na Especialização e estende-se até ao Pós-Doc. Quem tem que participar dessas seleções chega a afirmar, como escutei um dia desses,  que no Brasil a Pós-Graduação parece mais uma palhaçada, é preciso ir para o exterior para se qualificar. Bem, eu não vou emitir opinião, pois sou um pouco suspeito para isso, mas não posso omitir aquilo que escuto.

A esse respeito, vejamos o que nos diz quem "pode", quem está no poder para resolver esse problema:

Educação discute diplomas de cursos de pós-graduação feitos no exterior

Agência Câmara


A Comissão de Educação e Cultura discutirá nesta quinta-feira (7/7) o reconhecimento dos diplomas dos brasileiros que fizeram pós-graduação no exterior.

“Levando em consideração a falta de oferta de vagas para mestrado e doutorado nas instituições de ensino superior do Brasil, muitos pesquisadores têm procurado Instituições Estrangeiras no intuito de contemplar suas tentativas pela busca do conhecimento científico”, disse o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que propôs o debate.

“Não bastante esta ser uma tarefa árdua, após a conclusão do curso, as instituições de ensino superior brasileiras dificultam o reconhecimento dos diplomas expedidos pelas instituições estrangeiras”, acrescentou.

Como exemplo, ele disse que as instituições brasileiras não respeitam o Tratado de Paz e Amizade entre Brasil e Portugal, firmado em 2000 e ainda não regulamentado.

O deputado observou também que os alunos, ao fazer valer o direito de reconhecimento dos diplomas estrangeiros, têm problemas com a lentidão e, em alguns casos, com o alto custo dos processos, além da falta de normas sobre o reconhecimento.

Foram convidados para a audiência:
- o representante da Secretaria de Educação Superior do MEC Luiz Cláudio Costa;
- o representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira Brasil;
- o representante do Conselho Nacional de Educação (CNE) Antônio Carlos Caruso Ronca;
- o presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees), Vicente Celestino de França;
- o representante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa Antônio Montenegro Fiúza.

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