quarta-feira, 28 de abril de 2010

VII COLÓQUIO INTERNACIONAL PAULO FREIRE

VII COLÓQUIO INTERNACIONAL PAULO FREIRE
TEMA: PAULO FREIRE: CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO E CULTURA POPULAR
LOCAL – CAMPUS DA UFPE
DATA – 16 A 19 DE SETEMBRO DE 2010
Iniciadas as inscrições para o VII Colóquio Internacional Paulo Freire. Comemorativo dos 50 anos do Movimento de Cultura Popular do Recife - MCP, o evento contará com a participação de vários protagonistas do MCP, espaço onde Paulo Freire foi um dos expoentes, teceu e realizou muitas de suas revolucionárias idéias. Professores, educadores populares, profissionais de diversas áreas do conhecimento provenientes do Brasil e de diversas partes do mundo estão presentes.  No VII Colóquio os participantes podem inscrever trabalhos em Mesas Redondas, Comunicações Orais e participar dos Círculos de Cultura. O participante, ao inscrever seu trabalho deverá escolher um dos eixos:

(1) Educação e Cultura
(2) Educação Popular e Movimentos Sociais
(3) Educação de Jovens e Adultos
(4) Trabalho e Identidade Social
(5) Sustentabilidade do Meio Ambiente
(6) Direitos Humanos e Cultura da Paz 

Para os que pretendem participar com trabalhos, o prazo para apresentação do resumo é até 30 de maio de 2010. Sendo aprovado pela Comissão Científica, o autor deverá apresentar texto completo de 8 a 12  laudas, até 30 de julho de 2010. Tudo conforme as orientações para inscrição contidas no site  www.paulofreire.org.br/coloquio/ FAÇA SUA INSCRIÇAO. PAULO FREIRE ESTÁ VIVO ENTRE NÓS!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

BOAS NOVAS NA EDUCAÇÃO

De acordo com o Portal do MEC:

A obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos de idade será debatida durante a 11ª reunião do Grupo de Trabalho das Grandes Cidades, que ocorrerá de 26 a 28 de abril, em Florianópolis. O evento reunirá gestores das 27 capitais e de municípios com mais de 150 mil habitantes, totalizando 174 cidades.

Atualmente, apenas a matrícula no ensino fundamental é obrigatória. Com a aprovação da Emenda Constitucional 59, que também estabelece o fim gradual da desvinculação das Receitas da União (DRU), os sistemas de ensino oferecerão vagas, obrigatoriamente, a partir da educação infantil (quatro a cinco anos) até o ensino médio (15 a 17 anos). Estados e municípios têm prazo até 2016 para implementar a medida.

Dirigentes da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação apresentarão os aspectos fundamentais da orientação aos sistemas de ensino sobre a educação básica obrigatória dos quatro aos 17 anos. Segundo a coordenadora de articulação transversal da SEB, Clélia Mara dos Santos, as cidades que participam do grupo de trabalho concentram 40% das matrículas na educação básica, principalmente nas duas primeiras etapas desse ciclo: educação infantil e ensino fundamental.

As orientações curriculares para a educação infantil, o ensino fundamental de nove anos, a educação de jovens e adultos, o programa Mais Educação, a Olimpíada de Língua Portuguesa e o Plano de Ações Articuladas (PAR) serão temas das demais palestras da reunião.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15348:gestores-das-grandes-cidades-debaterao-ampliacao-do-ensino&catid=211&Itemid=86

PENSE NISSO...!

Você sabia que hoje é o Dia Internacional do Livro?

Isso me faz lembrar uma pergunta interessante: qual foi o último livro que você leu integralmente?

Boa pergunta esta, não é verdade?

CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA

De 7 a 11 de setembro de 2010 a Sociedade Espanhola de Pedagogia promoverá, em parceria com a Secretaria de Educação do Governo do México, o IV Congresso Iberoamericano de Pedagogia.
O objetivo do Congresso é potencializar o intercâmbio de reflexões, ideias e experiências educativas entre os membros da comunidade educativa iberoamericana. O que se pretende é estimular a investigação pedagógica e difundir seus resultados, facilitar a aplicação prática dos resultados, promover intercâmbios entre pesquisadores e contribuir com a formação contínua dos profissionais da educação.
O público-alvo é formado por professores e investigadores pedagógicos, assim como por educadores preocupados com a melhoria da educação em todos os seus aspectos e perspectivas. O Congresso pretende ser a oportunidade de troca de experiências, comparação de práticas e posturas que favoreçam a melhora das práticas cotidianas.
Ao todo, serão seis áreas temáticas: Melhores escolas para o futuro; Preparando os educadores do futuro; A escola e o encontro da tecnologia; Duzentos anos de educação; O futuro dos sistemas educativos; e A educação ao longo da vida.
As inscrições são feitar por meio do site www.congresopedagogia2010.com.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ESPECIALISTAS DISCUTEM... O QUE NÃO CONHECEM!

Fico muito preocupado quando escuto/leio que "um grupo de especialistas" está reunido para discutir os problemas da educação brasileira.

Que tal chamarem quem padece esses problemas: os professores?!
Especialistas são burocratas, na sua maioria, que nunca pisaram no chão gasto (quando existe!) de uma escola pública. Como conseguem discutir o que não conhecem?

Preocupado... fico muito preocupado!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ESCOLA: O MELHOR LUGAR PARA FORMAR O PROFESSOR

 A descoberta do texto a seguir parece-me uma felicidade. Tenho afirmado por várias ocasiões que não acredito na formação do professor apenas nos bancos de uma academia, algo como aquelas máquinas automáticas de distribuição de refrigerantes: coloque uma moeda, receba o produto e, se for o caso, retire o seu troco.

Então, é assim que vimos "formando" os nossos professores: colocamos uma quantidade suficiente de pessoas a formar na sala aula (a quantidade tem que prever os possíveis abandonos, os defeitos de fabricação de algumas "peças" e, até mesmo, prever a não adequação ao preparo); em seguida injetamos (quantas vezes via inculcação!) uma overdose de teorias e misturamos até dar ponto; juntamos a essa mistura porções de ideologias "a gosto"; continuamos a misturar; para dar um sabor especial, não podemos esquecer um buqué de incentivo e umas pitadas falsa realidade. Comece a cozinhar em fogo brando, pois o tempo ideal de cozimento é longo, algo em torno dos quatro anos. Vá provando para ver se o sabor está agradando. Não esqueça de colocar pequenas doses de pesquisa de IC para não encarecer o produto final! Depois de todo esse preparo, exponha o produto em seminários, congressos e semanas científicas - recomenda-se que o número de exposições seja elevado para mostrar ao mundo o que estamos realizando. Para decorar e servir, não esqueça de uma pequena dose de estágio.

E fica pronto o nosso professor!

Por isso que eu digo da felicidade de encontrar o texto que se segue.

Fernando José de Almeida

Muitos são os fatores responsáveis pelo surgimento de um verdadeiro mestre, mas um é o mais importante: o aluno. Antes do contato com ele, podemos ser estudantes, intelectuais, conhecedores de conteúdos, pesquisadores etc., mas ainda não somos professores. É ele que desperta em nós o desejo de ensinar - e não apenas nossos sonhos, títulos, concursos ou projetos.

Eu sempre percebo - e cada um de vocês certamente também - que os estudantes nos fazem melhores quando saímos de uma sala com a sensação de que construímos uma boa aula juntos. Algumas vezes, deixamos uma classe com a certeza de que tudo correu bem e em outra temos a impressão de que nada funcionou, mesmo tendo dado - praticamente - a mesma aula. Por quê? Porque é a turma que está ali na nossa frente que nos constrói. O aluno nos desloca e provoca ao colocar desafios que nenhum professor nos trouxe na faculdade nem na pós-graduação. Depois do contato com jovens questionadores, sentimos que somos melhores do que após enfrentar grupos sonolentos, indiferentes ou cínicos em relação ao nosso trabalho. 


Íntegra do texto aqui

DISCUTINDO TEORIAS EDUCACIONAIS

Este texto é, na verdade, uma discussão que gostaria de travar pessoalmente com a autora da base (aquela que aparece em preto). A minha contribuição para a discussão dá-se por dois motivos principais: o primeiro é aquele que me faz andar cansado, preocupado, reflexivo e, por vezes, até cabisbaixo - o porquê de, em educação, se construirem tantas e tão variadas teoridas que não são praticadas e apenas servem para os seus criadores escreverem artigos/livros e com isso massagearem o próprio ego. O segundo é talvez uma decorrência do final do primeiro, inicialmente, e, em seguida, uma determinada reação à forma pouco reflexiva com que a autora apresenta as suas ideias.

Não cabe aqui, da minha parte, nenhum tipo de reprimenda ou reprovação à pessoa e muito menos alguma tentativa de desqualificação do artigo, por quanto não faz parte da minha natureza agir dessa forma e, também, por questões éticas. No entanto, não me privo do debate de ideias e é isso que busco fazer.

Apenas esclarecendo: em preto o texto da autora, em vermelho (poderia ser qualquer outra cor, trata-se apenas de uma busca pela melhor visualição) as considerações que faço a respeito.


Por que a escola brasileira precisa da Aprendizagem Sistêmica?

Aline Tosini Consultora de educação da Vitae Futurekids

http://www.nota10.com.br/artigo-detalhe/1412_Por-que-a-escola-brasileira-precisa-da-Aprendizagem-Sistemica-

Aline Tosini Coordenadora e Consultora em Língua Inglesa do Planeta Educação; pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV e graduada em Letras pela Universidade do Vale do Paraíba.


O sistema educacional brasileiro e mundial passa por quatro crises distintas que, a cada dia, tornam-se mais intensas. Tais crises se devem ao fato do próprio cenário mundial no qual nos encontramos nos dias atuais: globalização, crescente urbanização, migrações, diferenças culturais – mais, e, principalmente, num país como o Brasil, onde a maior parte de sua população é formada por grupos miscigenados -, além das novas tecnologias de informação.

Pequena demonstração de um embasamento no senso comum. Tudo, agora, gira em torno das TIC’s! No meu tempo, sem saudosismos, não existiam essas tais de TIC’s e nós aprendíamos. Qual era o segredo? Será que eu preciso ser um ás em TIC’s para aprender,ou preciso aprender para ser um ás nas TIC’s?

Porém, de que forma estes fatores afetam a educação no Brasil e no mundo? Como o próprio cenário mundial interfere de maneira muitas vezes negativa no cenário educacional?

Estas questões demonstram um pouco de ingenuidade, pois trata-se assunto por demais debatido.Portanto, são perguntas que o próprio senso comum responde de olhos fechados!

De acordo com o Relatório da Pesquisa sobre o Sucesso e Fracasso Escolar no Ensino Fundamental desenvolvido pela UNESCO/Brasil, com apoio do Ministério da Educação e Cultura e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, é possível observar que, há pelo menos 60 anos, pouco tem sido feito para mudar o quadro de altas taxas de reprovação e evasão escolar.

Posso até concordar se o objetivo for mostrar que não foram adotadas medidas capazes de eliminar a evasão e a repetência de uma forma mais próxima daquilo que a realidade educacional deveria mostrar. Embora não concorde com as práticas desenvolvidas nos dias atuais para alcançar esse fim, não se pode esquecer da “promoção automática”, que nada mais é que uma forma de mascarar os tristes dados estatísticos que a nossa educação apresenta. Isto é, se a máscara cair teremos na nossa frente a realidade da educação no Brasil que, aliás, só desconhece quem quer ser cego.

Logo, se tal perspectiva se mantém por tanto tempo, precisamos contextualizá-la historicamente a fim de abolirmos a ideia de que estas problemáticas são naturais e, assim, não devem ser questionadas. Muito além do processo pedagógico, o fracasso escolar está em raízes econômicas e políticas constituídas ao longo da história de cada aluno, e suas razões precisam ser explícitas.

Não basta apenas contextualizá-la; todos já temos noção exata do estrago que aí está colocado. O que urge fazer é arregassar as mangas da camisa e praticar ações afirmativas que visem elevar o patamar em que se encontra a nossa educação. Não basta que se estabeleçam políticas e se dê dinheiro a alguém para termos os problemas educacionais resolvidos. É preciso, antes de mais nada, que se criem condições reais de formação, de trabalho e de salário para os professores, para que as políticas possam ser executadas. As políticas que precisam ser estabelecidas deverão ser muito mais de cunho social,pois no setor educativo já temos políticas de sobra. Basta juntá-las e do molho fazer uma política educacional de Estado, voltada ao futuro, não aqueles remédios paliativos que servemapenas para enganar trouxas. De que adianta falar em TIC's se em boa parte das "escolas" não há sequer energia elétrica? Que resultados serão obtidos quando se tem 10 computadores para uma escola de 1000 alunos? Quem vai manusear esses computadores? Quem vai pagar a conta da Internet? Que continuidade dará o aluno a algum aprendizado através das TIC'S, se , a bem da verdade, em casa ele não tem sequer o que comer? A quem queremos enganar? Precisamos usar aquela máxima de Paulo Freire: "De pé no chão também se aprende a ler". 


As Quatro Crises

Fracasso Escolar
O desempenho dos alunos brasileiros está decrescente comparado ao de outros países.

Racismo
A descriminação cria uma barreira impedindo a harmonia e a justiça.

Desigualdade Social
Desequilíbrio do desenvolvimento acadêmico entre alunos de diferentes raças e classes socioeconômicas.

Habilidades Sociais
Os alunos estão carentes das virtudes essenciais do caráter e de habilidades socioemocionais.

Por que será mesmo que o desempenho do aluno brasileiro está decrescente? Será que o racismo só existe nos tempos atuais? E a desigualdade social, é algo novo? Por fim, a carência de virtudes é algo adquirido na família, na escola e na vida. A família do nosso aluno nem sempre está estruturada, em todos os aspectos, para complementar a ação da escola. Por sua vez, a escola, nem sempre está preparada para oferecer o melhor ao aluno. Por fim, a relação escola/sociedade não é sempre e em todos os lugares uma relação harmoniosa. Assim, como como conviver com essa realidade? A escola prega uma teoria que para grande parte dos alunos não passa de utopia, de algo inatingível no meio social em que ele vive. A escola não lhe coloca na boca o pão que saciará a sua fome; não lhe proporciona os desafios que eles querem vivenciar; não faz aumentar a adrenalina que o risco, a ousadia lhe proporciona; a escola é chata!

As mudanças da sociedade moderna e a transformação da família, juntas configuram o aluno com um perfil que se difere de gerações passadas. Este perfil, por sua vez, é pautado pela realidade das quatro crises apresentadas acima.

Na verdade, de estranhar seria se a sociedade e a família mudassem e o nosso aluno mantivesse o perfil dos séculos passados! O aluno, a criança o jovem mudam de perfil com as transformações sociais que vão acontecendo ao longo dos tempos históricos, é fato! Mas precisamos no colocar a seguinte questão: e a escola, tem mudado de perfil, ou continua a mesmo dos a idade medieval? Não são as "novas metodologias" que vai transformar a nossa escola. A escola precisa trocar de identidade, trocar de cara, deixar de ser reprodutora para ser construtora de conhecimento.

Envolver e motivar o aluno do século 21 - dinâmico e carente de habilidades sociais devido às transformações da sociedade atual e do perfil da família moderna - envolve não somente a atualização da prática pedagógica e a formação do professor, mas também a escolha assertiva da metodologia a ser aplicada na sala de aula.

Pelo menos em parte concordo com a análise, mas só em parte, ali onde fala da formação do professor. Já no que diz respeito à “escolha assertiva”... desde logo eu prefiro a “escolha acertada”, para em seguida questionar: não será esse “mar imenso de metodologias” que vão criando a esmo e por atacado, quem está dificultando o progresso do processo educacional? Quantas metodologias o aluno é obrigado a enfrentar? Será que todos os professores de uma mesma escola aplicam a mesma metodologia? Qual o nível de confiança que um aluno pode ter numa escola onde cada professor reza por uma cartilha diferente? Quanta confusão não acontecerá naquelas cabecitas? Quantos cursos de formação de professor deverão existir para atender à demanda tão variada? Sim, porque é preciso formar o professor para aplicar uma determinada metodologia de ensino, ou estou pensando errado?


A metodologia de ensino da Aprendizagem Sistêmica foi desenvolvida sob evidências científicas de que dois tipos de habilidades têm enorme influência sobre o sucesso pessoal e profissional de uma pessoa. O primeiro grupo de habilidades refere-se às capacidades cognitivas, aquelas relacionadas ao QI. Igualmente relevante, o segundo grupo apresenta habilidades emocionais, relacionadas à motivação e ao convívio social. Embora, por muitos, o segundo grupo seja considerado menos importante, no programa da Aprendizagem Sistêmica ele é visto de forma tão relevante quanto o primeiro.

A aprendizagem sistêmica foi desenvolvida com base na teoria dos sistemas, fato que a afasta daquela prática pedagógica crítica e socialmente engajada, considerando que, após apreciação dos objetivos que ela propõe alcançar, na sua estrutura parece não estar prevista a luta de classes, e sim um sistema de interações simbólicas. Por essa visão a sociedade, como sistema, é vista como “conjunto de elementos em interação” (BUCKLEY, 1971). Não há nesse postulado pedagógico o mínimo espaço para a ideia de “revolução social”, tudo que ela pressupõe é uma “mudança social” na qual a sociedade precisa apenas atender às necessidades de mudança do capital, estruturando-se e reequilibrando-se num estágio apenas mais elevado de complexidade social. A diferença entre revolução social e mudança social é bastante bem esclarecida nos escritos marxianos. Por tudo isso, acredito que, do ponto de vista das opções epistemológicas, esta abordagem sistêmica acaba privilegiando uma postura positivista.

Há mais de trinta anos, a Aprendizagem Sistêmica vem transformando a educação e a vida de muitos alunos ao redor do mundo. Suas experiências de sucesso comprovam que o desenvolvimento pleno dos alunos atinge pontualmente o desempenho escolar. (Veja abaixo o resultado da aprendizagem dos alunos na escola Catalina Ventura – Arizona/EUA). Atualmente, o programa compreende países de diversos continentes, como: Índia, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, México, China, Austrália etc.

Catalina Ventura é uma escola de ensino fundamental com mais de 1300 alunos. Catalina Ventura fica localizada em Phoenix, Arizona e é parte do distrito de escolas de ensino fundamental Alhambra. Catalina é uma escola de interior com uma alta taxa de pobreza. Durante os últimos anos, os professores da escola foram treinados extensivamente para o uso das estruturas da Aprendizagem Sistêmica na sala de aula. As notas dos alunos nos testes do governo aumentaram durante o uso das estruturas da Aprendizagem Sistêmica.

Gostaria de ter acesso à fonte destes dados para redimir pequenas dúvidas. A primeira é sobre a origem dos dados. A segunda seria saber da fidelidade desses dados, pois sem maiores informações é-me permitido pensar que eles foram forjados para atingir um determinado objetivo, não que eu esteja pensando assim, mas nada me impede de fazê-lo. Em terceiro lugar seria interessante saber quantos professores tem essa escola e o quanto significa “durante os últimos anos”. Por fim, se esses professores foram treinados extensivamente, quanto do tempo diário lhes restou para desenvolverem suas atividades e obterem resultados tão bons? O milagre está contado, quem será o santo?

Diante dessa constatação, o programa Aprendizagem Sistêmica nasce no Brasil propondo uma educação de qualidade, com o objetivo de desenvolver nos alunos não apenas habilidades cognitivas, mas também propondo o desenvolvimento social e emocional através da cooperação.


Ou seja, propondo uma qualidade capaz de satisfazer a vonte imperiosa dos donos dos meios de produção.


Referência

Buckley, W. A sociologia e a moderna teoria dos sistemas. São Paulo: Cultrix/Ed. USP, 1971.



Abaixo um panorama do que é a AS


Aprendizagem sistêmica

Objetivos:

Proporcionar maior aprendizado;

Estimular o desenvolvimento de habilidades essenciais para a convivência saudável;

Tornar o ambiente escolar um espaço mais interessante e cooperativo.


Benefícios


Melhorias Técnicas/Operacionais/Educacionais/Sociais:

• Aumento da perspectiva de sucesso no trabalho e na vida social do aluno.
• Melhoria da autoestima, valorização e respeito à diferença.
• Viabilização da inclusão pela integração dos alunos em equipes compostas por membros com diferentes habilidades e necessidades.
• Desenvolvimento de habilidades de relacionamento interpessoal, convívio social, comunicação e cooperação.
• Criação de ambiente altamente motivador para alunos e professores.
• Diminuição dos índices de violência, repetência e evasão.
• Melhoria nos indicadores de qualidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

COMO FORMAR DELIQUENTES

1. Comece, desde a infância, dando ao seu filho tudo o que ele pede. Assim crescerá convencido de que o mundo inteiro lhe pertence.
2. Não lhe dê qualquer educação moral. Espere que chegue à maioridade para que possa decidir livremente.
3. Quando disser palavrões, ria-se. Isto o animará a fazer coisas ainda mais "graciosas".
4. Não o contrarie nunca, nem lhe diga que está mal algo que faça. Poderia criar-lhe um complexo de culpa.
5. Arrume tudo o que ele deixa espalhado: livros, sapatos, roupa, brinquedos. Assim se acostumará a atirar a responsabilidade para os outros.
6. Dexe-o ler tudo o que lhe caia nas mãos e ver todos os programas de televisão e navegar na net sem fazer a minha ideia por onde "viaja". Cuide de que os seus utensílios - pratos, talheres....- estão bem esterelizados. Porém, deixe que a sua mente se carregue de lixo. Assim aprenderá a considerar valioso o que só é porcaria.
7. Discuta e critique o seu par em sua presença. Assim, não ficará surpreendido nem sofrerá demasiado quando a sua família ficar para sempre destroçada.
8. Dê-lhe todo o dinheiro que quiser gastar, não vá ele suspeitar que para dispor de dinheiro é necessário esfroçar-se e trabalhar.
9. Satisfaça todos os seus desejos, apetites, comodidades e prazeres. O sacrífico e a austeridade poderiam produzir frustações.
10. Ponha-se ao seu lado em qualquer conflito que tenha com os seus professores, vizinhos e amigos. Pense que todos eles têm preconceitos contra o seu filho e que de verdade querem aborrecê-lo.

A partir de Miguel Santos Guerra,
La Opinion de Malaga, 7 de Janeiro de 2006

segunda-feira, 5 de abril de 2010

REFLETINDO...

Está na moda, principalmente na moda jovem, ser rebelde, este mundo parece não ter sido feito para eles. Ou será que foram eles que não foram feitos para este mundo?

Nós, os educadores, sentimos essa realidade bem na nossa pele, no nosso cotidiano, no nosso fazer e até mesmo nas nossas famílias. Diante dessa constatação, dou voltas aos "miolos" e chego sempre a uma conclusão: Será que os estudantes do Ensino Médio não sacam que até para serem rebeldes têm de pensar por conta própria, senão, viram gado bravo, desgarrado?!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O meu direito à indignação

Quando a última sala de aula a funcionar debaixo de uma árvore, ou a última escola feita de palhas de coqueiro forem extintas; quando os políticos decidirem que a educação está para o desenvolvimento do país, como o pão está para a fome, então esta notícia poderá alegrar-me! Até lá não perderei este meu direito de continar a me indignar com os rumos da educação no Brasil!


No quadro negro, as imagens se movimentam com o toque das mãos. Nas tradicionais carteiras, além de cadernos e lápis, as crianças podem acessar a internet. A cena que parece ser de um filme de ficção científica está mais real do que se imagina. Essas e várias outras tecnologias já estão sendo utilizadas em escolas brasileiras.
Em Pelotas (RS), a Escola de Ensino Fundamental e Médio Mário Quintana já aderiu às lousas digitais desde junho do ano passado. Segundo a professora de língua portuguesa da escola, Thaís de Almeida Rochefort, a ferramenta permitiu que os alunos dessem “vida aos conhecimentos”. “Assuntos antes tratados de maneira menos interativa, agora fazem com que os alunos se sintam parte deles, co-autores”, explica.
Ela e outros professores têm recebido treinamentos constantes para se adaptar à nova tecnologia. “A cada aula descobrimos novas possibilidades de tornar a escola mais próxima e significativa”, conta, ao ressaltar que a reação dos alunos não poderia ser mais positiva.
Um exemplo de programa que pode ser utilizado na lousa digital é o software em três dimensões. Com ele, os professores podem elaborar aulas interativas, revelando o interior de uma célula, o relevo de um mapa, ou até mesmo os músculos do corpo humano. Basta, por exemplo, tocar o dedo na tela para o sistema solar aparecer e se movimentar.
Desenvolvido pela empresa P3D, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), o software já está sendo utilizado em 200 escolas privadas e 30 públicas no Brasil. O programa não tem texto, nem guia de voz, somente imagens de grande qualidade gráfica. Segundo a professora Jane Vieira, executiva da P3D, esta característica é uma vantagem porque as imagens podem ser usadas com qualquer material didático, independentemente de filosofia, pedagogia e didática. Jane Vieira garante que em breve o instrumento será oferecido em software livre, o que permitirá que todas as escolas utilizem gratuitamente.
Já no município de Serrana (SP), cidade próxima a Ribeirão Preto, as carteiras eletrônicas são a novidade. Conhecidas como Lap Tup-niquim, elas dispõem de uma tela sensível a toques, sobre a qual se pode escrever, fazer desenhos ou equações. O tampo pode ser levantado, e abaixo dele fica um teclado, caso seja necessário digitar. A CPU do computador fica acoplada embaixo da carteira.
Desenvolvidas em parceria pelo Centro de Pesquisas Renato Archer (Cenpra), de Campinas, instituição do Ministério da Ciência e Tecnologia, e pela Associação Brasileira de Informática (Abinfo), empresa abrigada na Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), cerca de 300 carteiras eletrônicas já estão sendo utilizadas na Escola Municipal Maria Celina. De acordo com Victor Mammana, idealizador do projeto, o diferencial da carteira é justamente a superfície de interação. “Como diz Bill Gates, a próxima revolução não será de conteúdo nem da forma de apresentá-lo, mas, sim, da maneira como o corpo humano irá interagir com a tecnologia”, afirma. O projeto tem apoio da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação.
(Renata Chamarelli)
Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=17

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