sábado, 26 de dezembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA CULTURA ORGANIZACIONAL

Para levar o corpo docente a aderir a um projeto comum, para incitar os profissionais a implicar-se ainda mais ativamente na luta contra o insucesso escolar, para instaurar uma organização que esteja ao serviço do êxito de todos os alunos é preciso compreender e eventualmente transformar a cultura organizacional, identificar, verbalizar e colocar em questão as suas facetas imutáveis e desfazer tabus. Isso passa por uma valorização da interação e da comunicação, pela elaboração de uma linguagem comum que permita descrever e explicar os princípios éticos e pedagógicos, as significações implícitas e as representações ligadas aos objetivos – muitas vezes
ocultos – que regem as estratégias e as práticas de uns e outros
(Monica Thurler, 1998).


Com o apio de JMA (http://terrear.blogspot.com/)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

UM PENSAMENTO...

“Analfabeto não é aquele que não sabe ler e escrever. É aquele que mesmo sabendo, não o faz!"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O QUE É SER PROFESSOR, HOJE

O professor José Antônio Moreira dá aulas de sociologia no ensino médio desde 2007, atuando principalmente na Escola Estadual Rodolfo Augusto Trechaud e Curvo, em Cuiabá (MT). Ele é licenciado em ciências sociais pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Publicamos abaixo o artigo que José Antônio enviou para o Jornal do Professor.

Os professores na contemporaneidade ou as duas heranças socráticas

Recentemente tive que responder a seguinte questão: o que é ser professor hoje? Para respondê-la retomei duas heranças do filósofo grego Sócrates. Vejamos quais são:

I. A primeira delas ocorre quando recorremos ao filósofo grego para fazer a seguinte sentença: “só sei que nada sei”, que a ele é atribuída, para por diversas vezes utilizá-la de maneira equivocada. O principal equívoco consiste em simplesmente dizer que nada sabemos e que tudo ignoramos. Perdemos assim seu sentido fundamental que, pretendo recuperar aqui, e consiste na sabedoria de reconhecer a própria ignorância como ponto de partida para o saber. Isto é: reconheço a minha própria ignorância para que dela possa me libertar, porque o seu reconhecimento é o que torna necessário a busca do aprendizado, do conhecimento. Esta primeira herança socrática remete a nossa identidade como professor, pois nunca deixamos de ser aprendizes e que, portanto, professor e aprendiz não são termos opostos ou muito distantes, mas complementares.

II. A segunda herança socrática é negativa em relação a nós: profissionais da educação. Por seu sentido possuir um caráter pejorativo este legado se apresenta como pólo oposto ao da primeira contribuição. Leiamos: na Grécia Antiga havia os sofistas, que foram professores muito criticados por seus contemporâneos porque cobravam pelas aulas, inclusive por Sócrates, que os acusou de prostituição.

Ocorre que na Grécia Antiga apenas os nobres se ocupavam com o trabalho intelectual, pois gozavam de tempo para o ócio, já que, os trabalhos manuais eram tarefa dos escravos, e os sofistas pertenciam à classe média, portanto, faziam das aulas o seu ofício, já que não eram suficientemente ricos. Quanto a isso, Maria Lúcia Aranha e Maria Helena Martins (1993) frisam que “até hoje os professores são mal-remunerados tanto porque as pessoas se recusam a pagá-lo de forma semelhante ao que é feito aos outros profissionais liberais, tanto porque os próprios professores sofrem da 'síndrome de Sócrates’!” [1] Isto é: um sintoma que se apresenta quase como uma doença em nosso pensamento: o de que ser professor não é uma profissão, mas uma vocação. Essa simples sentença que a primeira vista parece bela traz consigo conseqüências perversas, pois naturaliza o que é socialmente construído, - cabe lembrar: o que é natural não pode ser combatido, contestado – reforçando assim a idéia de que os professores que tomam uma atitude de reivindicação por melhores salários para a profissão são mercenários, prostitutos, já que vocação acaba se opondo à profissão no imaginário social.

Esse processo na prática naturaliza, consolida ainda mais a condição desigual que o profissional da educação encontra na atualidade: o salário do professor continua a ser menor do que o de outro profissional com diploma de nível superior.Desse modo continuamos a sofrer da “síndrome de Sócrates”, os nossos contemporâneos e nós, profissionais da educação de hoje.

Uma maneira simples de compreendermos essa questão é a seguinte: por que o piso salarial do professor (profissional com diploma universitário) é inferior ao de qualquer outro profissional com nível superior no Estado? Penso que o caminho desta indagação é o caminho para compreendermos o que é ser professor hoje. Nós como todos os outros cidadãos brasileiros desejamos a melhoria da qualidade da educação, e trabalhamos para isso, mas acredito que a melhora dos índices de qualidade não depende APENAS da introdução de recursos tecnológicos nas escolas, de cursos de capacitação e da motivação não remunerada dos profissionais da educação através de publicidades recentemente veiculadas nos meios de telecomunicação pelo Governo Federal. Pois, em uma sociedade em que a estética prevalece sobre a ética, a valorização do profissional da educação depende fundamentalmente da valorização salarial da profissão. Então, um movimento importante e lógico no processo da melhoria da educação está na equiparação dos pisos salariais com outros profissionais com nível superior, que são igualmente importantes para a vida social.

José Antônio Moreira – cientista social e professor da rede estadual.

[1] ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena Pires.Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1993.


FONTE: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/noticias.html?idEdicao=34&idCategoria=2

sábado, 12 de dezembro de 2009

UM POEMA...

NAVEGUE

(Fernando Pessoa)


Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".

AUTO-AVALIAÇÃO PARA PROFESSORES

Dias de muito trabalho têm impedido de postar com maior frequência... ando "um caco"!

Faço alguma leitura deste ou daquele blogue e coleto umas ou outras ideias que me parecem merecedoras de destaque, como esta postada por JMA.

Vejamos no que consiste ser um bom professor!
Faça a sua auto-crítica e veja com anda sua função docente!
Atribua-se uma nota de 1 a 10.


1. O princípio da fascinação.
O bom professor é o que faz com que os alunos gostem da matéria a estudar, é o que expressa, de vários modos, entusiasmo por aquilo que faz, é o que manifesta o fascínio pelos saberes que transmite e constrói.

Ainda neste início de ano lectivo, à pergunta – o que é para ti um bom
professor – um aluno do 10.° ano escrevia: é o que faz com que gostemos da matéria.

2. O princípio da expectativa.
“É claro que não basta apresentar bem a matéria para que ela atraia e o aluno se ponha a caminho”. É preciso confiar e transmitir confiança nas possibilidades de aprendizagem: “Se eu estou convencido que o aluno pode, ele poderá; se eu espero que ele aprenda, ele aprenderá; se eu confio em que ele estude, ele estudará”. Não teremos aqui a verdade universal, mas é, sem dúvida, um grande princípio que deveria estar afixado em todas as salas de professores e ser exaustivamente discutido em todas as reuniões do Conselho Pedagógico.

3. O princípio do respeito
“A expectativa não pode ser indiscriminada e automática. Aquilo que eu espero dos meus alunos tem de ser pautado pelo respeito das suas características, pelo seu estádio de desenvolvimento,pelos seus interesses emergentes”. Evidentemente. Porque se o não fosse seria uma ilusão e um defraudamento.

4. O princípio do encorajamento
“A criança pode estar fascinada pela matéria de ensino, pode sentir o calor da relação com o professor, mas o caminho é sempre difícil; há muitas vezes obstáculos a vencer e depressões a ultrapassar”. São assim necessários o olhar que cuida e exige, a mão no ombro que securiza, a palmada nas costas que estimula.

5. O princípio da compreensão
“Diante de um conflito, um problema disciplinar ou uma perturbação, é essencial que o professor se pergunte a si mesmo, antes de mais, de quem é o problema, ou melhor, quem sofre com o problema. Assim, se quem está a sofrer é a criança, esta precisa de compreensão, não de ralhete. Mas se quem sofre é o professor, ou outros alunos, então a criança não precisa de compreensão, necessita de confrontação.”. Esta é outra chave essencial que tem de ser sistematicamente convocada.

6. O princípio da confrontação
“Fazer ver aos alunos os efeitos nefastos das suas acções e desafiá-los a agir de outro modo sem os humilhar”. Aqui também reside o princípio da autoridade, o de fazer crescer o outro em autonomia e responsabilidade.

7. O princípio das consequências
“São as consequências das nossas acções que nos vão dirigindo, ensinando-nos a caminhar por uma direcção e evitar outra. Assim, se a criança se levanta tarde e perde o autocarro, não a castiguem nem a absolvam nem muito menos esperem por ela: deixem-na ir a pé; há-de aprender que quem não se levanta a tempo tem de ir à sua custa. Se perdeu um livro, não lhe dêem a bofetada nem lhe comprem outro: obriguem-na a pagar do seu bolso”.

8. O princípio da negociação criativa
“A arte de educar na autonomia consiste no contínuo esforço para promover não soluções de compromisso em que todos perdem um pouco mas alternativas de superação em todos ganham tudo”.

9. O princípio do diálogo
“Nem todas as necessidades resultam em conflitos, nem todas as opiniões têm de provocar desavenças, nem todos os sentimentos chocam ou desiludem os outros. Pelo contrário, a partilha de ideias, opiniões e sentimentos é o processo normal de aprofundar a amizade, construir a intimidade e desenvolver esse ingrediente essencial da autonomia que é estar-se contente consigo próprio e com a sua maneira de ser”.

10. O princípio da exigência
“O bom professor não aceita trabalhos mal feitos, respostas mal articuladas, projectos sem gosto nem cuidado”. Exige o máximo de cada um dos alunos para que nenhum trabalhe abaixo das suas capacidades.


(Sequências desenvolvidas a partir de Pedro Cunha (1989). A Relação Pedagógica. Lisboa: Ministério da Educação)

domingo, 6 de dezembro de 2009

POIS É...!

Remei muito contra a maré... sem colete salva-vidas procurei desesperadamente não sucumbir às ondas gigantes que se elevavam diante da minha frágil embarcação. Foi uma luta e tanto!

Porém, quando estava para chegar às águas calmas e tranquilas do bom porto, eis que a "marinha mercante" me afunda a embarcação.

Fazer o quê? Lutar contra quem tem poder e quer mais que nós?

Cansei de lutar para ser vencido pelo "fogo amigo"!

Não entendeu?!!

Pois leia aqui uma notícia do MEC e ficará a saber do que se trata!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E ESTA AÍ... HEIN?

Qual é a tua idade?


Pensa num número de 1 a 7.
Com a ajuda desse número secreto, vais fazer cinco operações. Vais obter algo de muito revelador para ti.

1. Multiplica esse número por 2.
2. Adiciona 2.
3. Multiplica o resultado por 50.
4. Se a data do teu aniversário já passou este ano, soma 9. Senão, soma 8.
5. Subtrai o ano do teu nascimento (por exemplo, se nasceste em 1970, tens de subtrair 70).

O resultado é um número com três algarismos. O primeiro é o número em que pensaste e os dois últimos são… a tua idade!!


Nota: Esta astúcia é válida para o ano de 2009. Para 2010, tens de adicionar uma unidade nos números referidos no ponto 4. Para 2011, duas unidades e assim sucessivamente.

MAIS UMA OPORTUNIDADE PARA A PESQUISA

A UE (União Européia) lançou o site bookshop.europa.eu, onde oferece mais de 100 mil publicações oficiais, que datam desde 1952, para download gratuito. A página é um serviço online que dá acesso a publicações de instituições da UE, agências e outras organizações.

Mais de 12 milhões de páginas foram digitalizadas para que a biblioteca digital européia pudesse começar a funcionar. Para alguns títulos, além da versão digital gratuita, o site vende a obra em papel. A previsão é que pelo menos mil novas publicações sejam oferecidas por ano.

Para ter acesso à biblioteca digital européia, é necessário preencher a ficha de cadastro disponível na página. Depois, na área de busca, é necessário selecionar a opção "Biblioteca digital" (Digital Library) para ter acesso ao conteúdo digitalizado.


Fonte: http://www.universia.com.br/cultura+/materia.jsp?materia=18436

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